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Papa Francisco pede a pais e mães que retomem plenamente o papel educativo

 

“É hora de os pais e as mães voltarem do seu exílio – porque se auto-exilaram da educação dos filhos – e reassumirem plenamente o seu papel educativo”. Recomendou o Papa Francisco na audiência geral desta semana. O Santo Padre fez votos para que o Senhor conceda aos pais a graça de não se “auto-exilarem da educação dos filhos”. E  explicou: “isso eles só podem fazer, com amor, ternura e paciência”. Assim, o Papa Prosseguiu as reflexões sobre o tema da família, com os numerosos fiéis presentes na Praça de São Pedro.

 

“Filhos
obedecei aos pais. E vós
pais, não exaspereis
os filhos, pedindo coisas que não
podem fazer”, exortou o
Santo Padre

Enriquecendo em grande parte o texto preparado com considerações tiradas inclusive da própria experiência pessoal, o Pontífice partiu do pressuposto que os filhos devem ser educados com o exemplo. “Se vós, pais – afirmou – dizeis aos filhos: Subamos por aquela escada e lhes pegais pela mão e passo a passo os fazeis subir, tudo correrá bem. Mas se dizeis: “Sobe!”, isto chama-se exasperar os filhos, pedir aos filhos coisas que não são capazes de fazer, o resultado não será o mesmo”. E frisou a necessidade de uma relação marcada pelo equilíbrio: “Filhos – foi a sua exortação – obedecei aos pais. E vós pais, não exaspereis os filhos, pedindo coisas que não podem fazer”. Além disso, o Papa denunciou o mau hábito de instrumentalizar as crianças nas discussões conjugais e, sobretudo, a ruptura do pacto educativo entre família e sociedade, família e escola, porque, segundo ele, a confiança recíproca foi ameaçada.

No final do encontro, como de costume, Francisco saudou os vários grupos de peregrinos provenientes de todas as partes do mundo. O Santo Padre lançou dois apelos pela China e pelos mártires cristãos do nosso tempo. No primeiro, mencionou a festa de Maria Auxiliadora, em de 24 de Maio, que os católicos chineses celebram no santuário de Sheshan em Shangai. E pediu a Nossa Senhora que os ajude a “serem testemunhas críveis no meio do seu povo e a viver espiritualmente unidos com a rocha de Pedro”. Através do segundo, uniu-se à proposta da Conferência Episcopal da Itália de rezar nas dioceses, durante a vigília de Pentecostes, pelos “irmãos e irmãs exilados ou assassinados pelo simples fato de serem cristãos”, invocando que se ponha fim a este crime inaceitável.

 

L’Osservatore Romano