
A Missa em memória às vítimas do rompimento da barragem com rejeitos de mineração que, em 2019, tirou a vida de 272 pessoas, iniciou a 7ª Romaria pela Ecologia Integral a Brumadinho, neste domingo, 25 de janeiro. Peregrinos das comunidades de fé da Cidade, de paróquias de outros municípios mineiros, familiares das vítimas, cidadãos de muitos lugares, se uniram em oração na Praça Orides Parreiras, onde a Missa campal foi celebrada, com a presidência de dom Joel Maria dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, e concelebrada por dom Francisco Cota, bispo diocesano de Sete Lagoas, presidente da Comissão Episcopal para a Ecologia Integral e Mineração do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Leste 2). Antes, foram partilhadas 272 mudas de plantas diversas, referência às 272 pessoas que perderam a vida com o rompimento da barragem, em 2019 – uma tragédia que trouxe ainda graves impactos socioambientais às comunidades próximas ao Rio Paraopeba, contaminado com rejeitos de mineração.
Durante a Romaria, dom Joel sublinhou o papel da Igreja de ser voz profética em um contexto socioeconômico que explora predatoriamente os recursos naturais. Já dom Francisco recordou a dor enfrentada pelas famílias que, mesmo após sete anos, enfrentam o luto. “Foram 272 vidas perdidas imediatamente, logo após o rompimento da barragem, e, na sequência, a contaminação de 300 km do Rio Paraopeba, até a represa de Três Marias”.
Após a Missa, os peregrinos saíram em procissão pelas ruas de Brumadinho, da Praça Orides Parreiras até o letreiro na entrada do Município. No letreiro, a exemplo do que ocorre a cada 25 de janeiro, desde o rompimento da barragem, todos se uniram para expressar solidariedade às famílias. Um gesto de fé e de solidariedade que convoca todas as pessoas a se unirem na defesa da vida e da Casa Comum.