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Somos a Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz

A promoção da dignidade da pessoa humana e da justiça social, o respeito aos direitos relacionados a uma economia não excludente, ao mundo do trabalho e ao meio ambiente, além da defesa do estado laico e democrático, – no qual se incluem a liberdade de expressão e de imprensa e a liberdade religiosa, tais são os princípios que norteiam a atuação da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz (CAJP). Instalada pelo arcebispo metropolitano de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, a iniciativa inédita na capital mineira reitera o compromisso histórico da Igreja Católica com a justiça e o direito dos mais pobres, com os valores democráticos, ambientais e com o diálogo inter-religioso num momento em que tais princípios estão sob ataque.

 

Vinculada ao Vicariato Episcopal para Ação Social, Política e Ambiental da Arquidiocese de Belo Horizonte, a CAJP trabalhará em permanente diálogo com a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, – que oferece assessoria à CNBB -, com o Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas, instituição da Arquidiocese de Belo Horizonte, e com a Academia de Juristas Católicos e Humanistas (AJUCH), importante grupo de trabalho também recém-instalado por dom Walmor Oliveira de Azevedo.

 

Além de oferecer respaldo jurídico na defesa dos direitos humanos e socioambientais aos grupos vulneráveis, a nova comissão promoverá a articulação interinstitucional, ampliando o debate com a sociedade civil e governos para a elaboração de políticas públicas e o enfrentamento dos dilemas e injustiças que afrontam a dignidade humana, em consonância com a Doutrina Social da Igreja.

 

Como ocorre noutras comissões Justiça e Paz, a Comissão da Arquidiocese de Belo Horizonte não hesitará em denunciar os mecanismos, ações e omissões de governos, grupos econômicos ou quaisquer outros setores sociais e políticos que afrontam a vida, a dignidade humana, a Casa Comum e o direito dos mais pobres e excluídos. Neste sentido, conta com assessoria técnica especializada e um grupo de cristãos e cristãs reconhecidos na Igreja e na sociedade. Integram a comissão profissionais de reconhecido saber, em diversos campos do conhecimento: professores universitários, juristas, jornalistas, sociólogos, cientistas políticos, psicólogos, assistentes sociais, líderes de movimentos sociais, teólogos, parlamentares, membros do Ministério Público e integrantes de pastorais sociais da Igreja Católica.

 

A diversidade da composição da comissão sinaliza para a ampla e histórica interlocução da Arquidiocese com os poderes instituídos e variados grupos sociais. Essa iniciativa ganha especial relevo no atual contexto sociopolítico e eclesial, refletindo a comunhão da Arquidiocese de Belo Horizonte com o magistério do Papa Francisco e com as diretrizes da CNBB.  “O caminho que iniciamos agora é fruto do amadurecimento e do comprometimento da Igreja com a justiça e a paz. Devemos, cada vez mais, contribuir para curar as dores dos pobres, injustiçados, sofredores e, assim promover a paz”, declarou dom Walmor Oliveira de Azevedo, no ato de instalação da comissão.

 

Designado para acompanhar os trabalhos da comissão, o bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e reitor da PUC Minas, dom Joaquim Giovani Mol, conduziu a primeira reunião em que foi eleita a Comissão Executiva: a CAJP será presidida pelo professor e jurista José Luiz Quadros de Magalhães; e tendo por vice-presidenta Maria Aparecida Rodrigues de Miranda, pós-graduada em Administração pública, atuante em movimentos sociais de trabalhadores rurais e urbanos, além dos secretários executivos, professor frei Valter Pinto Vieira Júnior, OFM, e Maria de Lourdes de Oliveira, e a diretoria executiva de comunicação, sob responsabilidade dos jornalistas Bertha Maakaroun e Carlos Lindenberg.

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