Dom Evandro Campos Maria
Dom Evandro Campos Maria foi ordenado bispo no dia 7 de fevereiro de 2026, na Catedral Cristo Rei, após ser nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte pelo Papa Leão XIV. A Solene Celebração Eucarística em que dom Evandro foi consagrado bispo teve como bispos ordenantes dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo metropolitano de Goiânia e primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e dom Nivaldo dos Santos Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte.
Até a sua nomeação para o episcopado, dom Evandro foi reitor e formador do Seminário Arquidiocesano Coração Eucarístico de Jesus (Sacej) e do Convivium Emaús (desde 2018) e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). O Bispo tem mestrado em Teologia Fundamental pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma) e especialização em Ensino Religioso pela PUC Minas, onde se graduou em Filosofia (1997) e em Teologia (2001). Na Universidade, foi diretor do Instituto de Filosofia e Teologia Dom João Resende Costa (desde 2017), lecionou no curso Teologia (teologia fundamental e sistemática – Mariologia). Foi coordenador do curso de Teologia da Pontifícia PUC Minas (de 2011 a 2016). Coordenou a Escola Diaconal dos candidatos ao Diaconato Permanente da Arquidiocese de Belo Horizonte (de 2011 a 2016). Sua atuação pastoral paroquial foi desempenhada na Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso, Caeté/MG e Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, Morro Vermelho, em Caeté/MG (janeiro a dezembro de 2003), Paróquia Nossa Senhora do Pilar, em Nova Lima/MG (2007 a 2012), Paróquia Santíssima Trindade, em Belo Horizonte/MG (2012 a 2013), Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu, Bairro da Graça, em Belo Horizonte/MG (2014), Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade em Caeté/MG (2015), Paróquia São João Bosco, em Belo Horizonte/MG (2016 a 2017).
Dom Evandro é belo-horizontino, filho de Ademir Moreira Maria e Lourdes da Silva Campos Moreira, e nasceu no dia 25 de abril de 1974.
DO BRASÃO EPISCOPAL

O brasão é composto por três partes, a saber, o chapéu e as franjas, o escudo e o listel.
O CHAPÉU E AS FRANJAS
Lembram Jesus Cristo, cabeça da Igreja no seu Mistério Pascal (cruz) e seus doze apóstolos, a sucessão apostólica e a comunhão dos bispos com o Papa. A missão apostólica consiste em testemunhar Cristo (Christus Dominus – CD 11). O Pai enviou o Filho Amado para revelar o seu rosto e salvar o ser humano. Para tal, o Filho Amado chamou os Apóstolos para estarem com Ele e os enviou na força do Espírito Santo para edificarem a Igreja (Mc 3, 13-19).
O ESCUDO
- O Pelicano
O escudo, em formato arredondado italiano, traz na parte inferior o símbolo do pelicano. Na Heráldica eclesiástica, o pelicano é símbolo Eucarístico. O pelicano é apresentado perfurando seu peito para alimentar seus filhotes. Esta imagem, na tradição eclesiástica, é alusiva a Cristo que doou a própria vida derramando seu sangue para salvar-nos e nutrir-nos. A cor avermelhada alude ao sacrifício de Cristo e que se perpetua na Eucaristia. No Altar Eucarístico, Jesus continua se doando e nutrindo-nos. O Bispo ordenado experimentou o grande amor eucarístico de Jesus aos dezoito anos e não mais resistiu ao chamado vocacional. O Bispo ordenado foi seminarista e Reitor do Seminário Coração Eucarístico de Jesus fundado pelo primeiro Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Antônio dos Santos Cabral. O lema de Dom Cabral revela o seu amor Eucarístico: Per Eucharistiam vivat in nobis Christus (Pela Eucaristia viva Cristo em nós). A Arquidiocese de Belo Horizonte sediou ainda no ano de 1936 o segundo Congresso Eucarístico Nacional. Nosso chão evangelizador é profundamente eucarístico. O Bispo ordenado quer ser uma presença eucarística doando-se para cuidar e nutrir o Povo de Deus, em especial aos presbíteros e sofredores, gerando a Casa do Pão.
- As montanhas de Minas, o Cor inquietum e a Palavra
O Bispo ordenado é mineiro de Belo Horizonte e ama as tradições mineiras. A tradição de fé de Minas, a ser cultivada e irradiada com altivez, é um grande tesouro. No centro das montanhas que recordam também a transcendência do Espírito, bem no centro do brasão, está o coração inquieto agostiniano sobre a Palavra. O Bispo ordenado cultiva uma vida espiritual, cerne de sua vida, movido por uma busca e inquietude pela Palavra. O cor inquietum conduz a uma busca de sentido. A palavra humana preenche este sentido, mas parcialmente. Somente a Palavra revelada preenche de sentido pleno o vazio do coração humano. O Bispo ordenado, na sua busca, deixou ser encontrado pela Palavra que é a Presença e a Pessoa de Jesus e depositou nele toda a sua confiança e esperança. A Missão apostólica, segundo a Christus Dominus, compreende o múnus de ensinar (CD 12). Este ensino passa, sobretudo, pelo testemunho encarnado da Palavra. Com a presença, a voz e o testemunho de vida, ser Proclamador da Palavra. Com isso, o novo Bispo abarca na sua missão apostólica o projeto evangelizador da Arquidiocese de Belo Horizonte, Proclamar a Palavra. Gerar a Casa da Palavra. E se une sacramentalmente e no afeto ao Papa Leão XIV que o nomeou, pois também o Papa tem no seu brasão o símbolo do cor inquietum como carisma agostiniano e a Palavra.
- A estrela e a cor azul
A estrela da manhã que recebe do Sol o seu brilho, na Heráldica eclesiástica, relaciona-se com Maria, a discípula fi el. Stella Matutina, sinal de esperança e prefiguração da vinda do Senhor, o Sol nascente. Estrela do Mar, Stella Maris, guia dos que navegam nas ondas bravias e na escuridão do mar. O Bispo ordenado tem uma grande devoção a Maria. Leva no seu sobrenome o nome mariano. E durante dezoito anos lecionou na PUC Minas no Curso de Teologia, a disciplina de Mariologia. Maria é sua companheira de fé e inspiração para o seu Ministério episcopal lhe ajudando a amar Cristo e sua Igreja.
O LISTEL
O mote Pasce oves meas baseia-se nos seguintes motivos:
1. A missão apostólica em favor do Povo de Deus se exerce no múnus de ensinar, santifi car e apascentar (CD 11). Pasce oves meas – Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21, 17). A cena do Evangelho, no qual este versículo está contido, retrata Jesus ressuscitado no diálogo com Pedro depois de fazerem uma refeição. Por três vezes, em contraposição às três negativas de Pedro ao Mestre, o Senhor lhe pergunta se o ama. Por três vezes, na intimidade com o Senhor, Pedro manifesta o seu amor. Neste momento, ainda é um amor interessado e não totalmente oblativo e agápico. Mas, este amor em processo de crescimento é acolhido pelo Senhor. O Senhor ama profundamente a Pedro e lhe confere o mandato e a missão: apascenta
as minhas ovelhas. No latim, pascere, significa pastar, pasto, alimentar e nutrir. O prefixo “a” é um intensificador sendo entendido como alimentar bem e cuidar do rebanho. O Bispo é chamado ao múnus de apascentar o rebanho, isto é, cuidar e alimentar bem o rebanho do Senhor. Gerar a Casa da Caridade e da Missão.
2. O Bispo deve, segundo a Christus Dominus, na missão de apascentar o rebanho, ter um cuidado especial de caridade e primeiro para com os sacerdotes e para com os últimos (CD 16; 18). O Bispo ordenado, em comunhão apostólica com os outros bispos auxiliares e como cooperador do pastoreio de Dom Walmor Oliveira de Azevedo na Arquidiocese de Belo Horizonte, quer somar forças para cuidar e nutrir em especial dos sofredores e dos ministros ordenados. Cuidar de quem cuida.