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Pastoral da Mulher de BH é eleita para o Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

 

 

A Pastoral da Mulher, da Arquidiocese de Belo Horizonte, é eleita para integrar o Comitê Interinstitucional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de Minas Gerais e será representada pelas leigas Oblatas Lucinete Santos ( graduada em Serviço Siocial) e Isabel  Cristina brandão furtado ( psicóloga). 

 

O Comitê atua na articulação de ações governamentais de enfrentamento ao tráfico de pessoas por meio das ações do poder público e da sociedade nas diversas áreas relacionadas à temática do tráfico de pessoas. O objetivo é implantar, executar, subsidiar, monitorar e avaliar as políticas públicas de enfrentamento ao tráfico de pessoas em Minas Gerais. Essas políticas visam a organizar a prevenção, dar atenção a pessoas em situação de tráfico e a seus familiares e, também, ao acompanhamento  da repressão e à responsabilização dos autores deste crime.

 

Entre as instituições que compõe o Comitê, estão a Providência Nossa Senhora da Conceição,  também da Arquidiocese de Belo Horizonte; Coração Azul / Movimento Nacional de Direitos Humanos,  Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos de Minas Gerais,  Universidade Federal de Uberlândia, Centro de Referência e Segurança Pública; Centro Zanmi,  do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, Federação dos Trabalhadores na Agricultura MG, Instituto Jurídico para Efetivação da Cidadania de Minas Gerais e  Jocum ( Jovens Com uma Missão).

 

Projeto Diálogos pela Liberdade: campanha de prevenção ao tráfico de pessoas chega às escolas

Segundo Lucinete, a Pastoral da Mulher de Belo Horizonte tem importante ligação com a promoção de ações e a construção das políticas públicas para a prevenção do tráfico de seres humanos. Uma das iniciativas é o Projeto “Diálogos pela liberdade” implementado neste ano, com apoio do Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para  informar a população sobre direitos da mulher e promover a sensibilização contra a violência e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual. Além disso, realiza ações de prevenção, debates e encontros para formar agentes multiplicadores. “Estivemos presentes com este projeto  na PUC Minas, em escolas do ensino médio pública e nas paróquias  aprofundando estudos e fazendo palestras”, conta  a representante da Pastoral no Comitê.

 

Por meio da Pastoral da Mulher,  as irmãs  Oblatas atuam  junto a mulheres em situação de prostituição, que têm perfil similiar  ao de mulheres aliciadas pelo tráfico. E, por isso mesmo, foram eleitas pelas entidades que compõem o Comitê, para integrarem o grupo. A Congregação forma uma rede que atua há 150 anos, em 16 países.

 

“Em nossos estudos, constatamos que essas mulheres  são alvo de visitas de aliciadores que  oferecem  proposta de dinheiro fácil.  Elas caem nessa armadilha  sem saber  que serão submetidas a uma condição análoga à escravidão”, explica Lucinete.

 

Pastoral da Mulher recebe representante do Ministério da Justiça e UNODC

 

A Pastoral da Mulher recebeu uma visita técnica da Consultora da SNJ e UNODC, Elisangela Machado, para acompanhar o andamento das atividades programadas, que também integram o Projeto Diálogos pela Liberdade. Dentre os objetivos dessa visita, está a  orientação para a construção de produtos que possam gerar novos conhecimentos e métodos para serem replicados como aprendizagem qualificada na área da prevenção ao tráfico de pessoas.

A Equipe teve a oportunidade de partilhar informações e expor a missão e o trabalho da Pastoral na área de gênero, crescimento humano, promoção dos direitos humanos e da cidadania das mulheres em situação de prostituição, bem como relatou as últimas ações realizadas na área de prevenção e sensibilização sobre Tráfico de Seres Humanos. Uma nova reunião com a Consultora está prevista para o final de Setembro de 2014.

 


Visita técnica da Consultora da SNJ e UNODC, Elisangela Machado, à Pastoral da Mulher