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Igreja Matriz de São José – Belo Horizonte

Igreja Matriz de São José – Belo Horizonte

Flávia Costa Reis[1]

memorialhistoriadorinv@arquidiocesebh.org.br

Hebert Gerson Soares Júnior[2]

inventario@pucminas.br

 

            Em comemoração aos 150 anos da proclamação de São José como Padroeiro da Igreja Católica, pelo Papa Pio IX, a 8 de dezembro de 1870, o Papa Francisco proclama o ano de 2021 o “Ano de São José”, por meio da Carta Apostólica Patris Corde, Com coração de Pai, ressaltando sua importância como pai adotivo de Jesus. Além disso, a Carta salienta que, nesse momento difícil de pandemia, devemos lembrar que

as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiras e enfermeiros, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. (…) Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos». Todos podem encontrar em São José – o homem que passa despercebido, o homem da presença quotidiana discreta e escondida – um intercessor, um amparo e uma guia nos momentos de dificuldade. São José lembra-nos que todos aqueles que estão, aparentemente, escondidos ou em segundo plano, têm um protagonismo sem paralelo na história da salvação.

Nesse contexto, apresentamos o histórico de uma das igrejas mais importantes da Arquidiocese de Belo Horizonte, a primeira Matriz criada após a construção da nova capital, a Igreja Matriz de São José.

A Paróquia de São José, localizada no Centro de Belo Horizonte, foi criada em 27 de janeiro de 1900, desmembrada da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, do Curral Del Rei, ambas ainda pertencentes à Diocese de Mariana. Entregue à Congregação dos Redentoristas, foi a primeira paróquia criada na nova capital, então intitulada Cidade de Minas, e foi provisoriamente instalada na Capela de Nossa Senhora do Rosário, edificada no cruzamento entre a Avenida Amazonas e as ruas São Paulo e Tamoios. Seu primeiro pároco foi Padre Pedro Francisco Beks, jovem redentorista, recém-chegado da Holanda.

O terreno para a construção da igreja foi doado pela Prefeitura de Belo Horizonte à Diocese de Mariana, em quadra central da cidade, onde originalmente se havia planejado a instalação de um teatro. A área foi solicitada por Padre Beks, por perceber sua localização privilegiada. Além disso, também os recursos para a obra foram basicamente alcançados por meio da Prefeitura.

Seu projeto arquitetônico foi elaborado pelo arquiteto Edgard Nascentes Coelho, aprovado em agosto de 1901, e as obras administradas irmão redentorista holandês Gregório Mulders. A preparação do terreno teve início no mesmo ano e, no seguinte, 1902, a 20 de abril, foi lançada sua Pedra Fundamental. Apenas dois anos depois, parte da obra já seria inaugurada, iniciando-se, então, os ofícios religiosos na nova edificação. Sabe-se que no ano de 1905, já estaria concluído todo o corpo da igreja, estando ainda em obras a fachada e as torres.

Figura 01 – Igreja Matriz de São José em construção.

Fonte: Acervo do Museu Histórico Abílio Barreto.

 

A decoração pictórica da parte interna viria ser realizada entre os anos de 1911 e 1912, sendo contratado para sua execução o pintor alemão Guilherme Schumacher. Segundo análise elaborada para o livro de inventário do templo[3],

Sua obra, de exuberante tratamento, evoca o Oriente, com sua multiplicidade de motivos decorativos, aspecto bastante comum no período eclético. Apesar da sobrecarga ornamental, apresenta boa qualidade técnica. Mais do que em seu valor artístico, porém, sua importância reside no fato de constituir expressão de época, bastante original em sua composição.

Complementando a ornamentação, foram adquiridos novos altares, mor e laterais, executados pela Marmoraria Mucchiut & Pongetti, da Capital, em 1932, assim como a imagem de São José com o Menino Jesus, esculpida por Marino Del Tavero e entronizada em 1933.

Figura 02 – Igreja Matriz de São José. Foto interna antes das pinturas parietais, com presépio montado para o Natal. 1907. Fonte: Página Belo Horizonte às antigas. – Arquivo dos Redentoristas.

Ao longo dos anos, a Matriz de São José confirmou sua importância para a comunidade belo-horizontina, abrigando eventos relevantes para a sociedade civil e religiosa, desde sua inauguração em 1904. Com a criação da nova Diocese, no ano de 1921, foi em São José que o novo Bispo, Dom Antônio dos Santos Cabral, foi recepcionado. Como as obras da Boa Viagem ainda não estavam concluídas, Dom Cabral nomeou São José como Catedral provisória, funcionando assim durante alguns anos, pois a igreja, além do fato de ter maiores dimensões, também se localizava em ponto central da capital. Ademais, em 1924, quando da elevação a Arquidiocese, foi na Igreja de São José que Dom Cabral recebeu a imposição do pálio pelo Núncio Apostólico Dom Henrique Gasparri.

