Abertura do Ano Jubilar Centenário da Arquidiocese de BH: bispos auxiliares serão ordenados em fevereiro

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As cerimônias de ordenação dos novos bispos auxiliares nomeados pelo Papa Francisco para o serviço na Arquidiocese de Belo Horizonte  serão realizadas neste mês de fevereiro.

O monsenhor Nivaldo dos Santos Ferreira será ordenado bispo durante Celebração Eucarística na Catedral Cristo Rei, no dia 11 de fevereiro de 2021, às 10 horas – abertura do Ano Jubilar Centenário da Arquidiocese de Belo Horizonte. Será a primeira ordenação episcopal celebrada na Catedral Cristo Rei.

Os bispos ordenantes são: dom Walmor Oliveira de Azevedo, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães e dom Vicente de Paula Ferreira.

O monsenhor Júlio César Gomes Moreira será ordenado bispo durante Celebração Eucarística na Catedral Nossa Senhora Aparecida, em Brasília, no dia 13 de fevereiro, às 10 horas.

Os bispos ordenantes são: dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, e dom Washington Cruz, arcebispo de Goiânia.

Em razão da pandemia da covid-19, o convite é para que os fiéis vivenciem este momento especial a partir dos meios de comunicação e redes sociais.

Nomeação pelo Papa Francisco

O anúncio da nomeação foi feito na manhã da quarta-feira, dia 23 de dezembro, durante live, transmitida em rede por diferentes mídias – TV, rádio e internet, conduzida pelo arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, e pelo arcebispo metropolitano de Brasília, dom Paulo Cezar Costa. Participaram da live os bispos auxiliares da Arquidiocese de Belo Horizonte e também os monsenhores nomeados bispos.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, ao partilhar a sua alegria com a nomeação dos bispos auxiliares,  agradeceu ao Papa Francisco.  

Monsenhor Júlio César Gomes Moreira

Filho de Luís Gonzaga Moreira e Maria Janete Gomes Moreira, padre Júlio nasceu em Fortaleza (CE), em 18 de março de 1972. Bacharelou-se em Psicologia pela Universidade de Brasília em 1997 e em Filosofia e Teologia no Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília Nossa Senhora de Fátima, em 2003. Especializou-se em Análise Existencial e Logoterapia de Viktor Frankl (2011-2012).

Foi ordenado padre da Arquidiocese de Brasília em 6 de dezembro de 2003. Atuou como pároco da paróquia São José, em Brazlândia (DF), de 2004 a 2005. Também foi formador no seminário maior Nossa Senhora de Fátima, da Arquidiocese de Brasília, de 2006 a 2007, e no seminário propedêutico São José, de Brasília, de 2008 a 2010. De 2011 a 2015, foi reitor do seminário maior Interdiocesano São João Maria Vianney e do Seminário Propedêutico Santa Cruz, em Goiânia.

Também colaborou no Santuário do Santíssimo Sacramento, em Brasília, em 2016, e foi vigário episcopal do vicariato Centro de Brasília, no mesmo ano. Atualmente, vem exercendo as funções de coordenador da Comissão do Clero de Brasília (2019-2020), membro do Colégio dos Consultores e pároco da paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, Sobradinho-DF (2017-2020).

Monsenhor Nivaldo dos Santos Ferreira

Padre Nivaldo dos Santos Ferreira nasceu em Barbacena (MG), no dia 03 de junho de 1967, penúltimo filho de Francisco Ferreira e Nersinha Therezinha Viol Ferreira, já falecidos. Entrou no Seminário Menor de Nossa Senhora da Assunção, da Arquidiocese de Mariana (MG), aos 13 anos. Após o falecimento de seu pai, em outubro de 1980, ainda permaneceu no seminário por mais um ano, mas voltou ao convívio familiar no final de 1981.

Ao mesmo tempo em que concluía os estudos do ensino fundamental, antigo 1º grau, em Ibertioga (MG), onde residiu com sua tia Iolanda Santa Rosa, trabalhou em uma padaria, aprendendo diversos serviços, inclusive administrativos.

Em 1984, entrou para o Seminário Menor da Congregação dos Padres Orionitas, em Belo Horizonte. Ali concluiu o Ensino Médio e deu início ao noviciado, mas deixou a congregação, em 1987. Na sequência, padre Nilvado frequentou curso preparatório pré-vestibular e trabalhou em uma empresa distribuidora de produtos alimentícios.

No ano seguinte, de volta à capital mineira, ingressou na primeira turma da etapa do Propedêutico da arquidiocese de Belo Horizonte. Estudou Filosofia (1989-1991) e Teologia (1992-1995) na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Foi ordenado diácono no dia 27 de maio de 1995, na paróquia Santo Antônio, Bairro Jaraguá. Foi ordenado presbítero no dia 18 de maio de 1996, na paróquia São Sebastião do Barro Preto. Ambas ordenações presididas pelo cardeal Serafim Fernandes de Araújo, então arcebispo metropolitano de Belo Horizonte.

