Antônio Márcio de Freitas: a coragem que transformou o Santuário da Piedade

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Um livro que é quase um presente para todos aqueles que amam o Santuário e a Serra da Piedade. Escrito pelo engenheiro metalúrgico e historiador,  José Carlos Vargem Tambasco, “A Serra e o Santuário – Nossa Senhora da Piedade”  é a dica de leitura do nosso engenheiro, Antônio Márcio de Freitas, responsável pelas obras de edificação da Catedral Cristo Rei: “Como sou de Caeté essa dica de leitura tem também uma ligação emocional. É um livro importante para registrar a história da construção do Santuário da Piedade”, observa.

A narrativa de José Carlos Tambasco tem início com a chegada do fidalgo português Antônio da Silva Bracarena, nos anos de 1750 e 1760, à Serra da Piedade, em Caeté, percorrendo, assim, as várias fases da história do Santuário, até os anos 2000. “As pessoas que visitam e peregrinam ao Santuário da Piedade não imaginam como foi construir toda essa infraestrutura que hoje existe no local”, sublinha Antônio Márcio. Neste sentido, ele destaca a relevância e a natureza engenhosa do Frei Rosário, sacerdote eremita que chegou à Serra da Piedade, em 1949, tendo permanecido, como um iluminado guardião da fé e do patrimônio natural, até o ano 2000, portanto, por 51 anos viveu no local Sagrado.

Antônio Márcio recorda as grandes dificuldades enfrentadas pelo sacerdote e, ao mesmo tempo, sua coragem para enfrentar as adversidades, como levar energia elétrica e bombear a água, até o ponto mais alto da Serra. Depois, o desafio de abrir a estrada, com a ajuda de voluntários. “Só após toda essa infraestrutura básica ficar pronta é que teve início a construção da casa de retiro, da Basílica Estadual das Romarias e do restaurante.”

“Para terminar, eu que sou de Caeté e tenho a honra e o privilégio de trabalhar nessa obra da Catedral Cristo Rei, queria fazer um paralelo entre o frei Rosário, as dificuldades enfrentadas por ele na época e, hoje, a audácia e a coragem de dom Walmor, em assumir essa obra de construção da Catedral Cristo Rei.” Para o engenheiro Antônio Márcio, as duas histórias são de desafios imensos: “Eu vejo grande semelhança entre os dois sacerdotes, Frei Rosário e dom Walmor: pessoas corajosas determinadas, capazes de enfrentar grandes desafios”, diz o engenheiro, recordando ainda: “Alguns, no início, duvidaram dessa obra da Catedral Cristo Rei: que conseguiríamos, que a Arquidiocese teria essa capacidade.”

 

 



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