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Papa proclama Santos os mártires de Otranto e duas religiosas latino-americanas

As religiosas latino-americanas Laura Montoya e María Guadalupe García Zavala, e os mártires de Otranto – sul da Itália – foram proclamados Santos no início da missa presidida na manhã de domingo, dia 12 de maio, pelo Papa Francisco, na Praça São Pedro.

Segundo Francisco, os canonizados oferecem extraordinários testemunhos de amor e de vida cristã. “São exemplos luminosos de fidelidade a Cristo e exortam-nos a anunciá-lo com a palavra e com a vida, testemunhando o amor de Deus com o nosso amor, com a nossa caridade para com todos”.

Os 813 mártires de Otranto sobreviveram ao assédio e à invasão por parte dos Otomanos em 1480 e depois foram decapitados porque rejeitaram renegar à própria fé. “Eles encontraram forças para resistir na fé, que faz enxergar para além dos limites do nosso olhar humano, para além da vida terrena, que faz contemplar os céus abertos. Caros amigos, conservemos a fé que recebemos, renovemos a nossa fidelidade ao Senhor, mesmo em meio aos obstáculos e às incompreensões; Deus jamais nos deixará faltar força e serenidade”.

Em seguida, o Pontífice recordou a obra de evangelização na Colômbia, na primeira metade do Séc. XX, de Santa Laura Montoya: “primeiro como professora e depois como mãe espiritual dos indígenas. Suas filhas espirituais hoje levam o Evangelho aos lugares mais recônditos e são uma espécie de vanguarda da Igreja. Esta primeira Santa nascida na bonita terra colombiana ensina a sermos generosos com Deus, a não viver a fé sozinhos. Ensina-nos a ver o rosto de Jesus refletido no outro, a vencer indiferença e individualismo”.

O Papa também lembrou o testemundo da caridade e virtude de Santa María Guadalupe. “O martírio e a missão perdem o seu sabor cristão sem a virtude. Santa María Guadalupe García Zavala, nascida no México em 1878, foi testemunha dessa sublime forma de amor, renunciando a uma vida cômoda para servir ao chamado de Jesus e servir aos doentes e aos abandonados“.