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Síntese Litúrgica

 Domingo da Alegria

4º Domingo da Quaresma – Ano C
Cor: Roxa ou Róseo- 10/03/2013 – Textos Bíblicos
Js5,9.13-15 // Sl 33// 2Cor 5, 17-21 // Lc4,1-3.11-32

 

Celebramos o domingo da alegria, assim chamado por causa da antífona (“Alegra-te, Jerusalém!…”) e dos textos bíblicos e oracionais (eucológicos), que insistem no tema. A caminho da Páscoa, fazendo uma intensa revisão da vida cristã e das promessas batismais, o cristão é chamado a redescobrir a conversão como elemento essencial da fé, que resulta em alegria e festa. O convite a vislumbrar esse caminho pode fazer compreender a Quaresma de um modo diferente. Este movimento, gerado pela proximidade da maior festa dos cristãos, está marcado pelo fervor e pela exultação na fé conforme rezamos na oração do dia. O fervor e a exultação estão muito próximos da alegria.

 

Na Quaresma, o que deve determinar a nossa relação com Deus é nossa abertura ao seu amor sem limites que alcança os pecadores e os impuros, excluídos de um sistema religioso enrijecido e incapaz de compaixão. A Deus deve ser atribuída qualquer iniciativa de salvar o homem. Por isso, Jesus vai aos pobres e pecadores, pois esses não confiam nas próprias forças. Estão abertos ao agir divino. É nesse horizonte que somos chamados a festejar a alegria da salvação. A atitude do Pai acolhedor deve ajudar a humanizar as nossas relações. A alegria do convívio com os irmãos, inclusive os à margem, devem nos ser motivo de celebração e festa.

 

Nossa conversão deve estar alicerçada no amor que Deus nos devota, no reconhecimento do irmão (Cristo e o próximo) que retornou à vida; fundada na festa que Deus nos prepara quando, ajudados pela sua graça, livremente decidimos voltar. Na proximidade da Páscoa já provamos as maravilhas que Deus opera em nosso favor (Sl 34) e nos alegramos por termos sido salvos.