Você está em:

Intenção de oração do Papa para o mês de setembro é dedicada à abolição da pena de morte

Neste mês de setembro, o Papa Francisco tem como intenção de oração, proposta a todos os cristãos e aos homens e mulheres de boa vontade, a abolição da pena de morte. Na sua mais recente Encíclica, Fratelli Tutti, o Santo Padre enquadra o tema da abolição da pena de morte em um  contexto mais amplo: o medo que gera a ameaça de morte por parte do inimigo. Esta opção por gerar medo e tensão está presente, por exemplo, na recente crise da guerra na Ucrânia. “Devemos perguntar-nos também quanto seja sustentável um equilíbrio baseado no medo, quando de fato ele tende a aumentar o temor e a ameaçar as relações de confiança entre os povos”, diz o Papa.

Se assim ocorre nas relações internacionais, onde a resposta à crise não pode ser a ameaça da morte, assim também a resposta ao mal causado por indivíduos não pode causar a sua morte. Na mesma Encíclica o Papa medita: “Os medos e os rancores levam facilmente a entender as penas de maneira vingativa, se não cruel, em vez de as considerar como parte de um processo de cura e reinserção na sociedade”.

Assim, peçamos ao Senhor que toque o coração de todos os legisladores, para que a reparação pelo mal cometido ponha sempre no centro a pessoa que fez o mal e lhe dê a oportunidade de se reabilitar num caminho de arrependimento e conversão. Clique aqui e acompanhe emocionante vídeo do Papa Francisco sobre sua intenção de oração para o mês de setembro.

Oração para o mês de setembro:

Pai de bondade, que em Jesus nos deste a fonte do perdão e da misericórdia perante toda a miséria humana, dá-nos a coragem para nos opormos com determinação à pena de morte como castigo. Nenhum crime, por mais aberrante que seja, escapa ao poder da conversão e da tua infinita misericórdia. Pedimos-te que o teu Espírito nos inspire com a sua sabedoria, para que este flagelo seja eliminado em todo o mundo, encontrando modos alternativos para reparar o dano causado e resgatar da morte os agressores que a provocaram. Amém.

Desafios propostos aos cristãos: 

Dignidade humana – Refletir para mim mesmo como penso e ajo em relação a quem causou um dano grave a mim ou aos que me são próximos.
Reparar o dano – Na medida das minhas possibilidades, procuro reparar o dano causado, através da oração e da ação em situações de conflito, mesmo quando não fui responsável por esse dano?
Pedir perdão e perdoar – Quem são aqueles que necessitam que eu me aproxime para dar ou pedir perdão? Humanizar – Procurar, com os meus gestos e palavras, que toda a situação de vulnerabilidade e dano que vejo à minha volta se torne mais suave e mais humana.