25 de junho, 5ª feira, 12ª Semana do Tempo Comum

– Leitura orante do evangelho de hoje, dia 25 de junho, Quinta-feira da Décima Segunda semana do Tempo Comum.

-Um ditado popular diz que as palavras devem vir acompanhadas de exemplos. Enquanto nos preocupamos em vestir camisas com mensagens religiosas e utilizar outros apetrechos oracionais, Jesus nos diz que isso é pouco. É preciso que nossas ações cotidianas digam o Deus em que nós acreditamos. Abra seu coração para escutar a Palavra que Deus te diz.

-Escuta o Evangelho segundo Marcos, capítulo 7, versículos de 21 a 29.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: 'Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?' Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!" Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.

-O evangelista Mateus sabe como é fácil demonstrar externamente a pertença a uma religião, enquanto o interno da pessoa, tal como uma pedra lançada no rio, fica inalterado. A verdadeira conversão vem de dentro para fora e se traduz nas nossas ações cotidianas. Jesus aponta a necessidade de uma coerência de vida entre a Palavra escutada e professada e a vida assumida. A vivência da Palavra ocorre no cotidiano da vida, no dia a dia. O testemunho para ser autêntico não está alicerçado em muitas falas ou expressões públicas da fé, mas num modo de vida que seja coerente com os valores do Evangelho.

-Tens vivido a fé em Jesus apenas externamente? Sua Palavra consegue alcançar teu coração e ser traduzida na vida diária?

-“...ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei”, diz o evangelho de hoje. Ao escutar Jesus, a multidão chega à conclusão de que ele tem autoridade, pois as suas palavras não foram decoradas, mas partem diretamente de seu coração e se confirmam em seus gestos. Ao traduzir nossa fé em nossas obras, que possamos dizer a Jesus o mesmo que Gonçalves Dias disse a sua amada, na primeira estrofe do poema Ainda uma vez – Adeus!:

“Enfim te vejo! – enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
[...]”

-Diante de Deus, faça sua oração reconhecendo o quanto difícil é viver de modo coerente com o Evangelho. Peça a ele a graça de conseguir dar testemunho do Evangelho nos espaços nos quais se encontra. Confesse que muitas vezes é difícil viver a coerência do Evangelho. Não tenha medo de admitir seus limites.

-Senhor, ajuda-nos a sempre conjugar nossas palavras em nossas ações conforme Teu coração! Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre. Amém!



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