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A solidão não faz bem…

Vivemos numa época marcada por grandes mudanças de alcance global que impactam não só culturas e economias, mas também à família e à própria Igreja. Esta mudança em constante ebulição se define como pós-moderna, pós-cristã e até pós-humana. É uma crise colossal desprovida de valores e sentido. Dinheiro e prazer, diversão e ócio são os maiores anseios de muitos. A palavra “compromisso” se fez rara e deu lugar a outras formas de ser e conviver.
 

Conviver não é fácil, mas é o único modo de sentir o que somos

Num mundo tão diverso e egocêntrico não conseguimos conviver facilmente com os outros. O viver juntos, com o passar do tempo, virou desventura. Cansamos das coisas e das pessoas e buscamos, sem pudor, alternativas passageiras. O descartável começou a fazer parte da nossa vida! Tudo dura pouco. A busca do prazeroso deixou de lado valores tradicionais, valendo agora apenas o possível e o passageiro.

Pouco valor damos às palavras e aos gestos, e a verdade, faz tempo, sumiu dos relacionamentos de muitos. Mas, se tudo é relativo nada é importante e significativo. Contudo, o que fazemos têm consequências pessoais e sociais. Esta convivência humana plural e complicada invadiu de drogas e fármacos o nosso viver. O resultado é uma imensa solidão compartilhada nos relacionamentos virtuais.

Conviver não é fácil, mas é o único modo de sentir o que somos…

Para refletir:
Como você se sente no meio das pessoas?

 

Pe. J. Ramón F. de la Cigoña sj