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 FRATERNIDADE E SOLIDARIEDADE

Leigos e religiosos sensibilizados com o sofrimento das pessoas que moram nas ruas, integram as equipes dessa Pastoral. Seu principal objetivo é a aproximação daqueles que vivem nas vias públicas, estabelecendo o convívio fraterno e solidário.

Os moradores em situação de rua são, geralmente, imigrantes que deixam o interior de Minas Gerais ou cidades de outros estados em busca de assistência médica ou emprego em Belo Horizonte. Fazem das ruas e praças da cidade sua moradia. Desempregados, buscam alternativas de sobrevivência.

Na capital, acabam perdendo suas referências. Não têm como comunicar-se com a família, não possuem endereço fixo, não conseguem emprego nem documentos, não têm onde guardar seus pertences. Perdem a identidade e até o próprio nome.

A união dessas pessoas em torno de suas necessidades de sobrevivência, com o apoio da Pastoral de Rua, deu origem à Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte (Asmare) e aos grupos “Moradia para todos” e “Amigos da Rua”. Atua, em parceria com o poder público, em três projetos: República Reviver, Centro de Referência “Projeto Cidadania” e Projeto de Abordagem de Rua.

CONVIVÊNCIA SOLIDÁRIA

Criada em 1987, por meio da Fraternidade das Oblatas de São Bento, a Pastoral de Rua trabalha com o direito de convivência solidária nas ruas, viadutos e “lixões”, estimulando a redescoberta da autoestima e da dignidade do povo da rua.

Nesse caminho, seus agentes trabalham no sentido de incentivar a organização dos moradores de rua em busca da superação do estigma da exclusão e da conquista da cidadania.

A partir da organização comunitária, a Pastoral procura manter atividades na própria rua e, ao mesmo tempo, possibilitar a multiplicação de agentes. A dedicação de alguns Moradores de Rua, junto ao movimento, resultou em conquistas de projetos importantes, dentre eles, a República Reviver, o Centro de Referência da População de Rua e o Ambulatório Carlos Chagas.

A ação junto aos Catadores de Papel resultou na fundação da Asmare – Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável – em 1990. A partir de 2000, essa experiência foi-se disseminando em outros 21 municípios de Minas Gerais.

PRINCIPAIS AÇÕES E PROJETOS:

A Associação de Catadores de Papel, papelão e material reaproveitável (Asmare) – uma experiência bem sucedida que garante a renda de centenas de famílias de Catadores – estende-se hoje a outros municípios mineiros por meio da ação pastoral. A disseminação dessa metodologia vem propiciando à Pastoral atuar junto aos Catadores de Rua e dos “lixões”. A partir desse trabalho, articula-se em vários municípios, a Rede de Economia Solidária.

Em relação ao trabalho e à geração de renda, criaram-se Oficinas de Encardenação e de Papel Artesanal, hoje integradas à ASMARE, o que ampliou sua capacidade, inspirando a criação de várias outras Oficinas de Reciclagem.

A Comunidade Amigos de Rua – é um espaço de mobilização e organização do Movimento da População de Rua, onde moradores e ex-moradores de rua se encontram para discutir questões do cotidiano. Nesse espaço se dá a integração dos vários grupos de rua: moradores, ex-moradores, ocupantes de casas e prédios, a partir da realização de assembleias. Propicia o fortalecimento da organização, ampliando suas conquistas de moradia e geração de renda.

Buscando qualificar tecnicamente a ação junto aos Catadores de Papel e Moradores de Rua, a Pastoral, em parceria com técnicos comprometidos, criou o Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sócio-Econômico-Ambiental (INSEA). Garante, assim, a sustentabilidade dos projetos e a formação e capacitação dos envolvidos no processo.

O Centro de Apoio ao Povo da Rua (CEAPOR), fundado em 2003, surge como apoio à ação pastoral nas suas diferentes dimensões.

UM PROJETO DE TRANSFORMAÇÃO

A proposta da ação pastoral é desenvolver atividades junto à População de Rua da Capital e dos 27 municípios que integram a Arquidiocese de Belo Horizonte, visando transformar a qualidade de vida das pessoas envolvidas. Reconhecendo a População de Rua como sujeito de sua ação, a equipe desenvolve programas de atendimento, aplicando uma metodologia participativa. O trabalho é direcionado a grupos específicos: Catadores de Papel e Moradores e Ex-Moradores de Rua. A ação desenvolvida pela equipe de Pastoral especialmente junto aos Catadores de Papel objetiva a geração de trabalho e renda.

CAMPANHA DO AGASALHO 2022

A Acolhida Solidária Dom Luciano Mendes de Almeida da Arquidiocese de Belo Horizonte inicia a Campanha do Agasalho para amparar famílias que mais sofrem com o frio. As doações serão destinadas especialmente às pessoas que vivem nas ruas, mas há também, nas vilas e favelas, aqueles que não têm um cobertor, uma blusa e, por isso, estão mais expostos ao frio. Assistente social da Acolhida Solidária, Eliene Gonçalves ressalta que faltam, especialmente, peças de vestuário masculino no banco de doações da instituição.

Blusas, gorros, luvas, roupas, mas também cobertores e calçados podem ser entregues na sede da Acolhida Solidária Dom Luciano Mendes de Almeida (Rua Além Paraíba, 208, bairro Lagoinha), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Importante: é preciso que as doações estejam em bom estado de conservação e adequadamente higienizadas. Informações: (31) 3422-7141.

 

CONTATO:

Rua Além Paraíba, 208 – Lagoinha
31210-120 – Belo Horizonte – MG
Telefone:(31) 3428-8366 – Fax: (31) 3422-7141
E-mail: pastoralrua@yahoo.com.br
Horário de atendimento: de segunda a sexta, das 8h às 18h

Campanha do Agasalho é destaque na imprensa: