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15º Encontro Nacional da Pastoral da Educação começa em Belo Horizonte

Mais de 100 participantes, que representam dioceses de todo o Brasil, estiveram reunidos  em Belo Horizonte, de 2 a 4 de setembro, para o 15º Encontro Nacional da Pastoral da Educação. O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura da CNBB, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e reitor da PUC Minas, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, durante a abertura do evento, falou sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o quadriênio 2011-2015, documento aprovado durante a última Assembleia dos Bispos, e explicou as modificações ocorridas na Comissão da CNBB encarregada de animar o trabalho pastoral no setor educação. Também presente no encontro, o padre Luiz Cezar Antunes, responsável pela Pastoral da Educação no Regional Leste 2 da CNBB, falou sobre os desafios e perspectivas para a implantação desta pastoral em dioceses e escolas.

Dom Joaquim Mol, em sua fala, inicialmente explicou que na última Assembleia Geral dos Bispos, a Comissão que agora preside sofreu uma reformulação. Anteriormente, era Comissão de Educação, Cultura e Comunicação. Com o desmembramento deste último setor para criação da Comissão Episcopal para a Comunicação, a Comissão responsável pela animação do trabalho pastoral no ensino passa a concentrar-se nas áreas Educação e Cultura. “Estes dois pilares são também dois desafios”, afirmou dom Mol.

O bispo explicou que, muitas vezes, entende-se por cultura a arte sacra religiosa quando, na verdade, o conceito é mais amplo. Refere-se aos valores, práticas e costumes que caracterizam a sociedade. Também aponta para dois grandes desafios a serem enfrentados pela pastoral da educação: o desenvolvimento de um trabalho pastoral no âmbito universitário e a mobilização em prol de melhorias para o ensino público. Dom Mol lembrou que, particularmente no ensino básico, o país precisa avançar muito. “Com exceções belíssimas e raríssimas, a educação básica é péssima”, avalia o bispo.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura da CNBB argumentou que a Igreja Católica tem uma contribuição a dar às escolas públicas. Salientou que esta missão, bem como todas as outras desenvolvidas pela Pastoral da Educação, devem ser feitas à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) e fez um breve resumo do documento.

Explica dom Mol que o DGAE traz, no primeiro capítulo, a figura de Jesus. “Tudo em nossa vida deve se basear na palavra encarnada”. Em seguida, conforme dom Mol, o documento afirma que ninguém consegue compreender a realidade completamente. “Não somos donos da realidade. Somos aprendizes”. No terceiro capítulo, dom Mol disse que a CNBB apresenta cinco pontos fundamentais: a) o exercício do trabalho missionário, b) a Igreja como lugar de encontro com Cristo, c)a necessidade da Igreja permitir que a palavra de Jesus seja penetrante, d)o cristianismo não pode ser uma experiência de vida solitária, e) a Igreja deve estar onde a vida estiver ameaçada. Os dois últimos capítulos, conforme dom Mol, são um convite à ação. “É preciso fazer alguma coisa e cada diocese, a partir de sua realidade particular, tem liberdade para planejar sua ação”, concluiu.

O padre Luiz Cezar Antunes apresentou iniciativas desenvolvidas no âmbito da Arquidiocese de Belo Horizonte. Ele destacou a Comissão Arquidiocesana de Escolas Católicas, que congrega as 65 instituições de ensino existentes na capital mineira ligadas à Igreja . A Comissão é um fórum permanente, em que os representantes, durante encontros presenciais ou em listas de discussão na internet, partilham suas realidades. Atualmente, a Comissão trabalha também para oferecer contribuições às instituições de ensino públicas da capital mineira. “Vivemos o início de um processo. Vamos caminhando, passo a passo”, avalia o padre Luiz.

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