Dom Mol: se cuidem, cuidem daqueles que ama e de todos quantos for possível

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Com o avanço dos casos do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil e no mundo tem crescido também, em velocidade acelerada, o número de informações falsas (fake news) sobre a doença circulando pela internet. O grande problema que essas fake news causam é a desinformação que ajuda a criar um clima de pânico na população que está sendo obrigada a viver de quarentena. Para combater as falsas notícias sobre saúde, muitas entidades e organizações têm trabalhado para desmentir esses boatos.

Este trabalho de cuidado com o outro tem sido de extrema importância pois é uma forma de demonstrar amor pelo próximo. O bispo auxiliar de Belo Horizonte e presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joaquim Giovani Mol, pede para que as pessoas se cuidem, cuidem daqueles que ama e de todos quantos for possível.

“Cristão é seguidor de Cristo. Cristo é a verdade. Cristãos amam a verdade. Cristãos não produzem mentiras (fake news), nem as compartilham, nem acham graça delas, nem as aceitam, nem compactuam com elas, nem se deixam enganar por elas, nem tiram proveito próprio delas. Cristãos combatem e destroem fake news”, afirma dom Mol.

Para alertar e ajudar a população a não cair nas informações falsas, a coordenadora de Comunicação e Marketing da Província Marista Brasil Centro-Sul, Elinéia Denis Ávila, dá dicas para detectar e evitar a propagação das fake news, mostrando como é possível checar as notícias recebidas antes de compartilhar. “A gente precisa ter consciência de que essas notícias colocam em risco tanto nosso sistema de saúde quanto a nossa saúde. E o que são essas informações. Em geral, são memes, dicas, textos, vídeos e até áudios que circulam sem uma fonte confiável. Em geral, elas se espalham rapidamente e é por isso que precisamos tomar cuidado”, alerta.



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“Corre-se o risco de nos habituarmos a delegar aos algoritmos decisões que competem à consciência humana”

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Nesta quarta-feira, 16 de setembro, o Papa Leão XIV acolheu milhares de fiéis e peregrinos para a tradicional Audiência Geral, na Praça São Pedro. Em sua catequese, o Pontífice deu continuidade ao ciclo de reflexões sobre o Concílio Vaticano II, com foco no segundo capítulo da Constituição Gaudium et spes (GS), dedicado à comunidade humana.

Em sua meditação, o Santo Padre convidou os fiéis a refletirem sobre o crescimento dos meios de comunicação e das redes sociais nos últimos tempos. Segundo o Papa, o desenvolvimento tecnológico abriu novas possibilidades no mundo contemporâneo, suprimindo barreiras e distâncias, mas apontou que tal evolução também pode favorecer o distanciamento nas relações humanas, se tornando cada vez menos pessoais e mais virtuais.

O Pontífice fez ainda um importante alerta, ressaltando que a difusão das novas tecnologias não pode diminuir o papel da pessoa humana nas decisões sobre a vida em sociedade. “Corre-se o risco de nos habituarmos a delegar aos algoritmos decisões que competem exclusivamente à consciência humana.”

Segundo o Papa Leão XIV, cabe também aos cristãos contribuir para que as relações sociais sejam construídas com base no significado real e na profundidade pessoal. Nesse sentido, ele recordou que os vínculos devem estar fundamentados a partir do projeto criador de Deus, que “quis que os homens formassem uma só família, e se tratassem uns aos outros como irmãos” (GS 24).

Na sequência, o Santo Padre partilhou algumas das reflexões propostas pelos Padres conciliares. O primeiro ponto destaca o respeito pela pessoa humana, em que a Gaudium et spes considera “infamante” toda iniciativa que se oponha à promoção da vida e à dignididade humana, como homicídio, genocídio, aborto e eutanásia, além da escravidão, prostituição, comércio de pessoas e condições degradantes de trabalho.

O segundo apontamento trata do respeito e do amor por aqueles que pensam e agem de maneira diferente de nós. A terceira “conclusão” diz sobre a importância da igualdade entre os homens, rejeitando qualquer forma social e cultural de discriminação em razão do sexo, raça, cor, condição social, língua ou religião. Por fim, o Papa Leão XIV recordou a exortação dos Padres conciliares para que se “supere a mentalidade individualista e se assuma uma atitude de responsabilidade e participação”.

Ao concluir a sua catequese, o Pontífice convidou os fiéis a se engajarem na promoção de uma sociedade mais justa e verdadeiramente humana. “Queridos irmãos e irmãs, esta visão da humanidade como comunidade de pessoas é um legado precioso que o Concílio Vaticano II nos deixou. Ela ajuda-nos a todos a realizar um discernimento pessoal e comunitário, para avaliar com responsabilidade os projetos sociais e políticos de hoje, com base nos critérios da dignidade da pessoa humana, da justiça social e da livre participação na construção do bem comum. Pois o futuro da humanidade depende do empenho de cada um em colaborar com Deus e com os irmãos na construção de um mundo mais humano”.

*Informações: Vatican News 


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