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Famílias recebem apoio do Pós Morar para consolidar conquista da casa própria

 

Assembléia de moradores do Condomínio Diamante Negro, asessorado pelo programa Pós Morar

 

O programa Pós Morar desenvolvido pelo Vicariato para a Ação Social e Política da Arquidiocese de Belo Horizonte, em parceria com a Prefeitura da Capital, realiza um trabalho de apoio à população beneficiária da Política Municipal de Habitação, com vistas à sua inserção e adaptação ao novo ambiente de moradia.

O programa parte do princípio de que a politica habitacional não se restringe apenas a produzir, financiar e prover novas habitações.  “A conquista de uma moradia é um direito que, para se estabelecer, requer um conjunto de medidas coordenadas e articuladas, destinadas a responder às diversas necessidades da população atendida visando a sua inclusão no contexto social da convivência urbana. Ação que perpassa a capacidade de se alcançar melhoria na qualidade de vida. E Esse processo só pode ser obtido a partir da elevação da capacidade de auto sustentação das famílias beneficiadas”, explica coordenadora do Pós Morar Miryam Zárate Gálvez. 

 

As famílias, em sua grande maioria, sem experiência anterior do convívio em  prédios,  recebem apoio  do programa  na aprendizagem de mecanismos mais adequados para administrar conflitos,  organização financeira do condomínio e da sustentabilidade do empreendimento. “Para tudo isto é preponderante a presença do poder público enquanto agente legalizador da promoção humana”, observa  a coordenadora do Pós Morar.

Sendo assim,  o programa atua  em consonância com a Política Municipal de Habitação, visando a  implementar  o trabalho de acompanhamento social para reassentamentos, buscando promover a inserção e  adaptação das pessoas ao novo ambiente de moradia. Contribui para o fortalecimento do vínculo comunitário e familiar, colaborando para que essas famílias tenham acesso ao mercado de trabalho, aos equipamentos sociais e aos serviços públicos.

Funcionários do Pós Morar, contratados pela Providência Nossa Senhora da Conceição

Para atingir os objetivos propostos, o Pós-Morar se orienta por eixos de atuação, entre eles, a mobilização comunitária e organização dos condomínios, que busca consolidar um sistema de gestão atuante e participativo; a educação ambiental, sanitária e patrimonial, com ações educativas e informativas que estimulem e sensibilizem a comunidade para questões socioambientais;  e geração de trabalho e renda. Este último, inclui o encaminhamento para capacitação profissional, aumentando a empregabilidade e renda, que tem a finalidade oferecer oportunidades de inserção no mundo do trabalho e de elevação da renda familiar, contribuindo para a sustentabilidade dos beneficiários.
 
O Programa está presente, em Belo Horizonte, nas regiões Oeste, Noroeste, Nordeste, Leste, Norte, Barreiro e Venda Nova, assessorando o trabalho de 322 síndicos. O trabalho é realizado por 41 funcionários contratados pela Arquidiocese de Belo Horizonte, por meio da Providência Nossa Senhora da Conceição , composta de Equipe de Monitoramento, equipe técnica social URBEL  e Equipe Técnica Social da Providência Nossa Senhora da Conceição.

Sensibilizar os beneficiários para que eles se apropriem do novo espaço de moradia e  conscientizar as pessoas de que o novo espaço requer dos beneficiários trabalho coletivo, onde vise a unidade, organização patrimonial, respeito mútuo são os desafios que as equipes enfrentam durante o trabalho.

Síndico do Edifício México, um dos condomínios assessorados pelo Pós Morar, o auxiliar de topografia, Amado Gama de Oliveira, diz  que, com o programa,  aprendeu a viver em comunidade e que cada vez mais  os moradores sentem-se capazes de assumirem a gestão do condomínio.  São 64 apartamentos divididos em quatro blocos. Segundo ele, foi desafiador  foi aprender a dividir as despesas e as responsabilidade de cuidar daquilo que passou a ser comum a todos.

“Nós saímos da Avenida Várzea da Palma, no bairro Santa Mônica, para a Prefeitura construir uma avenida e fomos remanejados para esse conjunto no bairro Jardim Leblon.  Passamos muitos anos sem água encanada e não tínhamos rede de esgoto. Vivíamos na beira de um córrego sem a menor estrutura. Hoje moramos em um lugar onde temos toda a estrutura que precisamos para ter uma vida saudável, inclusive área de lazer. Mas conviver em um prédio é diferente e o  Pós Morar está nos orientando para que um dia  a gente possa caminhar com nossas próprias pernas”.
 


Assembléia de moradores do Edifício Bem e Vi II

 

 
Residencial  Diamante Negro

 


Residencial  Bem Te Vi II