Você está em:

Paróquia Bem-Aventurada Dulce dos Pobres: dom Walmor preside Vigília Pascal

A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação da Páscoa

No próximo sábado, dia 4 de abril, às 20h, o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor, preside Vigília Pascal no Aglomerado da Serra. Participam da celebração os moradores das vilas que formam o Aglomerado da Serra, evangelizadores da Paróquia Bem-Aventurada Dulce dos Pobres.  Um momento de reflexão na espera da ressurreição do Senhor. A Igreja fica com as luzes apagadas para que seja aceso o Círio Pascal. Posteriormente, são iluminadas as velas dos fiéis.  A Vigília será na Comunidade São Lucas (Rua Cel. Jorge Dário, 10, bairro São Lucas/BH).

A Vigília pascal é considerada a origem de todas as vigílias e o coração do Ano litúrgico, quando a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em oração.  É a Noite de Páscoa, a maior e mais importante celebração do cristianismo, “na qual a Igreja espera em vigília a Ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos” (Normas gerais sobre o Ano litúrgico, 20). No texto do “Precónio Pascal” ou  Proclamação da Páscoa, chamado o hino “Exsultet” e que se canta nessa celebração em louvor ao círio pascal, diz-se que essa noite é “bendita”, porque é a “única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro. Esta é a noite, sobre a qual está escrito: a noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz”.

A celebração da Vigília Pascal é vivenciada ao longo de quatro fases:

A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação da Páscoa. O fogo novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo.

A liturgia da Palavra propõe leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição, segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Batismo como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, “começando por Moisés e seguindo pelos Profetas” (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.

A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há Batismo, faz-se a bênção da fonte baptismal e a renovação das promessas do Batismo. Do programa ritual constam, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga batizava os catecúmenos nessa noite e hoje permanece a liturgia batismal, mesmo se não houver Batismo.

A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, o sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado.