Mais de 100 diáconos permanentes e suas esposas participaram do Primeiro Encontro da Formação Permanente 2026 – Família Diaconal, no último sábado, dia 21, na Cúria da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida. Promovido pela Comissão Arquidiocesana dos Diáconos e Esposas (Cade), o encontro marca os 15 anos da presença do diaconato na Arquidiocese de Belo Horizonte.
A reflexão do encontro teve como eixo o estudo do Documento 8 — Diretrizes para o Diaconato Permanente da Arquidiocese de Belo Horizonte, e contou com importantes contribuições do vigário episcopal para Ação Pastoral, padre Filipe Silva Pereira Gouvêa, cuja exposição proporcionou consistente aprofundamento teológico, pastoral e espiritual acerca da missão, identidade e espiritualidade da vida diaconal, situando este ministério no horizonte de uma Igreja essencialmente missionária, ministerial e servidora.
Igreja ministerial e missionária: fundamento do diaconato
Segundo o diácono Flávio Coelho Guimarães, coordenador da Comissão Arquidiocesana dos
Diáconos e Esposas (Cade), a formação refletiu sobre a importância do diaconato, que não se reduz a funções ou a uma colaboração prática nas atividades pastorais. “Trata-se de um dom para a Igreja, expressão de sua estrutura apostólica e sinal permanente da diaconia de Cristo, que veio ‘não para ser servido, mas para servir’ (Mc 10,45)”. O diácono explicou que o ministério diaconal integra a dinâmica de uma Igreja que se compreende como toda ministerial e em saída, sustentada pelo testemunho de vida, pela fé e pelo compromisso com o anúncio do Evangelho.
Durante o encontro, os participantes refletiram também sobre o papel da Arquidiocese de Belo Horizonte na formação contínua de diáconos e esposas, reafirmando a importância do ministério ordenado para o fortalecimento da evangelização, especialmente no serviço da Palavra, da caridade e da liturgia, bem como no acompanhamento das comunidades e das realidades onde a presença evangelizadora necessita de maior proximidade pastoral.
Identidade diaconal: primazia do ser sobre o fazer
Um dos pontos centrais refletidos da formação foi a compreensão de que a identidade do diácono se expressa em seu jeito de ser e não simplesmente nas funções exercidas. Pela ordenação, o diácono recebe uma graça sacramental que o configura a Cristo Servo, imprimindo-lhe caráter próprio e permanente.
Testemunho, espiritualidade e comunhão eclesial
Outro aspecto refletido no encontro foi a centralidade do testemunho de vida como condição essencial para a credibilidade da pregação. Espera-se do diácono simplicidade, espírito de oração, caridade, humildade e disponibilidade, pois sem a marca da santidade a Palavra evangelizadora corre o risco de perder sua eficácia.
A vida diaconal, que é inseparável da comunhão com o bispo, com o presbítero e com todo o povo de Deus, também foi tratada na formação. A tradição eclesial recorda que os diáconos são presença próxima do pastor junto ao povo, expressão de cuidado, unidade e serviço nas diversas realidades onde a Igreja é chamada a estar.
Acompanhe a programação da Formação Permanente 2026 – Família Diaconal:
1º semestre de 2026
Encontros aos sábados, das 14h às 17h – Cúria da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida.
- 21/03: Doc 7. Batismo/Casamento/Exéquias/Bençãos/Celebração da Palavra
- 18/04: Diretrizes da Ação Pastoral Catequética.
- 23/05: Conselhos Pastorais.
- 20/06: 7ª Assembleia do Povo de Deus – Conclusão.
2º semestre de 2026
Encontros às quintas-feiras, das 19h às 21h30, na Igreja Nossa Senhora Aparecida – bairro Santa Rosa, Belo Horizonte. (Exceto o encerramento que será na Catedral Cristo Rei).
- 27/08: Celebração da Palavra/Missal. Imersão/Oficina
- 24/09: Exéquias/Bênçãos. Imersão/Oficina
- 29/10: Batismo. Imersão/Oficina
- 26/11: Matrimônio. Imersão/Oficina
- 12/12: Missa de encerramento – Catedral Cristo Rei.