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Pastoral da Criança: opção pela vida

 

A Pastoral da Criança que atua no bairro Serra, região Centro-sul de Belo Horizonte, atende hoje 12 famílias.  São oito agentes que, mensalmente,  percorrem as casas  das comunidades São Miguel, na  Vila Fazendinha;  Dulce dos Pobres, na Vila Cafezal e  Nossa Senhora do Rosário,  pesando as crianças e orientando as mães.

 

Um trabalho bastante gratificante para quem viveu tempos passados,  quando a desnutrição e a morte de recém-nascidos eram mais comuns. “Hoje a gente acompanha o desenvolvimento das crianças e, às vezes, é preciso recomendar a administração de soro, em caso de disenteria, ou orientar as mães sobre como agir diante de uma virose, mas, felizmente, são raros os quadros de crianças desnutridas”, conta a coordenadora da Pastoral, Margarida Maria Silva Medina.  Mesmo assim, há momentos em que as famílias passam por dificuldades financeiras e a comunidade se mobiliza para ajudar. “As pessoas doam leite, alimentos e o que for necessário. É um trabalho de todos” observa.

 

O acompanhamento da saúde das crianças assistidas é sistemático.  Até mesmo quando uma delas é atendida no posto de saúde, as agentes se reúnem com o médico responsável para  se inteirarem do diagnóstico. Se alguma delas não consegue consulta, a Pastoral  procura saber os motivos  e providencia  atendimento. “Temos um caderno com o histórico de cada criança, e tudo o que acontece com a saúde delas é registrado”, revela a coordenadora.

 

Com o testemunho, estamos sempre evangelizando. Não saímos a campo sem a Bíblia, pois a Palavra de Deus é que nos guia.

Ela própria foi uma das mães atendidas, quando a filha estava com dois anos de idade. Embora não tivesse urgências materiais, o apoio psicológico que recebeu foi fundamental para superar os problemas que vivia na época. A filha dela hoje tem 13 anos e, há mais de seis anos, Margarida Medina atua na Pastoral da Criança. “A gente mais escuta do que fala, pois as mães precisam muito de se abrir, de dizerem o que sentem e serem ouvidas. Há também muita carência emocional e espiritual. Assim, com o testemunho, estamos sempre evangelizando, oferecendo um ombro amigo. Não saímos a campo sem a Bíblia, pois a Palavra de Deus é que nos guia”, conclui.