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Homenagem do Secretariado Arquidiocesano Bíblico-catequético de BH às famílias dos catequistas

Carta às famílias de nossos catequistas

Queridas famílias dos nossos amados catequistas, nossa expressão de GRATIDÃO a vocês.

“Maravilhar-se é abrir-se aos outros, dialogar, compreender as razões dos outros e viver conforme os ensinamentos de Jesus, o Cristo da fé”.

Pensar a família nos leva ao memorial da criação, onde tudo começou. Podemos ler em Gn 1,27-28a: “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou, depois abençoou e lhes disse: ‘Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a’”. Deus nos oferece o mundo para nele fazer nossa habitação, continuar como co-criador com ele e cuidar da terra e de tudo que nela existe, amá-la, respeita-la, ou seja, ser um cuidador de toda a natureza e de toda a criatura.

Para que haja harmonia em meio a toda criação, foram estabelecidas leis que nos foram ordenadas por Deus para serem seguidas e ensinadas aos outros para que ninguém possa desviar do caminho do Senhor. As Palavras ordenadas pelo Senhor devem ficar gravadas nos corações humanos. Elas carregam consigo a “essência” do amor de Deus. Elas nos foram dadas para ser cumpridas e repassadas de geração em geração. Assim Deus disse: “Tu as inculcarás nos teus filhos (=imprimir algo no espírito de alguém) e delas falarás sentado em tua casa e andando em teu caminho, deitado e de pé” (Dt 6,7).

Deus estabelece assim o nosso modo de agir para fazer florescer o amor no seu Reino. Quem vai nos confirmar tudo isso é Jesus, seu filho amado que foi enviado a esse mundo para nos revelar o seu amor e nos ensinar a sua vontade. Ressuscitado, Ele envia seu Espírito para nos ajudar a discernir e clarear os caminhos a seguir, a partir da experiência de fé de cada um.
Assim chegamos às famílias amadas de Deus. O Papa Paulo VI vai nos ajudar a compreender como família, dizendo: “A família, como a Igreja, tem por dever ser um espaço onde o Evangelho é transmitido e de onde o Evangelho irradia… Os pais não somente comunicam aos filhos o Evangelho, mas podem receber deles o mesmo Evangelho profundamente vivido” [1] (Paulo VI, EN n.71).

O Papa Francisco diz ser o “lar” o primeiro lugar mais importante para transmitir a fé, através do exemplo calmo e diário de pais que amam o Senhor e confiam na sua palavra. Assim, as famílias se tornam lugares privilegiados e meios para difundir a Palavra como “boas notícias” para cada um e a todos que desejarem fazer a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo.

A Igreja acredita na família e no seu fundamental papel na sociedade. Acredita ser ela uma porção da grande Igreja – uma Igreja doméstica de onde brota toda a geração – e por ela, olha com fé e convicção. Em virtude disso, luta para que os filhos encontrem, na Igreja, o primeiro espaço de encontro com Deus e o fundamento de sua fé.

A Igreja, sabedora dos desafios que afrontam o seio das famílias, deseja, antes de tudo, ser um porto seguro, capaz de auxiliá-la na difícil tarefa de educar seus filhos. Caminhando juntas, nessa via de mão dupla, a Igreja ajudando as famílias e as famílias ajudando a Igreja, suscita, desse lugar, as vocações. Dentre elas surgem a vocação do “Ser catequista” aquela pessoa que vai dedicar-se ao serviço de fazer ecoar a Palavra de Deus.

Nesse sentido, em nome do SABIC da ABH – Secretariado Arquidiocesano de Catequese, nós catequistas, Neuza e Ana Angélica, representando todas as catequistas das Regiões Episcopais da nossa Arquidiocese, estamos a agradecer e rezar a Deus por todas as famílias e, em especial a vocês, famílias arquidiocesanas que se encontram espalhadas pelos 28 municípios que compõem a nossa Arquidiocese. Todas vocês, famílias que compartilham com a comunidade o tempo, a atenção, a presença… do(s) membros da família, que são nossos preciosos CATEQUISTAS.

Para realizar com amor e compromisso a educação da fé, deixam de estar no seio da Igreja doméstica para se dedicar à família maior, nossa mãe Igreja: “A catequese é o útero da mãe Igreja, onde o Espírito Santo gera novos cristãos, como gerou Jesus no seio de Maria. Sendo a igreja Corpo de Cristo, a catequese é seu sangue e vitalidade. Sem o ensino da fé, a igreja fenece” afirmou Dom Orlando Brandes se dirigindo aos catequistas em 2008. Por isso, nossa expressamos gratidão a cada membro da família (mães, pais, filhos, esposas e esposos, ….).

Nossa mãe Igreja reconhece, se comove, agradece e louva a Deus pelo ministério de cada catequista. Cada um com amor, zelo e cuidado tem se reinventado nesse tempo desafiador que 2020 nos trouxe e estamos vivendo. Os esforços tem sido intensos e diversos, para encontrar-se com cada catequizando (adultos, jovem, adolescente, criança) em tempos de distanciamento social tem sido um intenso exercício de criatividade, aprendizagem, cuidado e zelo para que o alimento da Palavra de Deus e a esperança esteja presente em cada Igreja doméstica, pois como afirma o Papa Francisco: “o trabalho do catequista é este: por amor, sair continuamente de si mesmo para testemunhar Jesus, falar de Jesus, anunciar Jesus.”

Cada família ao apoiar, contribuir e compreender a beleza e importância da vocação de missão do catequista, é também uma dádiva para a comunidade e consequentemente para a sociedade.

Bem aventuradas sejam as famílias de cada catequista! Gratidão por compartilharem a alegria do dom, da vocação, da vida à serviço da beleza de contribuir na realização do sonho de Deus: O mundo de amor, beleza e vida nova inaugurado pela pessoa de Jesus, com a força do Espírito.
Domingo, dia 30 de agosto celebramos o dia do(a) CATEQUISTA, nos ajudem a celebrar esse dia com muito amor, beleza e gratidão!

Gratidão, saúde, alegria e paz para todos!

Neuza Silveira de Souza (SABIC) e Ana Angélica Ribeiro (Pastoralista para a catequese RENSE)

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