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Sé Vacante: cardeais recebem convocação para as congregações gerais

Neste primeiro dia de Sé Vacante, o Decano do Colégio Cardinalício, cardeal Angelo Sodano, enviará a carta de convocação para as Congregações Gerais, que terão início na manhã de segunda-feira, 4 de março, às 9h30. Os cardeais brasileiros que já estão em Roma receberão a carta no Colégio Pio Brasileiro, onde estão hospedados – com exceção de dom João Braz de Aviz, que reside no Vaticano.

O período de Sé Vacante, em que o Colégio Cardinalício assume a gestão de assuntos ordinários da Igreja, mas sem qualquer poder ou jurisdição sobre questões que cabem ao Papa, teve início na quinta-feira, dia 28, às 20h.

O órgão de governo da Igreja para esta fase é a Câmara Apostólica (o camerlengo, o seu vice e os auditores), que tem a função de “custodiar” os bens (espirituais e materiais) da Igreja. Durante a Sé Vacante, deixam seus cargos o Secretário de Estado, os prefeitos das Congregações, os Presidentes dos Pontifícios Conselho e os membros de todos os dicastérios curiais.

Os únicos que permanecem em seu cargo são o Penitenciário-mor (o cardeal português Manuel Monteiro de Castro), o vigário para a Diocese de Roma (cardeal Agostino Vallini), O Arcipreste da Basílica de São Pedro (cardeal Angelo Comastri) e o Esmoleiro (monsenhor Guido Pozzo). Permanecem ainda no cargo o Camerlengo (atualmente é o cardeal Tarcisio Bertone), o Substituto da Secretaria de Estado (monsenhor Angelo Giovanni Becciu), o Secretário das Relações com os Estados (dom Dominique Mamberti) e os secretários dos Dicastérios vaticanos. Também ficam confirmados no cargo os Núncios e os delegados apostólicos.

Com a renúncia de Bento XVI, a Igreja pela décima vez inicia o período de Sé Vacante por causas diversas que não a morte de um Pontífice.

Além disso, a tradição será respeitada: além dos selos, haverá moedas para a Sé Vacante: a emissão de uma moeda de dois euros e uma moeda de prata de cinco euros. A cunhagem é feita com o símbolo do cardeal camerlengo.