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Ações da Igreja durante a pandemia é tema de partilha, por dom Walmor, na TV Aparecida

Ronaldo Souza dividiu a mediação do debate com o missionário redentorista, padre José Ulysses da Silva

Dom Walmor participou do programa Aparecida Debate  e fez importantes partilhas sobre o tema“Igreja e o novo jeito de funcionar”. Ronaldo Souza dividiu a mediação do debate com o missionário redentorista, padre José Ulysses da Silva, atual presidente da Academia Marial de Aparecida.

O programa começou com a participação do arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, e do bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado. Os bispos falaram sobre as dificuldades, mas também as oportunidades dos encontros não presenciais. Dom Walmor destacou os novos caminhos que a pandemia apresentou para todos os setores da Igreja no Brasil, neste novo tempo.

“Nós estamos de fato tratando este enorme desafio como uma grande oportunidade de renovação e de uma nova resposta no caminho do tempo que estamos vivendo. Já no ano passado, em maio, quando fomos eleitos para compôr a nova presidência da CNBB, escolhemos eixos que consideramos importantes para nos preocupar, investir,   e deixar-nos ser interpelados: a comunicação estratégica e abrir-se aos diálogos. E quando então chegou a pandemia nós fomos empurrados numa velocidade incalculável, impensada e inesperada na direção de valorizar mais, ousar mais aquilo que nós temos no âmbito digital da comunicação. Por isso mesmo, estamos, de fato, inaugurando um tempo novo, uma mentalidade e modos de usar plataformas e ferramentas, o uso do tempo e a objetividade”- disse o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte.

Dom Walmor observou que a presidência da CNBB já fez importantes reuniões virtuais e foram bem mais rápidas. “Uma reunião mensal prevista para um dia e meio com assuntos de grande relevância, nós fizemos essa reunião em três horas seguidas e com a mesma intensidade, com a mesma velocidade e atingindo a qualidade impressionante, o que mostra portanto o quanto é importante e possível fazermos um novo caminho nesse terceiro milênio, introduzindo a nossa Igreja cada vez mais numa perspectiva moderna ágil”.

Dom Joel Portella destacou a forma com que a CNBB se mobilizou neste momento de pandemia e encontrou novos caminhos para a continuidade, em especial, no que se refere ao trabalho administrativo da Conferência: “Nós estamos aprendendo. Quando a pandemia começou. Eu me lembro bem daquele período na segunda quinzena do mês de março, a nossa primeira preocupação foi preservar vidas mantendo o distanciamento, o isolamento social. Logo depois, veio a pergunta. Como é que fica a vida administrativa da conferência e todo o trabalho pastoral? E nós aprendemos em pouquíssimo tempo algo que é fundamental nesse mundo de hoje digital. A vida da conferência não parou em momento algum quanto a administração, enquanto o contato com as dioceses no Brasil, enquanto ação caritativa, enquanto vida pastoral. O mundo digital tem possibilitado avanços muito grandes e acredito irreversíveis”.

No segundo bloco, o debate prosseguiu com o arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler e com o bispo de Roraima e segundo presidente da CNBB, dom Mário Antônio da Silva. Dom Jaime falou sobre o novo jeito de vivenciar o que é ser igreja. “Esta realidade que nós estamos vivendo certamente nos surpreendeu. A vida ordinária de nossas comunidades indiscutivelmente foi abalada e este contexto de crise, marcado pela pandemia, está exigindo de nós muita prudência, sabedoria e discernimento”.

Padre José Ulisses da Silva, que assessorou o debate, fez as considerações finais. Disse acreditar que está, de fato, havendo um novo jeito de ser Igreja, um novo jeito de evangelizar. O sacerdote ressaltou ainda a importância resgate da igreja doméstica. “A Igreja está aí nessa pequena comunidade formada pelo pai, a mãe, os irmãos, os avós: aí começa a igreja. E foi assim que começou em Nazaré.” – recordou o sacerdote.