Nesse sentido, chegou-se a cogitar a possibilidade de transformá-la definitivamente na Catedral de Belo Horizonte. Em 1922, os sacerdotes Redentoristas, seus proprietários, ofereceram a Dom Cabral a igreja e a casa, com as seguintes condições: “1º o Bispo deveria comprar a nossa casa junto com o terreno do nosso jardim; 2º com a venda se adquiriria um terreno no bairro da Floresta junto à Igreja que os próprios redentoristas já estavam construindo […]” (LEITE, 1990, p. 104). Após ponderar, Dom Cabral declinou da proposta. Dentre os motivos, estaria o fato de não dispor de capital suficiente para a compra da igreja e suas dependências.

Figura 03 – Igreja Matriz de São José.

Fonte: Acervo do Museu Histórico Abílio Barreto.

Intensas atividades pastorais e culturais também fizeram parte da história da Paróquia de São José. A Congregação Redentorista instituiu movimentos importantes e inovadores, como a Liga Católica, a União dos Moços Católicos, a Confederação Católica do Trabalho e a União Popular, antecedentes da Ação Católica atual, verdadeiros anunciadores das modernas pastorais. Ao lado dessas atividades, se destacou pela realização, sempre com grande participação popular, das festas do calendário litúrgico, como as da Semana Santa e do Natal e a do padroeiro São José.

Além disso, a Congregação criou Escolas Paroquiais e instituições assistenciais como a Associação Pão de Santo Antônio, ainda em 1902, confraria filantrópica de homens, pioneira na Capital[4]. Em 1914, inaugurou o primeiro cinema paroquial da cidade, o Cinema Modelo, onde hoje se localiza o Edifício Pio XII, de propriedade da Arquidiocese. Em 1919 lançou o primeiro jornal católico de Belo Horizonte, “O Sino de São José”, distribuído gratuitamente entre as paróquias.

No plano cultural, além das atividades registradas, cumpre assinalar a realização na igreja dos já tradicionais concertos musicais, com a apresentação de importantes orquestras e corais, sempre com grande afluência de público. Ao mesmo tempo, a localização da igreja no centro da cidade transformou seu adro e sua imponente escadaria em espaço ideal para manifestações populares. Comícios, passeatas de reivindicações e protestos políticos fizeram, notadamente da escadaria, até seu fechamento por grades, um dos palcos privilegiados para os reclamos do povo belo-horizontino. (Inventário…, 2004)

 

Figura 04 – Fachada frontal da Igreja de São José após restauração.

Foto: Hebert Júnior, 2020.

Arquitetura

A edificação foi implantada em posição perpendicular em relação à Avenida Afonso Pena, com acesso através de escadaria monumental à frente, de modo que protagoniza todo o conjunto urbano no seu entorno. A esse tema, a ficha de inventário inconclusa já mencionada, relembra a declaração do Prof. Sylvio de Vasconcellos de que “… nenhuma [igreja] disputava o prestígio de São José, com suas torres dominando o casario chato da cidade ainda horizontal”.

O estilo arquitetônico acompanhou aquele eclético adotado para as construções do período, incorporando elementos do neogótico, assim como em várias outras edificações religiosas contemporâneas.

A fachada principal, de composição simétrica, e acessada por escadaria frontal, compõe-se basicamente de três planos e três torres, sendo esta última característica um diferencial da Igreja de São José em relação às demais belorizontinas. Destaca-se no plano central, mais avançado e elevado em relação aos demais, a portada enquadrada por pilares e frontão triangular, a janela dupla e encimada por rosácea na altura do coro, o relógio, sineiras duplas com vedação em veneziana e coroamento alongado. Nos planos intermediários, as portas laterais são igualmente enquadradas por pilares, vergas em arco e sobreverga em colchete. Na altura do coro, as janelas são reduzidas para uma de cada lado, com verga em arco abatido e sobreverga em colchete. A platibanda é finalizada em faixa dupla com elementos em relevo. No plano mais recuado, o nível térreo possui janelas ao mesmo modo daquelas do coro no plano intermediário, com verga em arco pleno, acima, rosáceas e as sineiras com vedação em venezianas. O coroamento é finalizado assim como na torre central, porém em menor altura. O sentido vertical é acentuado pelos cunhais finalizados em pináculos, torres alongadas terminadas em agulhas, e vãos alongados, enquanto as faixas pintadas e em relevo, a cornija e platibanda retomam a marcação horizontal.

Em sua volumetria, contrapõe-se a verticalidade da fachada frontal, com suas torres, e as fachadas laterais em extensa horizontalidade, interrompida pelo transepto perpendicular ao plano longitudinal. A cobertura é feita em estrutura de madeira, com vedações em telhas francesas, e na porção média da nave apresenta frontão triangular com óculo, para ventilação e iluminação do entreforro.

A planta basilical abriga três naves, uma central e duas colaterais, com acréscimos das sacristias e absides do presbitério e transepto, sendo ainda antecedida pelas torres, nas quais se confere a movimentação dos planos desta fachada.

Cada uma das três portas principais conduz aos vestíbulos, que são ladeados pelos acessos ao coro e torres. A nave principal, mais alta e ampla que suas colaterais, é dividida delas por meio de arcadas, que marcam o ritmo no interior do templo. Seu piso atualmente em granito, com paginação geométrica, substituiu aquele original em madeira. As ilhargas são totalmente revestidas com pintura ornamental e o forro é subdividido em módulos abobadados, conforme modulação das arcadas. Nas naves laterais igualmente revestidas no piso, as paredes mantêm a modulação daquela principal também por meio de arcadas falsas em ressaltos nas alvenarias e forro em abóbodas de arestas. No cruzeiro, os três arcos são apoiados em pilares duplos, sendo os formeiros plenos e o triunfal abatido. Nos ângulos ao fundo, se encontram dois pequenos retábulos em mármore. Nos braços do transepto, as absides formam pequenas capelas guarnecidas de gradil baixo, com piso em ladrilhos hidráulicos, paredes com pintura ornamental e forro segmentado por nervuras. Na capela-mor, o presbitério teve o piso revestido com ladrilhos hidráulicos, enquanto sua escadaria e soleiras receberam mármore e marmorite, respectivamente. As paredes seguem o mesmo padrão ornamental do restante da igreja e recebem janelas bipartidas. O forro é feito em abóboda escalonada em dois níveis, com pintura ornamental em motivos geométrico e fitomorfos, sendo a primeira ainda com medalhões dos santos ligados à história da Congregação Redentorista. Ao fundo, a abside possui paredes com nervuras que dividem o plano de fundo até o forro e recebem tratamento de grande pintura figurativa. À frente desta, ainda se encontra o altar-mor com a imagem do padroeiro, ambos em mármore.

A já mencionada ficha de inventário inconclusa do imóvel, ao tratar da decoração interna, diz:

A exuberância da decoração pictórica domina os ambientes de acesso dos fiéis. Arcadas, colunas, pilares, cornijas e colunelos apresentam pintura em faiscado ou em faixas de cores diferentes ao gosto mourisco. Enorme variedade de motivos ornamentais seriados recobre as paredes como estamparia. Nas ilhargas externas das naves laterais aparecem motivos que fingem o aparelho regular de pedras, complementadas por cortinados na faixa inferior.

Na nave principal, os intercolúnios recebem figuras bíblicas emolduradas por faixas contendo ornatos variados – arabescos, gregas, estrelas, ramagens, entrelaçados e outros. Episódios da história bíblica e de vida de santos desenvolvem-se em faixas horizontais superpostas, nas paredes laterais da nave e da capela-mor, intercalando motivos figurados e arabescos de diversos tipos, com grande riqueza cromática. A barra das ilhargas da capela-mor apresenta interessantes motivos zoomorfos representando os quatro elementos da natureza-água, ar, terra e fogo. Acima da barra destacam-se as figuras dos apóstolos entre motivos decorativos. No conjunto de painéis figurativos destacam-se por sua execução mais apurada, os das paredes anteriores das naves laterais, o do Batistério e os da capela-mor.

Figura 05 – Vista interna da Igreja de São José. Foto: Izabel Chumbinho, 2006.

Fonte: Acervo Inventário do Patrimônio Cultural da Arquidiocese de Belo Horizonte.

Cabe destacar ainda que a Igreja de São José está inserida em um conjunto arquitetônico e paisagístico formado por outras construções de uso da paróquia, como a Casa Paroquial e o Salão Paroquial, além de amplo jardim à frente. Por tamanha importância que este conjunto representa para a população belorizontina, e por se configurar em marco simbólico da capital mineira, a municipalidade promoveu sua proteção por meio do tombamento efetivado em 10 de novembro de 1994.

