Dentro das comemorações de seus 90 anos, a Arquidiocese Metropolitana de Belo Horizonte apresenta aos fiéis o projeto da Catedral Cristo Rei – Santuário da Divina Misericórdia. O projeto, elaborado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, prevê a edificação de um grande templo, que terá capacidade para receber, em sua parte interna, 5 mil fiéis. A praça externa, que compõe o complexo arquitetônico, poderá acolher outras 15 mil pessoas. A Catedral será a sede definitiva da Arquidiocese Metropolitana de Belo Horizonte e reunirá todas as Pastorais, além dos meios de comunicação e o Memorial Arquidiocesano.
Catedral é a Igreja principal de um bispado ou arcebispado. No próximo sábado, dia 2 de julho, o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, vai apresentar aos fiéis os detalhes da catedral definitiva da Arquidiocese. A apresentação ocorrerá durante um momento de espiritualidade, no ginásio do Mineirinho, que também contará com a presença dos bispos auxiliares da Arquidiocese de Belo Horizonte, do padre Fábio de Melo, da cantora de músicas católicas Celina Borges, padres, religiosos e religiosas. O encontro está marcado para 13h30 e os fiéis podem buscar os convites, que são gratuitos e limitados, em suas respectivas paróquias.
Uma ideia que nasce com a Arquidiocese
A ideia de construir a Catedral Cristo Rei em Belo Horizonte é antiga, vem desde o início da Arquidiocese, com seu primeiro arcebispo, dom Antônio dos Santos Cabral. Quando o primeiro arcebispo chegou à capital mineira, no dia 30 de abril de 1922, para instalar a diocese criada pelo Papa Bento XV em 11 de fevereiro de 1921, encontrou muitos desafios. Um deles era a construir a Catedral da cidade, que contava com três igrejas: São José, Nossa Senhora da Boa Viagem e Nossa Senhora do Rosário. Dom Cabral escolheu a nova edificação da Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem para ser a Catedral provisória de BH. Em 1936, após realização do Congresso Eucarístico Nacional na capital mineira, dom Cabral decidiu iniciar a construção da Catedral Definitiva, a Catedral Cristo Rei, que seria edificada onde hoje se localiza a Praça Milton Campos. Porém desafios e percalços, circunstâncias e dificuldades, necessidades e urgências adiaram por décadas esse grande sonho.
A retomada do projeto
Em 2004, o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, ouvindo perguntas sobre a Catedral Definitiva, decidiu retomar o projeto e o desafio de refletir o papel importante da Catedral para a região: lugar da espiritualidade, da cultura e da educação, da arte e do cuidado com os pobres, do pensamento e do diálogo. A partir de avaliações, ficou definido que o projeto só valeria a pena se fosse edificado num lugar que marcasse o epicentro da região metropolitana. Assim, foi adquirido um terreno em frente à estação do Metrô Vilarinho, na Av. Cristiano Machado. Em 2005, dom Walmor viajou ao Rio de Janeiro e pediu, pessoalmente, ao arquiteto Oscar Niemeyer que concebesse o projeto da Catedral Cristo Rei. Convite aceito, um ano depois, em 2006, o arquiteto apresenta uma arrojada proposta que, nos anos seguintes, ainda seria retrabalhada e discutida. Até que, em 2010, Oscar Niemeyer assina o contrato referente aos projetos do Conjunto Arquitetônico Catedral Cristo Rei.
De acordo com Oscar Niemeyer, será a última catedral que ele fará. O projeto, de acordo com ele, “tem tudo o que um arquiteto pode querer: aspectos relacionados à estrutura, luz, contraste da forma e da natureza. É uma arquitetura rica, complexa e abrangente”, sintetiza Niemeyer.
O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, enfatiza a importância do projeto, não só para a região metropolitana, mas para todo o estado, lembrando que “cada Catedral é compromisso com o Reino de Deus”. Dom Walmor lembrou que, ao escolher Oscar Niemeyer para conceber o projeto, considerou a importância do renomado arquiteto para Belo Horizonte. A partir dos traços de Niemeyer surgiu o complexo arquitetônico da Pampulha, um dos principais cartões postais da capital mineira, obra que projetou internacionalmente o nome do arquiteto.