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Missa pelos 124 anos de BH emociona fiéis com a bênção do presépio da Catedral Cristo Rei

Os olhos de Maria Cristina Santos da Cruz e de Maria José brilharam de modo especial, quando o arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo abençoou o singelo presépio da Catedral Cristo Rei, na manhã deste domingo, 12 de dezembro, aniversário de 124 anos da Capital Mineira. Elas, catadoras de material reciclável, ajudaram a preparar a tocante imagem da Sagrada Família, acolhida em uma gruta, feita de papelão e outros materiais recicláveis, a partir de concepção do artista plástico Léo Piló. O presépio foi apresentado à comunidade durante Missa presidida por dom Walmor para celebrar o aniversário de Belo Horizonte, com a presença de fiéis e autoridades – o prefeito da Capital, Alexandre Kalil, e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Agostinho Patrus. Após a Celebração, os participantes foram contemplados por uma bela cantata de Natal, fruto do talento da banda da Polícia Militar de Minas Gerais.

Simplicidade e sustentabilidade inspiraram a criação do presépio da Catedral Cristo Rei, elaborado com material reciclável fornecido pela Associação de Catadoras de Material Reciclável de Minas Gerais. Maria Cristina e Maria José representaram as demais integrantes do grupo de recicladoras na Missa Solene, em que o arcebispo dom Walmor, em sua homilia, destacou: a proximidade com o Senhor é oportunidade para um autêntico aprendizado essencial, da alegria dos que vivem no amor.

Neste terceiro domingo do Tempo do Advento – chamado Domingo da Alegria -, dom Walmor se recordou dos 124 anos de Belo Horizonte, uma cidade jovem e com muito potencial, mas que exige a participação de todos para vencer seus desafios. “A alegria é uma construção. A alegria verdadeira não tem a ver apenas com sensações, mas com a consciência de que somos responsáveis pela construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.” À pergunta que desponta no Evangelho deste domingo – “o que devemos fazer?” – dom Walmor respondeu: “Exercer a solidariedade, para que o mundo se abra ao amor de Deus.”

Logo após a bênção final, a recicladora Maria José revisitou a sua memória. Moradora do bairro Jaqueline, vizinho à obra da Catedral Cristo Rei, ela, no passado, visitou o primeiro presépio preparado no terreno da Catedral, quando ainda não havia começado a obra. Levou, de recordação, uma pequena pedra, que ainda hoje faz parte do presépio que anualmente enfeita a sua casa. “Nunca imaginei que um dia, com o meu trabalho, ajudaria a compor o presépio da Catedral Cristo Rei”, contou, muito emocionada.

 

A seguir, a homilia de dom Walmor