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Dom Walmor é nomeado membro do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário

O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, é nomeado, membro do primeiro Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário brasileiro. O Observatório, criado no dia 17 de setembro, é coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e presidido pelo presidente do órgão, ministro Luiz Fux.

O grupo de trabalho do CNJ irá acompanhar a proteção e a implementação dos princípios de direitos humanos no âmbito do Poder Judiciário. Além do presidente do CNJ, ministro Fux, integram o Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário dez conselheiros do CNJ,  profissionais do meio acadêmico, representantes dos diferentes setores da sociedade e de entidades representativas que possuem experiência ou formação na área de direitos humanos.

Cabe ao Observatório a articulação da Justiça com instituições nacionais e internacionais que atuem na área de proteção aos direitos humanos, e a criação de parcerias para intercâmbio de informações, experiências e projetos ligados à tutela dos direitos humanos. Para realizar suas atividades, o Observatório poderá convidar colaboradores eventuais para participar de reuniões, projetos ou outras iniciativas, sempre que houver necessidade.

Direitos humanos: valores universais

Os direitos humanos são valores universais, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. Eles estão assegurados pela Constituição Federal brasileira e, também, em tratados e acordos internacionais assinados pelo Brasil. Ao ratificar esses textos, o Poder Público deve promover ações que garantam que esses direitos sejam cumpridos.

A criação do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário foi anunciada pelo ministro Luiz Fux em seu discurso de posse na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, na quinta-feira, 10 de setembro. Na ocasião, o ministro apresentou cinco eixos de atuação do CNJ alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, dentre eles, a proteção dos direitos humanos e do meio ambiente.

Membros do Observatório

Também integram essa primeira formação do observatório, o ator Wagner Moura, embaixador da luta contra o trabalho escravo pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o frei David Raimundo Santos, da ONG Educafro, e a antropóloga Maria Manuela Ligeti Carbeiro, por suas atuações nas temáticas etnológica, da história e dos direitos dos índios e negros.

O Rosh da Congregação Judaica do Brasil, rabino Nilton Bonder, também faz parte do colegiado, além do presidente da Avon, Daniel de Almeida Gusmão Alves Silveira, que foi convidado em razão do trabalho do Instituto Avon na promoção e empoderamento da mulher e no investimento em ações sociais.