A partir de 2003 a administração paroquial promoveu ainda obras de restauração de toda a arquitetura e elementos artísticos da igreja, sendo algumas dessas ações estendidas para os outros prédios do conjunto. A restauração foi executada pelo Grupo Oficina de Restauro e proporcionou, além da intervenção de conservação necessária aos elementos artísticos, a recuperação cromática de gosto mourisco das fachadas e seus elementos ornamentais.

Em mais um capítulo da história da igreja, por ocasião da festa do padroeiro em março 2021, o “Ano de São José” e do Centenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, o Arcebispo D. Walmor Oliveira de Azevedo, anunciou sua elevação a Santuário Arquidiocesano de São José, em celebração solene realizada sem a presença física dos fiéis, em função da pandemia da Covid-19.

 

[1] Possui graduação em História pela PUC-Minas (2007), e atualmente é aluna do mestrado em Artes da Faculdade de Belas-Artes Arquitetura da UFMG. Integra o corpo técnico de colaboradores do Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte/Inventário do Patrimônio Cultural.

[2] Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-Minas (2014), e pós-graduação em Patologia, Terapia e Manutenção de Edificações (2018) pela mesma universidade. Integra o corpo técnico de colaboradores do Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte/Inventário do Patrimônio Cultural.

[3] INVENTÁRIO do Patrimônio Cultural da Arquidiocese de Belo Horizonte. Igreja Matriz de São José: Ficha Bens Imóveis. Belo Horizonte, 2004 (inconcluso).

[4] Segundo o site da Associação Pão de Santo Antônio (APSA): “Foi a primeira organização leiga do gênero da nova Capital, diferenciada da Sociedade São Vicente de Paulo. Seus fundadores foram a Conferência Vicentina de São José e a Paróquia de São José inspiradas na sua homônima de Diamantina, criada um ano antes.” Disponível em: http://www.apsafilantropia.org.br/paginas/a-apsa

 

Referências bibliográficas:

ALMEIDA, Joaquim Brum de. Anuário de Belo Horizonte. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1953.

A APSA. Associação Pão de Santo Antônio. História. Disponível em: < http://www.apsafilantropia.org.br/paginas/a-apsa > Acesso em abril de 2020.

ARQUIVO ARQUIDIOCESANO DE BELO HORIZONTE. Carta da Diretoria da Associação Central da Diocese de Belo Horizonte. s/d. Paróquia São José – Documentos jurídicos e patrimoniais. Sala 10. Caixa 640.

ATTEMPO. Relatórios técnicos. Belo Horizonte: 1992.

BELO HORIZONTE. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Cultura. Dossiê de Tombamento Municipal. Belo Horizonte: Século 30 Preservação e Restauro, 1991.

CARTA APOSTÓLICA Patris Corde, do Papa Francisco, por ocasião do 150º aniversário da declaração de São José como Padroeiro Universal da Igreja. Disponível em: < http://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/papa-francesco-lettera-ap_20201208_patris-corde.html> Acesso em março de 2021.

CORONA, Eduardo; LEMOS, Carlos A. C. Dicionário da arquitetura brasileira. São Paulo: Edart, 1972.

DICIONÁRIO biográfico de construtores e artistas de Belo Horizonte.  – 1894/1940. Belo Horizonte: Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA/MG, 1997.

DOM CABRAL e suas obras. Belo Horizonte: Imprensa Oficial do Estado, 1943.

FABRIS, Annateresa (Org.). Ecletismo na arquitetura brasileira. São Paulo: Nobel, 1987.

GRUPO OFICINA RESTAURO. Relatórios técnicos. Belo Horizonte: 1997

INVENTÁRIO do Patrimônio Cultural da Arquidiocese de Belo Horizonte. Igreja Matriz de São José. Belo Horizonte, 2004 (inconcluso).

LEITE, Boaventura João Batista (Padre C.S.S.R). São Jose 90 anos. Belo Horizonte: Expressa Artes Gráficas, 1990.

LEITE, João B. Boaventura. Igreja de São José – BH. 2ª Fundação. Redentoristas no Leste Brasileiro. Belo Horizonte: Edição do Autor, s/d.

PARÓQUIA DE SÃO JOSÉ. Arquivo paroquial. Belo Horizonte.

PENNA, Octávio. Notas Cronológicas de Belo Horizonte (1711-1930). Belo Horizonte: Estabelecimentos Gráficos Santa Maria, 1950.

SANTOS, Paulo Ferreira. Quatro séculos de arquitetura. Rio de Janeiro: IAB, 1981.

VERAS, Felippe. Almanack Guia de Belo Horizonte. Ano 2, 1913.

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