A 112ª Assembleia Geral do Clero foi vivida na Catedral Cristo Rei, nesta terça-feira, 5 de maio, a partir do tema “A ação pastoral-evangelizadora na Arquidiocese de Belo Horizonte.” A Assembleia foi presidida pelo arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo, congregando bispos, padres diocesanos, religiosos e especialistas da Igreja em importante momento de reflexão e unidade fraterna. Acompanhe na galeria de imagens, momentos do especial encontro.
Na abertura da Assembleia Geral do Clero, mediada pelo padre Filipe Gouvêa, vigário episcopal no Vicariato Episcopal para Ação Pastoral (Veap) houve bonito momento de oração e graças presidido por dom Evandro Maria. Em seguida, o arcebispo dom Walmor convidou cada bispo auxiliar para uma partilha.
Os bispos refletiram sobre os principais eixos da Assembleia: A implementação, na Arquidiocese de Belo Horizonte, do Sínodo sobre a Sinodalidade; as expectativas para a publicação das Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil e o desenvolvimento da 7ª Assembleia do Povo de Deus (APD), elementos que auxiliam na importante colheita das orientações pastorais e evangelizadoras da 7ª APD, fortalecendo o caminhar sempre juntos. Os bispos auxiliares refletiram sobre as formas de anúncio do Evangelho na Arquidiocese de Belo Horizonte, destacando entre outros pontos a importância da escuta, em primeiro lugar, do Espírito Santo, seguido da escuta da Igreja e do Povo de Deus. Os bispos destacaram a união eclesial que faz a Igreja cuidar uns dos outros em fraternidade com as diferenças, com as riquezas e com as vulnerabilidades de cada um.
A mística sinodal
Na sequência, dom Walmor realizou a apresentação de abertura propondo como reflexão central o próprio tema do encontro. Diante da ideia: “Nos caminhos do Vaticano II, em Mística Sinodal, sempre interpelada pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil, podemos dizer que na Arquidiocese de Belo Horizonte esta é uma afirmação ou uma pergunta? Sustentando que a pergunta tem como resposta uma afirmação, dom Walmor realizou uma bonita retrospectiva histórica das Assembleias do Povo de Deus na Arquidiocese de Belo Horizonte, desde a primeira APD realizada em 1996, até a 7ª APD em curso neste ano de 2026, contando uma “riqueza pastoral incalculável.”
A Assembleia contou com momento de escuta e partilha, conduzido pelo padre Filipe Gouvêa. Na dinâmica do encontro, os sacerdotes refletiram sobre temas relevantes: “Como estamos inseridos, como presbíteros, no caminho da VII APD e quais os frutos que esperamos de sua realização? O que sinaliza que estamos no caminho certo de recepção do Concílio Vaticano II e do Documento Final do sínodo? O que propomos concretamente como resposta às exigências dos tempos atuais?”
O arcebispo dom Walmor finalizou a Assembleia recordando que da escuta nascem as propostas para aprimoramentos. Assim, a Arquidiocese de Belo Horizonte tem os seus documentos permanentemente revistos e atualizados para atender às demandas de uma Igreja cada vez mais forte e mais missionária. O arcebispo recordou um dizer que compara a Arquidiocese de Belo Horizonte, entre todas as Arquidioceses no Brasil, como uma espécie de cereja do bolo. Lembrou a responsabilidade de cada um, de cada paróquia em fazer cumprir a sinodalidade e as premissas do Concílio Vaticano II. “Devemos fazer muito e devemos fazer mais. Deus nos guie nesse caminho, com alegria e com determinação.”
O arcebispo dom Walmor encerrou a 112ª Assembleia Geral do Clero com oração e especiais agradecimentos aos presbíteros, religiosos e organizadores do encontro.