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Dom Walmor lembra sobre a importância da comunhão durante abertura da 59ª Assembleia Geral da CNBB

O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidiu a Celebração Eucarística de abertura da fase presencial da 59ª Assembleia Geral da CNBB, neste domingo, 28 de agosto, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). A Missa foi concelebrada pela presidência da CNBB e pelos bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep).

Durante a Santa Missa, dom Walmor agradeceu a acolhida do Santuário Nacional, e saudou todos os presentes, em especial, os catequistas de todo o Brasil que são chamados diariamente a escutar os seus corações pela missão de evangelizar. “Os catequistas do nosso país são uma grande benção, por isso merecem o nosso apreço e reconhecimento do seu ministério. Porque é gente de fé cuidando de muita gente”, ressaltou.

Em sua homilia, o arcebispo recordou que, após três anos e meio, o episcopado tem a oportunidade de voltar a se reunir presencialmente, passada a pandemia, e que esse encontro se faz possível com a graça de Deus.  “Estamos aqui com o coração de discípulos missionários e nesse coração nosso trazemos uma tarja de luta por muitas vítimas em razão da Covid19, também da violência e do coração partido por sabermos que milhares de pessoas na sociedade brasileira vivem em situação de carência alimentar. O nosso coração aqui tem motivos para se curar. Lembro-me de dois sentimentos muito bonitos do salmista e que devem fecundar os nossos corações na experiência de voltarmos nesta etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da CNBB”. Dom Walmor completou a homilia refletindo “que temos motivos para nos alegrar pois estamos na Casa do Senhor e da Mãe, apesar dos corações feridos e de tudo que carregamos. E também como é bom e agradável quando os irmãos estão juntos. Estamos aqui para uma experiência bonita em que precisamos fortalecer o que é mais importante da Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil:  a nossa comunhão”.

O arcebispo concluiu sua reflexão afirmando que a liturgia deste domingo também nos leva ao exercício da humildade que começa pelo encantamento por Cristo e depois ao encantamento pelos outros e, principalmente, pelos mais pobres e sofredores. Que Jesus nos toque com a sua paz e que ela arda em nós para que essa 59º Assembleia seja um importante momento de crescimento e fortalecimento, porque precisamos cuidar da nossa profecia, da nossa presença e da nossa palavra, para ajudar o mundo a se abrir ao amor de Deus e a nossa sociedade brasileira a encontrar um novo caminho”, finalizou.

“Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão”

O episcopado estará reunido até sexta-feira, em Aparecida (SP), para refletir e deliberar sobre a “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão”, além de analisar sobre propostas e indicações para a elaboração das próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), que serão feitas rumo à consolidação na 60ª Assembleia Geral da CNBB, em 2023.

Além disso, o episcopado também deliberará sobre as atualizações do Estatuto da CNBB, a tradução do Missal Romano, o texto do Ministério do Catequista e o Estudo nº 114 da CNBB cujo título é: “E a Palavra habitou entre nós” (Jo 1,14) – Animação Bíblica da Pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”. Outros 14 temas também vão ser objeto de reflexão e discussão dos cardeais, arcebispos, bispos diocesanos e auxiliares e coadjutores que participarão da 59ª Assembleia Geral.

Confira aqui quais os outros temas que serão refletidos durante a 59ª Assembleia Geral da CNBB.

 

O processo de votação

Podem votar todos os bispos membros da CNBB, que estão no exercício do ofício. De acordo com o Código de Direito Canônico, o estatuto da CNBB e o regimento interno da Conferência, as votações em Assembleia precisam ocorrer de modo presencial, em cédulas que constam item por item de cada objeto de votação e essas cédulas precisam ser arquivadas. O estatuto que está sendo agora preparado já prevê votações por meio eletrônico.

Para aprovação de documentos, estatuto e regimento, por exemplo, é necessário que haja consenso e a aprovação é garantida com a maioria dos bispos presentes com direito a voto. São realizados vários escrutínios até que haja consenso de que se pode votar.

No caso do Missal, como é regido pela legislação canônica, a votação precisa ser presencial com maioria qualificada dos membros da Conferência, ou seja, 2/3 + 1. Para outras votações, serão considerados apenas a maioria simples dos presentes. Já para votações como a nova identidade visual da Conferência, por exemplo, o sistema de votação segue o modelo simples sem cédulas: sim ou não e abstenções. Em todos os casos, os bispos que não se sentirem contemplados poderão fazer um destaque, defendendo seu ponto de vista para uma nova sessão de votação.

Igreja no Brasil

A Igreja Católica no Brasil possui 278 circunscrições eclesiásticas, um total de 478 bispos, dos quais 321 exercem alguma missão e função de governo.