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Vicariato Social: a importante missão de coordenar a ação social na Arquidiocese de BH

A Arquidiocese de Belo Horizonte realiza importante trabalho de inclusão social e amparo aos mais pobres, que beneficia comunidades em seus 28 municípios, incluindo a Capital. Todas as importantes ações de solidariedade desenvolvidas são coordenadas pelo Vicariato Social que articula milhares de atendimentos a idosos, crianças, doentes, pessoas em situação de rua, jovens em situação de risco social.

O Vicariato Episcopal para Ação Social e Política foi criado por Dom Walmor a partir da indicação da II Assembleia do Povo de Deus (APD), com a missão de articular as ações sociais existentes nas paróquias, que realizam o trabalho nas comunidades. “Assim, o Vicariato organiza, integra e anima a ação social e política da Arquidiocese de Belo Horizonte, à luz do evangelho e da opção preferencial pelos pobres. Busca ser presença profética na construção de uma sociedade justa, igualitária e plural, fortalecendo o protagonismo dos empobrecidos”- explica o vigário episcopal para a Ação Social e Política, padre Francisco Esteves Pimenta. Segundo o sacerdote, “a partir dessa perspectiva, trata-se de responder ao apelo evangélico de criar uma sociedade justa e fraterna, sem excluídos e marginalizados”.

Padre Francisco Esteves Pimenta, vigário episcopal para a Ação Social e Política

Padre Chico Pimenta, como é mais conhecido, ressalta que a ação do Vicariato busca fortalecer a inserção social da Igreja em perfeita sintonia com o Projeto de Evangelização da Arquidiocese de Belo Horizonte. Para desempenhar essa tarefa, oferece às paróquias o projeto Rede de Articulação da Solidariedade (REARTISOL), que tem como eixo básico os Núcleos de Acolhida e Articulação da Solidariedade Paroquial (NAASPs). “Esse projeto é um importante instrumento criado para ajudar todas as pessoas de boa vontade que desejam ajudar aos que mais precisam a  atuarem como discípulos missionários de Jesus Cristo na construção do Reino de Deus, promovendo, assim, a dignidade da pessoa humana”- afirma o vigário episcopal.

O sacerdote observa que à medida que a “Rede de Articulação da Solidariedade” é tecida, por meio dos “Núcleos de Acolhida e Articulação da Solidariedade Paroquial”,  a ajuda aos mais necessitados vai se concretizando de forma mais abrangente. “Por isso, chamo a atenção para a necessidade do cuidado com os Núcleos de Acolhida e Articulação da Solidariedade Paroquial. É preciso que os grupos de pessoas de boa vontade com o perfil de atuação social integrem efetivamente as pastorais sociais; os grupos de fé e política e de profissionais voluntários das variadas profissões, sejam eles da área de saúde, sejam da área do direito, e de outras tantas especialidades”.

A ideia central, é de que, a partir da contribuição de muitos, por meio dos Núcleos de Acolhida e Articulação da Solidariedade Paroquial, chegue até os mais pobres o amparo às suas necessidades. Uma ação solidária, iluminada pelo evangelho, que, por meio de gestos simples, de uma escuta atenta, busque a promoção e a inserção dos mais necessitados na rede de proteção social. Assim, de acordo com o padre Chico Pimenta, articulando recursos humanos e ajuda material também entre as paróquias, o Vicariato Social trabalha para proporcionar uma ajuda melhor aos mais pobres.

“O êxito de todas essas iniciativas, de acordo o sacerdote, muito além do apoio do Vicariato, depende das paróquias e das comunidades abraçarem a Rede de Articulação da Solidariedade. Isso implica destacar que se trata de um projeto da Arquidiocese de Belo Horizonte que busca responder tanto à II Assembleia do Povo de Deus (IIAPD), quanto ao questionamento de Dom Walmor: ‘Onde estão os nossos pobres e como estamos indo ao encontro deles?’, lembrando também o imperativo colocado pelo Arcebispo: ‘Precisamos ser mais efetivos no exercício da caridade’ “– afirma o padre Francisco Esteves Pimenta, Vigário Episcopal para a Ação Social e Política da Arquidiocese de Belo Horizonte.