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Em tempos de discussão sobre um tema que a sociedade parece ainda não ter uma solução imediata, inspiramo-nos para também refletirmos, porém, com a idéia de que nossa reflexão nos ajude a buscar caminhos que apontem para uma nova visão de ação pastoral em nossa Igreja.

 

O tema atual e necessário é justamente o da mobilidade urbana. No nosso caso, dentro da comunidade eclesial, aproveitamos para verificarmos se não há a necessidade de uma renovação pastoral. Sobretudo, em tempos de Francisco, somos impulsionados a revigorarmos nossa fé e nossa ação pastoral rumo à “Mobilidade Pastoral”.

Sobre esse tema proposto em nossa reflexão precisamos revisitar o Concílio Vaticano II, principalmente, por ser para nós a grande possibilidade de atualizarmos nossa pastoral em direção à mobilidade. Termo que pode tramitar entre o trivial e o significativo como busca de excelência em nosso ser Igreja.  

 

“Mobilidade Pastoral” evoca em nós a abertura para uma Igreja que está no mundo. Sem se abater, atualiza-se nos trabalhos pastorais que exerce, principalmente em relação aos mais pobres e necessitados

Se a sociedade tem sido levada a discutir  o tema da mobilidade urbana que se tornou preocupação ( ou pelo menos deveria) dos que governam, e essa  reflexão não está apenas ligada à questão do transito ou do transporte, mas sim da melhoria de vida na sociedade urbana, também devemos nos colocarmos abertos à questão da melhoria em nossa atuação como agentes de pastoral. Assim será possível nos qualificarmos oferecendo o melhor de nós mesmos para que nossa Igreja realize sua missão com a certeza de que sua ação seja atual e transformadora.

“Mobilidade Pastoral” evoca em nós a abertura para uma Igreja que está no mundo. Sem se abater, atualiza-se nos trabalhos pastorais que exerce, principalmente em relação aos mais pobres e necessitados. Também nos questiona a respeito do testemunho que estamos dando como comunidade de fé, seguidora do mestre Jesus que se movia em direção aos outros. Por isso, igual a ele, movemo-nos em direção a uma Igreja atuante na história, inovadora e destemida, missionária e orante. Pastoralmente renovada, caminhando para o novo, sem medo até mesmo de rever suas estruturas que, talvez, não conseguem mais responder às necessidades de um anúncio mais voltado para a pastoral do que para a moral, num momento em que o mundo tem a necessidade de experienciar um Deus próximo e amoroso, sempre disposto a caminhar com o povo, como no deserto.

Se quisermos cumprir o mandato de Nosso Senhor Jesus Cristo dado aos Apóstolos e a cada um de nós de sermos Sal da Terra e luz do mundo precisamos nos mover pastoralmente para iluminarmos nossa realidade com a Luz da sabedoria de quem reconhece que o anuncio é feito em razão de uma causa maior, e o tempero novo que devemos dar brota de nossa vontade de que todos recebam com alegria o Evangelho. Sendo assim, somos intimados à “mobilidade pastoral”.

 

Pe. Jorge A. Filho
Pároco da Paróquia Maria Serva do Senhor, BH

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