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Conselho Pastoral Arquidiocesano realiza reunião de escuta sobre temas da Assembleia Eclesial Latino-Americana e do Caribe

A Arquidiocese de Belo Horizonte reuniu o Conselho Pastoral Arquidiocesano, os integrantes dos conselhos pastorais regionais, representantes de suas muitas instâncias e evangelizadores, na manhã do sábado, dia 12 de junho. O evento, realizado na Catedral Cristo Rei, no contexto do Jubileu Centenário da Arquidiocese de BH, integra o processo de escuta em preparação para a Assembleia Eclesial Latino-Americana e do Caribe, convocada para novembro deste ano, na cidade do México. A reunião foi presidida por dom Walmor, com participação dos bispos auxiliares, vigários episcopais e vigários dos vicariatos especiais.

O Arcebispo lembrou que o encontro acontecia no mesmo dia em que a Igreja celebrava o Sagrado Coração de Maria e sublinhou a importância daquele momento de escuta: “O povo de  Deus vive a sua consciência, cresce em sua consciência  e tem a sua identidade definida a partir da escuta. Por isso é muito importante estarmos todos aqui reunidos”.

Dom Walmor disse que a América Latina e o Caribe, como Igreja, “estão convidados a viver essa experiência bonita da escuta, para  deixarmos brotar em nossos corações uma sabedoria nova, pois temos um longo caminho a percorrer, respostas novas a dar e a escuta é  fundamental, especialmente num tempo em que muita gente fala muito, até mesmo sobre o que não entende. Precisamos escutar para nos qualificar, de modo que nossa palavra seja corajosa, seja profética, seja lúcida, aponte novos caminhos, traga soluções”.

O Arcebispo recordou que a Assembleia a ser realizada em novembro, no México, resulta da resposta do Papa a um pedido feito a ele para a realização de uma 6ª Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho. “O Papa Francisco respondeu que o Documento de Aparecida ainda não estava esgotado, que havia um longo caminho a percorrer e respostas a serem dadas. Por isso mesmo foi convocada não uma assembleia episcopal, mas uma assembleia eclesial, reunindo o povo de Deus nesse bonito processo de escuta” – explicou.

A reunião na Catedral Cristo Rei foi aberta com um momento de oração organizado pelo Secretariado Arquidiocesano de Liturgia (SAL) com participação do vigário episcopal para Ação Pastoral, padre Joel Maria dos Santos.

Em seguida, o bispo auxiliar dom Nivaldo dos Santos apresentou as seguintes questões propostas para reflexão e partilha, à luz do Documento de Aparecida: “Nossas celebrações litúrgicas têm ajudado nossas comunidades de fé na vivência do compromisso cristão com suas implicações sociais, políticas e ambientais? Como nossas comunidades de fé vêm se organizando para atender às necessidades das pessoas no atual contexto sócio-político-ambiental? Nossas comunidades têm se empenhado num processo permanente de catequese que inclua todas as pessoas? Temos ajudado nossas comunidades a assumir com ousadia sua vocação batismal e missionária?”.

Padre Junior Vasconcelos, vigário da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança (Rense), intermediou a exposição de cada um dos temas pelos participantes, apresentados conforme as muitas realidades das paróquias e comunidades dos 28 municípios que integram a Arquidiocese de Belo Horizonte, incluindo a Capital.

O vigário do Vicariato Episcopal para Ação Social, Política e Ambiental , padre Júlio César Gonçalves do Amaral,  destacou as muitas iniciativas da Arquidiocese de Belo Horizonte relacionados aos temas propostos para reflexão, a exemplo da instituição da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz – que dom Walmor, como presidente da CNBB, incentivou a criação nas dioceses e arquidioceses do país -, da Academia de Juristas Católicos e Humanistas, do Comitê Arquidiocesano sobre Mineração, do Comitê Arquidiocesano das Águas e dezenas de iniciativas que têm fortalecido a cultura do cuidado em nosso meio. Lembrou ainda a ação evangelizadora e o trabalho social realizado pelas pastorais, pela Providens – Ação Social Arquidiocesana e pela Solidariedade em Rede.

A reunião encerrou-se no final da manhã, com uma salmodia conduzida pelo bispo auxiliar dom Geovane Luís, acompanhada por toda a assembleia,  e a bênção de dom Walmor.