Arquidiocese de Belo Horizonte
  • 15 de Fevereiro, 6º Domingo do Tempo Comum

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    - Hoje é dia 15 de Fevereiro, 6º Domingo do Tempo Comum

    - No evangelho de hoje Jesus veio expandir o horizonte do comportamento humano; veio nos libertar dos perigos do moralismo e do legalismo. À luz da justiça de Deus (“força que salva”), Jesus nos apresenta um modo de proceder mais radical, relendo os mandamentos.

    - Escuta o Evangelho Segundo Mateus, Capítulo 5, versículos 17 a 37:

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
    "Eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus,
    vós não entrareis no Reino dos Céus. Vós ouvistes o que foi dito aos antigos:
    'Não matarás!' Quem matar será condenado pelo tribunal.
    Eu, porém, vos digo:
    todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo.
    Ouvistes o que foi dito: 'Não cometerás adultério.
    Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-Ia,
    já cometeu adultério com ela no seu coração.
    Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: 'Não jurarás falso',
    mas 'cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor'.
    Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum. Seja o vosso 'sim': 'Sim',
    e o vosso 'não': 'Não'.
    Tudo o que for além disso vem do Maligno".

    - Jesus passou de um cumprimento externo de leis a uma descoberta das exigências de seu próprio ser. Esta revolução que Ele iniciou, ainda está por ser realizada. Avançamos muito pouco nessa direção. Todas as indicações do evangelho no sentido de viver no espírito e não na letra, parece que estão sendo ignoradas. Caímos facilmente no legalismo, no farisaísmo que se perde em meio a um emaranhado de leis, desviando-se do essencial, que é a vivência do amor oblativo, gratuito, expansivo... “Ouvistes o que foi dito: não matarás, não cometerás adultério, não jurarás falso; eu, porém, vos digo...” Não fica abolido o mandamento antigo, mas elevado a níveis incrivelmente mais profundos.

    - Frente às pessoas que pensam e sentem de maneira diferente, o que prevalece em você, o peso da lei ou a força da misericórdia? Como você vive o quinto mandamento -“não matar” - no uso das redes sociais?

    – “Eu, porém, vos digo.”, diz Jesus. É necessário arrancar de nossa vida a agressividade, o desprezo ao outro, os insultos ou as vinganças. Aquele que não mata cumpre a Lei, mas, se em seu coração há resquícios de violências, ali não reina o Deus que busca construir conosco uma vida mais humana. Os mandamentos continuam tendo sentido. São um mapa de rota, uma proposta, um chamado para entender a vida. A chave é compreendê-los e vivê-los, não a partir do medo ao fracasso e ao castigo, mas a partir da disposição de crescer humanamente na relação com os outros. O Plano de Deus e a fé cristã são muito mais que uma adesão doutrinal, é humanizar-se para amar. Diz Adelia Cortina:
    “O cristianismo não é uma ética de mínimos de justiça, mas uma religião de máximos de felicidade. Os mínimos de justiça lhe parecem irrenunciáveis, mas tais mínimos não esgotam o conteúdo da religião cristã. Suas propostas não competem com a ética cívica, senão que a complementam. Enquanto que a universalidade dos mínimos de justiça é uma universalidade exigível, a dos máximos de felicidade é uma universalidade ofertável”.

    - Peça ao Senhor a graça de viver no cotidiano os caminhos propostos pelos mandamentos, para que possa compreender no cotidiano o caminho da alegria. Peça pelos cristãos do mundo todo, para que possam ser sinal de vida nova no meio do mundo.

    - Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém!







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