Já ordenado, iniciou mestrado na Faculdade Jesuíta. Em 2001, transferiu-se para Roma, onde concluiu o mestrado em Teologia Fundamental na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Padre Nilvado desempenhou diversas funções em seu ministério presbiteral na arquidiocese de Belo Horizonte. Foi vigário, administrador e pároco em algumas paróquias da arquidiocese, professor no Seminário Propedêutico e no curso de Teologia da PUC-Minas. Também atuou como assessor eclesiástico da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE), assessor arquidiocesano da Pastoral Familiar, vigário forâneo da Forania São José do Calafate e membro do Conselho Permanente de Formação do Seminário Arquidiocesano Coração Eucarístico de Jesus.

Atuou, de 2012 a 2018, como reitor do Seminário Arquidiocesano Coração Eucarístico de Jesus. Em seguida, assumiu a reitoria do Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu, no bairro da Graça, em Belo Horizonte, onde permanece até o presente momento.

O novo bispo auxiliar eleito da arquidiocese de Belo Horizonte também foi presidente da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil no Regional Leste 2 (OSIB Leste 2), de 2009 a 2014, e da OSIB Nacional, de 2015 a 2018.

Atualmente, Padre Nivaldo atua como formador e professor de Teologia para os candidatos da Escola Diaconal São Lourenço, coordenador do Grupo de Reitores de Santuários da Arquidiocese de Belo Horizonte e vigário forâneo da 4ª Forania Nossa Senhora das Dores, da Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade, da Arquidiocese de Belo Horizonte.

 



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“Corre-se o risco de nos habituarmos a delegar aos algoritmos decisões que competem à consciência humana”

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Nesta quarta-feira, 16 de setembro, o Papa Leão XIV acolheu milhares de fiéis e peregrinos para a tradicional Audiência Geral, na Praça São Pedro. Em sua catequese, o Pontífice deu continuidade ao ciclo de reflexões sobre o Concílio Vaticano II, com foco no segundo capítulo da Constituição Gaudium et spes (GS), dedicado à comunidade humana.

Em sua meditação, o Santo Padre convidou os fiéis a refletirem sobre o crescimento dos meios de comunicação e das redes sociais nos últimos tempos. Segundo o Papa, o desenvolvimento tecnológico abriu novas possibilidades no mundo contemporâneo, suprimindo barreiras e distâncias, mas apontou que tal evolução também pode favorecer o distanciamento nas relações humanas, se tornando cada vez menos pessoais e mais virtuais.

O Pontífice fez ainda um importante alerta, ressaltando que a difusão das novas tecnologias não pode diminuir o papel da pessoa humana nas decisões sobre a vida em sociedade. “Corre-se o risco de nos habituarmos a delegar aos algoritmos decisões que competem exclusivamente à consciência humana.”

Segundo o Papa Leão XIV, cabe também aos cristãos contribuir para que as relações sociais sejam construídas com base no significado real e na profundidade pessoal. Nesse sentido, ele recordou que os vínculos devem estar fundamentados a partir do projeto criador de Deus, que “quis que os homens formassem uma só família, e se tratassem uns aos outros como irmãos” (GS 24).

Na sequência, o Santo Padre partilhou algumas das reflexões propostas pelos Padres conciliares. O primeiro ponto destaca o respeito pela pessoa humana, em que a Gaudium et spes considera “infamante” toda iniciativa que se oponha à promoção da vida e à dignididade humana, como homicídio, genocídio, aborto e eutanásia, além da escravidão, prostituição, comércio de pessoas e condições degradantes de trabalho.

O segundo apontamento trata do respeito e do amor por aqueles que pensam e agem de maneira diferente de nós. A terceira “conclusão” diz sobre a importância da igualdade entre os homens, rejeitando qualquer forma social e cultural de discriminação em razão do sexo, raça, cor, condição social, língua ou religião. Por fim, o Papa Leão XIV recordou a exortação dos Padres conciliares para que se “supere a mentalidade individualista e se assuma uma atitude de responsabilidade e participação”.

Ao concluir a sua catequese, o Pontífice convidou os fiéis a se engajarem na promoção de uma sociedade mais justa e verdadeiramente humana. “Queridos irmãos e irmãs, esta visão da humanidade como comunidade de pessoas é um legado precioso que o Concílio Vaticano II nos deixou. Ela ajuda-nos a todos a realizar um discernimento pessoal e comunitário, para avaliar com responsabilidade os projetos sociais e políticos de hoje, com base nos critérios da dignidade da pessoa humana, da justiça social e da livre participação na construção do bem comum. Pois o futuro da humanidade depende do empenho de cada um em colaborar com Deus e com os irmãos na construção de um mundo mais humano”.

*Informações: Vatican News 


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