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Destaque na imprensa: iniciativas de proteção ambiental propostas pela CNBB são acolhidas no Senado Federal

O arcebispo dom Walmor, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e demais bispos que integram a presidência da Conferência – o arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente, dom Jaime Spengler, o bispo de Roraima (RR) e segundo vice-presidente, dom Mário Antônio da Silva, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral, dom Joel Portella Amado – se reuniram com o presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco, para apresentar carta de 60 bispos da Região Amazônica com propostas relacionadas à preservação ambiental. O assessor político da CNBB, padre Paulo Renato Campos, também participou do encontro, realizado de modo telepresencial. No texto, os bispos da Região Amazônica pedem a retirada de tramitação do  Projeto de Lei 510/2021, que altera regras de regularização fundiária em terras da União. Na avaliação dos bispos, a mudança proposta pelo Projeto representa ameaça ainda maior para a Amazônia.

Durante o encontro, conforme informações publicadas pela Revista Veja, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, comprometeu-se a levar para a reunião de líderes da Casa e pautar, na próxima semana, o Projeto de Lei 1.070, que dispõe sobre a Política Nacional de Educação Ambiental para instituir a Campanha Junho Verde.

Campanha Junho Verde

O objetivo da Campanha Junho Verde é desenvolver o entendimento da população acerca da importância da conservação dos ecossistemas naturais e de todos os seres vivos e do controle da poluição e da degradação dos recursos naturais, para as presentes e futuras gerações.

O texto propõe que a campanha seja promovida pelos poderes público federal, estadual e municipal, em parceria com escolas, universidades, empresas públicas e privadas, igrejas e entidades da sociedade civil e inclui ações voltadas para:

 1– divulgação de informações acerca do estado de conservação do meio ambiente e das maneiras de participação ativa da sociedade para a sua salvaguarda;
2 – fomento à conservação e ao uso de espaços públicos urbanos por meio de atividades culturais e de Educação Ambiental;
3 – estímulo ao conhecimento e à preservação da biodiversidade brasileira e ao plantio e uso de espécies nativas em áreas urbanas e rurais;
4 – sensibilização acerca da redução do consumo e do reuso de materiais e capacitação quanto à segregação de resíduos sólidos e à reciclagem;
5 – divulgação da legislação ambiental brasileira e dos princípios ecológicos que a regem;
6 – estimular o debate sobre transição ecológica das cadeias produtivas;
7 – divulgar e propor debates com a participação das Assembleia Legislativas Estaduais e Câmara de Vereadores sobre as mudanças climáticas e seus impactos nas cidades e no rural.