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Jornada Vocacional: “Sou entusiasmado com o sacerdócio e quero viver até o fim como padre”, diz monsenhor Éder, em entrevista

Em agosto, a Igreja celebra o mês das vocações. Em homenagem a todos que se dedicam à bonita missão de evangelizar, vamos publicar uma série de entrevistas sobre cada vocação aqui, no site da Arquidiocese, compartilhando essas reportagens em outros meios de comunicação, de modo que muitos possam conhecer a vida edificante daqueles que muito fazem por nós. A cada semana, um novo texto apresentará evangelizadores que estão a nosso serviço – Povo de Deus. Eles vão partilhar suas ricas histórias e experiências sobre o caminho missionário, inspirando o despertar de novas vocações.

A primeira semana será dedicada à vocação sacerdotal. O entrevistado é o monsenhor Éder Amantéa, sacerdote que, com muito amor e comprometimento, dedica-se, há 47 anos, à Igreja. Aos 74 anos, monsenhor Éder exerce a sua missão com alegria. “Sou muito entusiasmado com o sacerdócio e quero viver até o fim como padre”, conta.

Trajetória bonita 

Na sua família, são três irmãos homens e uma mulher. Monsenhor Éder desde pequeno já manifestava vontade de se consagrar à Igreja. E logo que a decisão de se tornar padre já estava amadurecida, o então seminarista Éder partilhou com a mãe sobre sua vocação. Ante o pranto da mãe: falou: “Deixa chorar que uma hora as lágrimas hão de secar”.

O despertar da vocação ocorreu cedo. Quando criança, o sacerdote frequentava a Paróquia Nossa Senhora das Dores, no bairro Floresta, em Belo Horizonte, e ficava encantado com a dinamicidade dos padres da época, com os muitos trabalhos desenvolvidos em prol dos fiéis, sobretudo os mais necessitados.

Na adolescência, afastou-se um pouco da comunidade de fé, em razão de compromissos profissionais. Mas ao retornar à Paróquia, Monsenhor passou a conversar sobre o seu caminho vocacional com o pároco. Desse processo de discernimento veio a decisão: procurar o Seminário Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus(SACEJ) que antigamente ficava onde hoje é a PUC Minas, campus Coração Eucarístico. Tornou-se seminarista e foi ordenado padre no dia 15 de agosto de 1974.

Em sua trajetória, monsenhor Éder trabalhou no bairro Coração Eucarístico, dedicando-se, especialmente, a comunidades pobres. Exerceu o sacerdócio na Paróquia Coração Eucarístico de Jesus e foi servidor de muitas frentes de trabalho na Arquidiocese de Belo Horizonte: “Fui vigário geral, trabalhei na Pastoral da Juventude e da Sobriedade, e em muitas outras pastorais. São os vários desafios que a Igreja nos oferece que nos move a continuar. Sou muito entusiasmado com o sacerdócio e quero viver até o fim no exercício sacerdotal”, diz.

Atualmente, monsenhor Éder é pároco emérito da Paróquia Coração Eucarístico de Jesus. Foi nomeado monsenhor em 4 de setembro de 2013, quando o Papa Francisco o constituiu – em documento oficial da Secretaria de Estado da Santa Sé – um dos seus Monsenhores Capelães. O título foi entregue pelo arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo. Monsenhor é um título eclesiástico honorífico conferido aos sacerdotes da Igreja Católica pelo Papa, a partir de um pedido do bispo diocesano Apesar de apenas o Papa conferir o título de Monsenhor, ele o faz a pedido do bispo diocesano, em reconhecimento aos serviços prestados à Igreja e à comunidade, por determinado sacerdote.

Nesses 74 anos de sacerdócio, monsenhor Éder considera especial alegria poder auxiliar os fiéis que buscam o Sacramento da Reconciliação. “Quando uma pessoa chega em busca de ajuda, se sentindo ‘pesada’, com mágoas, e por meio de uma conversa a gente consegue fazer com que se sinta bem, e saber que o nosso auxílio foi motivo de uma mudança de vida daquela pessoa, é maravilhoso, realiza-me”, destacou.

Para os jovens que se sentem chamados para o ministério sacerdotal, monsenhor Éder orienta: “Trabalhe o discernimento da vocação, no sentido de se entusiasmar pelo que faz. Quando a gente gosta do que faz, nos entregamos. Por isso, analise em qual área tem mais aptidão – se é na vida pastoral, intelectual ou de missão -, a partir daí se entregue para que essa vocação possa se solidificar, dando sentido à sua existência”, explica.