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Jubileu Diamante: fiéis celebram 60 anos da Proclamação de Nossa Senhora da Piedade Padroeira de Minas Gerais

Os  mineiros celebram os 60 anos da proclamação de sua padroeira, com programação especial no Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade. Milhares de fiéis  se organizam em caravanas para participar das grandes peregrinações que serão realizadas durante todo este ano.

A Missa e a Novena Jubilar rezadas todo dia 15 , reúnem os fiéis, em oração, no Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade, todos os meses, até 15 setembro, Dia da Padroeira de Minas Gerais.

O Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade vivencia o ano Jubilar desde 2019,  com a participação de milhares de fiéis nos momentos de partilha e oração, em preparação para celebrar, em 2020, o Jubileu Diamante da Proclamação de Nossa Senhora da Piedade Padroeira de Minas Gerais. Uma série de celebrações e atividades especiais  estão sendo realizadas no Santuário.

O Estado de Minas Gerais foi consagrado a Nossa Senhora da Piedade no dia 31 de julho de 1960, com decreto do Papa João XXIII, por meio das Letras Apostólicas “Haeret animia”, de 20 de novembro de 1958.

 

 

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[Artigo] O ser humano diante de Deus – Neuza Silveira, Secretariado Arquidiocesano Bíblico-catequético de BH

Fazendo uma leitura atenta do primeiro capítulo do Gêneses, podemos observar uma variedade de verbos que são utilizados para falar da ação criadora de Deus: Ele, enquanto sujeito de ação, cria, diz, vê, faz, abençoa, santifica e, por fim, repousa. Por meio da palavra criadora, vai surgindo sua vontade. A criação dos animais se dá segundo sua espécie (Gn 1,11.12.21.24.25). Mas a criação do ser humano ocorre de modo especial, à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,16-17). Tudo o que é criado é bom, porque tudo o que Deus cria é bem supremo.

A forma como Deus cria todas as coisas, deixando o ser humano por último, revela que o itinerário adotado é o de começar do menos perfeito ao mais perfeito. O ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus é considerado, segundo o salmo 8,6, “um pouco inferior a Deus”. Tem por finalidade ser um represente de Deus diante de toda a criação. Nesse sentido, onde está um ser humano pode-se dizer que Deus se faz representar por ele. Na palavra dita em Gn 1,1-2,4a encontramos um desígno de Deus, quando o cria à sua imagem e semelhança, o abençoa e e atribui ao ser humano a missão de preservar a espécie.

Deus que é amor, vive em si mesmo o mistério de comunhão pessoal de amor. Criando o ser humano à sua imagem e conservando-a continuamente no ser, Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação, e juntamente com ela, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. Assim, o ser humano é criado para amar e ser amado. Através de sua consciência, ele descobre uma lei escrita em seu coração, uma lei que não lhe é imposta, mas que ele próprio se sente chamado a obedecer, por uma voz que está sempre o conduzindo a amar o bem e a se distanciar do mal. Graças à essa consciência revela-se a lei que se realiza no amor de Deus e do próximo.

Assim, criado no amor e para o amor, o ser humano – homem e mulher – é chamado para a abertura aos outros, pois só assim se realiza: na medida em que existe com alguém e para alguém. Constituído ser social, por sua própria natureza, não pode viver e nem desenvolver as suas qualidades sem relacionar-se com os outros. E é nessa relação de amor que todas as ações humanas são submetidas e sublimadas pela capacidade de amar como Deus ama.

Desse modo, quanto mais prevalece a reta consciência, tanto mais as pessoas estarão longe da arbitrariedade cega, procurando conformar-se ao amor de Deus e assemelhar-se ao seu agir. Assim, são chamadas ao desafio de se unir a Deus com todo o seu ser na perfeita comunhão, vitória que somente o Cristo ressuscitado alcançou, libertando o homem da morte com a própria morte. O ser humano, no amor de Cristo, conforma-se à imagem do Filho, recebe as primícias do Espírito Santo, e torna-se capaz de cumprir a lei nova do amor. Tudo isso acontece por Ele, o Cristo, que nos revelou o amor do Pai.

 

Neuza Silveira de Souza
Coordenadora da Comissão Arquidiocesana Bíblico-Catequética da Arquidiocese de BH