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Sou Diácono Permanente e agora …

 

Os diáconos permanentes vivem a dupla sacramentalidade – Matrimônio e Ordem – e, ainda, exercem uma profissão civil, missão com muitas particularidades. Dentro do contexto eclesial é  importante entender melhor o que representa este ministério na Igreja.

 

O Diácono Permanente realiza sua vocação no âmbito familiar, profissional e eclesial. É um consagrado pelo sacramento da Ordem, mas, ao mesmo tempo, não pode perder de vista o seu laicato originário da graça batismal, e permanecer caminhando como “Povo de Deus” necessitado sempre de uma conversão contínua.

 

Realizar uma vocação é humanizar-se no desejo de configurar-se a Cristo, é estar sempre disponível à vontade de Deus no seio de uma Igreja toda ministerial

Cabe ao Diácono Permanente, no exercício de seu ministério: Assistir ao bispo e os padres na celebração dos divinos mistérios, sobretudo a Eucaristia, distribuir a Sagrada Comunhão, assistir ao matrimônio e abençoá-lo, celebrar o Batismo, proclamar o Evangelho e pregar, presidir os funerais, ministrar alguns sacramentais, dar a benção com o Santíssimo Sacramento, e o exercício pleno da caridade, tudo em comunhão com o bispo e seu presbitério.

 

É um desafio diário que envolve maturidade, equilíbrio, bom senso e, sobretudo discernimento, pois a realização de uma vocação também é caminho de santificação, pois o Senhor nos fez este convite: “Sede perfeitos como o Pai celeste é perfeito.”

 

Realizar uma vocação é humanizar-se no desejo de configurar-se a Cristo, é estar sempre disponível à vontade de Deus no seio de uma Igreja toda ministerial, lugar de vivência de uma lógica de comunhão de diaconia e serviço a todo Povo de deus.

 

Pela diaconia permanente navego para águas mais profundas. Preciso sair das margens, pois apesar de ser mais seguro, suja os pés de lama e  dificulta o caminhar 

Somos chamados à vida por vocação primária e ela se estabelece como dom de Deus à medida que sirvamos aos irmãos, pois a verdadeira diaconia deve produzir vida nas pessoas. Sei que muitas das atribuições do diácono é e pode ser  exercida por outros irmãos, consagrados ou não, mas é o modo que o Senhor  me chamou para caminhar, conferindo-me uma graça sacramental  através do Sacramento da Ordem que me dá  a força necessária para o serviço a todo Povo de Deus (Cat. 1588).

 

Hoje sou chamado a ser diácono permanente para ser, em primeiro lugar, um bom esposo e pai; um bom trabalhador que cuida de suas tarefas profissionais com o intuito de construir um mundo melhor; um bom cristão que, ciente de sua missão batismal, abraça um  projeto de vida de Deus Criador que quer dar a todos vida em abundância. Assim, pela diaconia permanente navego para águas mais profundas. Preciso sair das margens, pois apesar de ser mais seguro, suja os pés de lama e  dificulta o caminhar.

 

Sou Diácono Permanente, e agora…

 

Sei apenas que não estou sozinho, caminho acreditando que na “base da igualdade de todos os membros da Igreja animados pelo mesmo Espírito” devo caminhar.

 

Diác. Gilberto de Sousa

Coord.  da Comissão Arquidiocesana dos Diáconos