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Encerramos nesta edição a série “Um dia diante de ti”, buscando trazer à vivência de cada leitor algumas atitudes imprescindíveis  para se  realizar um encontro com Deus. No “Primeiro Momento – Manhã” demos especial atenção  à abertura,  oferta e esperança. No “Segundo Momento – Tarde”, trabalhamos a capacidade de deixar-nos guiar, prestar atenção e ter confiança.  Agora, convidamos você a entregar-se à última etapa dessa proposta que, com certeza,  proporcionará a graça do encontro íntimo com o Senhor. 
 

Terceiro Momento: Noite
Atitudes: Reconhecimento – Adoração – Gratidão

 

 

O Apóstolo é aquele ou aquela que suja os pés de poeira, que se mistura com as pessoas, que se deixa tocar pela realidade do mundo que o cerca.

O dia é povoado de ruídos, de movimentos, de correria, de luta pela vida, de conquistas e de perdas, de experiências, de alegria e de tristeza. Às vezes, contudo, não é fácil estar atento, ter o olhar límpido e transparente e um coração aberto e simples, para ver o mundo com o olhar misericordioso de Deus. São as contradições e limitações próprias de nossa natureza humana. Mas, nem por isso Deus falou menos. Esse é o momento de olhar para trás e perceber os passos de Deus no decorrer do dia vivido. Diante de Jesus, faça como os seus discípulos que contaram tudo o que tinha acontecido (cf. Lc 10, 17-20). Dessa forma…

1. Faço um tempo prolongado de silêncio. Deixo aquietar o coração e toda a minha capacidade de pensar e refletir. Rezo: “Fica comigo, Senhor, pois já é tarde e a noite vem chegando” (Lc 24, 29).

2. Invoco a presença amorosa do Espírito Santo de Deus – o mesmo Espírito que caminhou comigo durante a jornada.

3. “Não estava o nosso coração ardendo quando Ele falava pelo caminho…?” (Lc 24, 32). Pergunto-me: onde e quando senti meu coração arder no decorrer deste dia? Repasso as experiências vividas: os rostos, os encontros, os desencontros, todos os acontecimentos.

4. Recordo, agradecido, as experiências vividas. Deixo meu coração expressar gratidão, louvor, ação de graças.
 

5. Reconheço meu fechamento e a dificuldade em deixar-me tocar por tudo que Deus pôs em meu caminho. Experimento sua misericórdia.

6. As experiências vividas neste dia me ajudaram a fazer a experiência de transcendência, ou seja, me levaram a sair de mim mesmo, me ajudaram a crescer, fizeram crescer os demais? Elas animaram a minha esperança e alimentaram minha espiritualidade?

 

Sugestões


1. Que apelos de Deus sinto neste momento? O que as experiências deste dia me levam a fazer no dia de amanhã? Repito o gesto do início do dia: coloco-me confiante nas mãos de Deus e peço que Ele faça frutificar as boas sementes lançadas na terra neste dia.

2. Rezo um salmo de ação de graças (Sl 135, Sl 145, Sl 146), ou faço uma oração como o Pai Nosso, Ave Maria, Consagração etc…

3. Para realizar um momento orante pessoal (ou comunitário), é sempre bom estar atento ao ambiente. Assim, é importante escolher um lugar, usar uma vela acesa, cruz, Bíblia ou outro objeto que possa ajudar a rezar bem e a conectar a oração com a vida.
 

4. Não esqueça: o estar em constante sintonia com a presença de Deus no decorrer de um dia não dispensa os momentos de oração pessoal. É ali que se pode confrontar as experiências vividas com a Palavra de Deus. É no encontro pessoal com o Senhor de nossas vidas que vamos iluminar nossa prática e educar o coração de acordo com o projeto de Deus.
 

5. É sempre saudável alimentar o coração e o espírito com boas leituras. Pode ser um livro de poesia, de biografia, de espiritualidade, de política etc. O critério deve ser aquele que me leva para frente, para cima, para a alegria e paz interior ou mesmo à inquietude.
 

Vanderlei Soela
Espiritualidade Apostólica Marista