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Paróquia São João Bosco: crianças recebem cuidado e carinho

A Pastoral da Criança da Paróquia São João Bosco, realiza um trabalho importante junto a gestantes e crianças do bairro Jardim Alterosa, em Betim, onde está localizada, e de bairros vizinhos como Duque de Caxias, Betim Industrial e parte do bairro Mutirão.

Seis lideres da Pastoral visitam, mensalmente, 35 famílias de crianças com idades entre zero e 6 anos.  “Fazemos não só o acompanhamento da situação nutricional e de saúde, mas das condições em que elas vivem e as causas dos problemas que apresentam”, afirma a coordenadora paroquial,  Vera  Lúcia da Silva.

Mesmo  com  os programas de transferência de renda, o maior acesso das pessoas de baixo poder aquisitivo à alimentação, a Pastoral acompanha as crianças desnutridas. Segundo Vera Lúcia, em grande parte dos casos, hoje, a causa não é a falta de comida, mas problemas de saúde que levam à deficiência na absorção e aproveitamento dos nutrientes pelo organismo.

 

“Cumprimos a missão de levar o Evangelho pelo testemunho cristão e ecumênico, pois não fazemos distinção de religião para ajudar aos que necessitam”

Por isso, a Pastoral trabalha sempre em parceria com o centro de saúde do bairro. “Sempre temos uma criança que precisa de assistência médica, logo a encaminhamos e providenciamos tratamento. Os médicos, por sua vez, quando encontram um caso de desnutrição infantil, nos pedem para acompanhar a evolução da criança”, conta a coordenadora.

A  multimistura, segundo Vera Lúcia,  não foi abolida  com a instituição dos programas de transferência de renda do governo e, assim como o soro caseiro, ainda é uma importante aliada no tratamento da desnutrição. “Uma vez por mês, as gestantes e as mães levam os filhos para pesar. O peso nos dá informações sobre o estágio de desenvolvimento da criança, se está desnutrida ou obesa, o que é outro problema que exige bastante atenção. Em caso de baixo peso fornecemos a multimistura que deve ser dada à criança junto com outros alimentos”.

Orientar os pais sobre a alimentação dos filhos e os males que refrigerantes e salgadinhos industrializados causam à saúde, tem sido um desafio para as líderes da Pastoral. Vera Lúcia Conta que, às vezes, conversava com as mães sobre os maus hábitos alimentares dos filhos, mas precisava que a criança tivesse a saúde comprometida, para reconhecerem o problema. “Hoje, quando a gente faz algum alerta, os pais levam em consideração, pois já sabem que somos preparadas para isso”. Para dar o exemplo, doces , salgadinhos e refrigerantes só são servidos pela equipe da Pastoral nas festas de Natal  e do Dia das Crianças.

 

A pesagem das crianças, segundo Vera Lúcia, é realizada durante o encontro de celebração da vida. O evento incentiva o convívio entre as pessoas da comunidade, e é oportunidade para a evangelização e a vivência da espiritualidade. “Cumprimos a missão de levar o Evangelho pelo testemunho cristão e de forma ecumênica, pois não fazemos distinção de religião para ajudar aos que necessitam”, explica a coordenadora.

“A saúde das mães e das crianças são conquistas que vão ocorrendo aos poucos. É preciso ter paciência e perseverança, mas o resultado acontece, e é isso que nos gratifica”

Dona Olira de Souza Vieira aos 65 anos, 22 deles vividos na  Pastoral da Criança, observa que o trabalho com as futuras mamães, tem reduzido os problemas das crianças após o nascimento, desde que o primeiro grupo foi criado, em 1998. “Estabelecemos uma relação de confiança e as orientamos até a hora do parto. Elas costumam nos ligar quando começam as contrações e as ajudamos a saber o momento certo de ir para o hospital. Durante o Encontro com as Gestantes, elas recebem informações sobre o cuidado que devem ter com o próprio corpo e com o recém-nascido. Um médico é convidado para fazer uma palestra e orienta sobre o período de amamentação, a introdução dos outros alimentos, a higiene com o bebê e tudo que diz respeito a ele. “A saúde das mães e das crianças são conquistas que vão ocorrendo aos poucos. É preciso ter paciência e perseverança, mas o resultado acontece, e é isso que nos gratifica”, finaliza dona Olira.