Você está em:

Dom Walmor se reúne com representantes de povos indígenas para apresentação de relatório do Cimi

O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, fez importantes partilhas durante a apresentação, na quarta-feira, dia 30,  do relatório elaborado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) intitulado “Violência contra Povos Indígenas no Brasil” . O documento que  mostra a realidade dos índios, a partir de dados reunidos em 2019, segundo dom Walmor, é fundamental para levar ao conhecimento da sociedade uma realidade que muitas vezes é camuflada e que urgentemente precisa ser mudada .  O Arcebispo enfatizou que a Igreja olha para os povos indígenas com verdadeira devoção, respeito e um comprometimento muito sério, profético, de caridade e também político, no sentido da urgência para que essa realidade seja mudada.

O lançamento por videoconferência, em razão da necessidade de se respeitar o distanciamento social, contou com a participação de três lideranças indígenas, que apresentaram um pouco da realidade vivida no cotidiano de seus territórios: Maryelza (Makaya) Apurinã, da Terra Indígena Valparaíso, localizada em Boca do Acre (AM); Wagner Krahô-Kanela, da Terra Indígena Krahô-Kanela, localizada em Lagoa da Confusão (TO); e Adelicia Paulino Guajajara, da Aldeia Mucura, na Terra Indígena Arariboia (MA). Junto com dom Walmor, participaram da apresentação do Relatório o presidente do Cimi e arcebispo de Porto Velho, dom Roque Paloschi;  o secretário-executivo do Cimi, Antônio Eduardo Oliveira; e os organizadores da publicação, Lucia Rangel e Roberto Liebgott. A mediação ficou a cargo de Marline Dassoler, missionária do Cimi.

Para ler o relatório, na íntegra, clique aqui.

O Conselho Indigenista Missionário

Vinculado à CNBB, o Cimi busca  testemunhar e anunciar profeticamente a Boa-Nova do Reino, a serviço dos projetos de vida dos povos indígenas. O Conselho denuncia as estruturas de dominação, violência e injustiça, a partir do diálogo intercultural, inter-religioso e ecumênico, apoiando as alianças desses povos entre si e com os setores populares para a construção de um mundo para todos, igualitário, democrático, pluricultural e em harmonia com a natureza, a caminho do Reino definitivo.

Acompanhe, aqui, a apresentação do relatório elaborado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi)