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Setembro amarelo: cultivar a espiritualidade nos ajuda a vencer desafios

Algumas situações em nossas vidas são difíceis e desafiadoras, mas é importante saber que não estamos sozinhos. O mês de setembro é dedicado à valorização da vida, dom de Deus. O setembro amarelo nos lembra que pedir ajuda quando não nos sentimos bem é algo essencial. O apoio pode vir de um familiar , de um amigo, do sacerdote, de um educador, ou de um profissional. O importante é conseguir falar do próprio sentimento.  Também, caminho indispensável para alcançarmos o equilíbrio e a saúde, como nos ensina o arcebispo dom Walmor, é cultivar a espiritualidade, que não está presente apenas em um campo específico da vida social, restrita ao âmbito religioso.  

Importante reforçar que cultivar a espiritualidade não é exclusividade dos que professam uma confissão religiosa. “Sem a vivência da espiritualidade não se alcança a essencialidade de cada ser humano, torna-se mais difícil o exercício de dar conta de si”, explica o Arcebispo. “Cada pessoa, na sua singularidade, tem uma dimensão profunda que remete à sua origem, ao fundamento de sua razão de existir, onde é possível encontrar o sentido de seu viver”, recorda dom Walmor, nos lembrando que a vivência da espiritualidade oferece a cada pessoa a oportunidade de voltar-se para essa dimensão existencial, aprendendo a enxergar as circunstâncias do cotidiano a partir da luz que vem de Deus, fecundando-se pela força do seu amor maior. “Buscar autêntica espiritualidade é compreender e experimentar o que sabiamente diz Santo Agostinho: ‘Não há ninguém neste mundo que não seja viajante. Durante a viagem sofre-se as consequências das ondas e tempestades. Mas o importante é não sair da barca.’ Para dar conta de si, o segredo é encontrar a bússola no coração de Deus”, reforça o Arcebispo.  

Hospital de campanha

O bispo Referencial Nacional da Pastoral da Saúde, dom Roberto Francisco Ferreira Paz, nos lembra também que a Igreja é Mãe e um hospital de campanha. “Sempre disposta a curar e lavar as feridas, consolar e esperançar aos fatigados e cansados, aos aflitos e desesperados”, recorda.