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Arquidiocese de Belo Horizonte apoia Dia Mundial de Conscientização do Autismo

O Dia Mundial do Autismo (2 de abril) foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 para promover uma conscientização global sobre a síndrome que acomete cerca de 2 milhões de brasileiros e 70 milhões de pessoas em todo o mundo. O autismo é uma disfunção global no desenvolvimento, que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças autistas apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sério atraso no desenvolvimento cognitivo.

Especialistas alertam que o autismo é cercado por mitos. Um dos mais graves é de que as pessoas com autismo vivem um mundo próprio, isolados, interagindo apenas com um universo imaginário. Esta crença faz com que as pessoas não se preocupem em se aproximar de quem tem a síndrome. Na verdade, quando uma criança autista fica isolada em seu canto, observando outras crianças brincarem, não é porque ela está desinteressada. Simplesmente ela tem dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa.

A conscientização sobre o autismo é importante não apenas para vencer preconceitos, mas também para que pais e médicos possam identificar crianças com a síndrome e, o mais rápido possível, iniciar o tratamento. De acordo com o médico Walter Camargos Júnior, que estuda o autismo, quanto mais rápido o transtorno é identificado, mais rápido o curso normal do desenvolvimento pode ser retomado. “O que eu e minha equipe temos presenciado é a incomparável velocidade na melhora clínica de crianças abaixo de quatro anos quando comparamos com aqueles que iniciam os tratamentos aos seis anos”, afirma

Em Belo Horizonte, a Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais (APAPE) oferece ajuda e orientações àqueles que lidam com o autismo. Foi fundada por Estela Maris Guillen de Souza, mãe de um jovem autista, que decidiu ajudar os que passam hoje as dificuldades um dia enfrentadas por ela. A APAPE mantém uma casa que acolhe 10 jovens, com idade mínima de 20 anos. Além disso, oferece assistência jurídica e social aos pais de autistas. É mantida por convênios e doações. De acordo com Estela de Souza, também recebe o apoio da Pastoral da Catequese e da Paróquia São Francisco das Chagas, do bairro Carlos Prates, que promovem curso de Catequese voltado para o grupo assistido pela instituição.

No Dia Mundial do Autismo todos são convidados a vestirem-se de azul, cor que simboliza a síndrome.