
O Dia de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais, oferece o “silêncio profundo que nos faz pensar as dores da humanidade”, lembrou o arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo, que presidiu a Solene Missa neste dia 15, no Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade, Padroeira de Minas Gerais, em Caeté (MG). No ponto mais alto da Serra da Piedade, com peregrinos que se reuniram na menor basílica do mundo, a Ermida da Padroeira de Minas Gerais, dom Walmor ressaltou que “o silêncio é o caminho mais curto para o céu, conforme dizia o monsenhor Domingos Evangelista Pinheiro”. Monsenhor Domingos foi um notável guardião do Santuário no século 19 e fundou a Congregação das Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade.
Durante a homilia, dom Walmor disse que o silêncio é essencial para sabermos escutar a voz do Senhor. “Somos especialmente desafiados a contemplar a cena narrada no Evangelho de São João: Maria, com o filho morto nos braços. Passar pelo sofrimento e pela dor não é o fim, mas caminho de purificação, acolhendo a vontade de Deus”. A cena narrada no Evangelho traz a Mãe Maria, Mãe da Piedade, diante do filho crucificado. “Ela viveu uma tristeza profunda, de mãe, mas uma tristeza iluminada pela fé. Nenhuma derrota é para sempre”, ensinou dom Walmor, e prosseguiu: “Não estamos sozinhos, caminhamos com Maria. Ela caminha conosco!”
Reflita sobre a importância do silêncio, uma das lições do Dia de Nossa Senhora da Piedade – Padroeira de Minas Gerais.