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Nota da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz sobre violência em ocupação urbana

A Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz publicou nota sobre ação violenta de policiais militares contra líderes comunitários e parlamentares nessa sexta-feira, dia 16. Segundo relatos confirmados pela Comissão, houve abuso policial durante manifestação contra o despejo de residentes da Vila Flores, ocupação urbana que fica na divisa de Belo Horizonte com Vespasiano.

Veja a nota na íntegra

Nota da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz

A Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz (CAJP), cumprindo o seu papel de defesa das liberdades civis e políticas e atenta à crescente violência a criminalizar movimentos e lideranças sociais nos últimos tempos, acompanha com preocupação o caso envolvendo uma manifestação contra despejo dos residentes da Vila Flores (região limite entre os municípios de BH e Vespasiano), ocorrido na noite desta sexta, dia 16 de outubro.

Segundo relatos confirmados pela CAJP, lideranças comunitárias, juntamente com a deputada estadual Andreia de Jesus e a vereadora Bella Gonçalves (ambas do PSOL) estavam presentes no local e foram vítimas de abuso policial.

 

Os moradores da Vila ocupam há 25 anos uma área ociosa que pertence à Cemig. A ação da Polícia Militar, em plena pandemia, e o aprisionamento de lideranças, como vereadora Bella Gonçalves, causam perplexidade à Comissão, que expressa seu profundo constrangimento, principalmente pelo fato das notícias apontarem o uso arbitrário da força policial.

 

A criminalização de lideranças e movimentos sociais que lutam pelo direito à moradia é uma violência contra o estado de direito. Continuaremos atentos e acompanhando estes e outros casos de violações dos direitos humanos na região da Arquidiocese de Belo Horizonte e, se necessário, tomando medidas nos âmbitos judiciais para a proteção de lideranças sociais ameaçadas pelo arbítrio estatal.

 

Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz

Belo Horizonte, 16 de outubro de 2020