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Pastoral Hospitalar: Sacerdotes vão ao encontro dos doentes nas casas de saúde

 

Diversas pesquisas e estudos realizados nos últimos anos nos dão notícia do enorme benefício na recuperação de doentes que a assistência espiritual proporciona. A fé por si só constitui poderoso auxílio na travessia dos angustiosos momentos de enfermidade, a qual estamos sujeitos.

 

O conforto espiritual, a palavra de ânimo e esperança auxiliam a manter o equilíbrio emocional, tão importante nesses momentos mais delicados da vida de todo ser humano, como vem sendo constatado pela medicina, que já encara o paciente como ser integral, numa abordagem holística.

 

A capelania hospitalar é um serviço relevante, destinado ao atendimento de pacientes que estejam submetidos à internação ou mesmo a acompanhamento individualizado. Trata-se do amparo fraterno, da conversação leve e positiva, da consolação da dor do semelhante, da realização de batismo de urgência, confissão e, quando necessária, a administração do Sacramento da Unção. Trabalhando o lúdico, como cânticos, ensino de versículos bíblicos e orientações sobre cuidado com a higiene pessoal, se consegue atrair atenção das crianças, dos pais, acompanhantes e médicos.

 

De acordo com a equipe médica – assistente social, psicólogas, médicos, enfermeiras  e  diretores -, o trabalho nos hospitais é comprovadamente um sucesso, pois muitos pacientes melhoram o quadro clínico consideravelmente após a visita de um religioso, seja diácono, padre ou bispo.

 

O trabalho da Pastoral Hospitalar se justifica pela dimensão e abrangência que ele contempla. A perspectiva inicial foi avaliar o elenco de hospitais e clínicas de saúde no âmbito da Arquidiocese de Belo Horizonte e estudar a presença permanente ou ocasional de ministros da Igreja ordenados nestas instituições.

 

Assim, de dezembro de 2011 a março de 2012, essas instituições foram mapeadas por meio de pesquisa com o Centro de Informações Georeferenciadas, Pastorais e da Religião (CEGIPAR), localizado no Instituto de Filosofia e Teologia da PUC Minas.

 

Foram observados 81 hospitais e clínicas de saúde, 25% deles com atendimento por membros do clero. Cada instituição foi catalogada por região episcopal, forania e paróquia, a partir da sua localização. Estudou-se a presença de um membro do clero ou não em cada uma delas, bem como a forma de atuação do mesmo nos diversos âmbitos e demandas hospitalares.

 

Após um ano de acompanhamento, visitas pastorais e de reuniões com as foranias, ampliou-se para 78 % dos hospitais, aqueles que recebem visita regular de um membro do clero da Arquidiocese de Belo Horizonte. Instituições de grande porte como o Hospital de Pronto Socorro João XXIII, Hospital das Clínicas da UFMG e o Hospital Infantil São Camilo contam efetivamente com um capelão.

 

O trabalho nos hospitais é comprovadamente um sucesso, pois muitos pacientes melhoram o quadro clínico consideravelmente após a visita de um religioso.

Ressalta-se que duas dentre as quatro regiões episcopais da Arquidiocese já se encontram praticamente contempladas com atendimento efetivo do clero. Temos muito a avançar. Avançar nos números, avançar no diálogo franco e aberto entre os religiosos e os membros do corpo clínico dos hospitais. Avançar para fazer valer a máxima “Igreja viva sempre em missão”.

 

 

Diácono Cid Sérgio Ferreira
Responsável pela Pastoral Hospitalar na Arquidiocese de Belo Horizonte.
Ph.D e Professor Titular da UFMG

 

Diácono Paulo Franco Taitson
Responsável pela Pastoral Hospitalar na Arquidiocese de Belo Horizonte.
Ph.D e Professor Adjunto da PUC Minas