Paróquia
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O compromisso missionário da Igreja encontra fecundidade e sustento na ministerialidade, isto é, nos diferentes serviços eclesiais e ministérios, numa Igreja toda ministerial, sustentada, antes de tudo, pelo testemunho de vida, pela audácia da fé de quem deposita em Deus toda a sua confiança e na coragem incansável de anunciar o Evangelho da vida.

A Arquidiocese de Belo Horizonte aposta na missão, fidelidade ao seu Mestre e Senhor, também pela riqueza do ministério diaconal, entendendo, com alegria e esperança, que “alguns discípulos missionários do Senhor são chamados a servir à Igreja como diáconos permanentes, fortalecidos, em sua maioria, pela dupla sacramentalidade do matrimônio e da ordem. São ordenados para o serviço da Palavra, da caridade e da liturgia, especialmente para os sacramentos do Batismo e do Matrimônio; também para acompanhar a formação de novas comunidades eclesiais, especialmente nas fronteiras geográficas e culturais, onde ordinariamente não chega a ação evangelizadora da Igreja” (DAp 205).

Esperamos dos diáconos permanentes “um testemunho evangélico e impulso missionário para que sejam apóstolos em suas famílias, em seus trabalhos, em suas comunidades e nas novas fronteiras da missão”. (DAp 208).

Confiando na graça de Deus, pedimos a proteção materna da amada Mãe Maria, a Senhora da Piedade, nossa Padroeira, sempre dispostos ao labor da missão e incansáveis, por amor, na resposta missionária que nossa Igreja é chamada a dar no coração do mundo, obediente ao mandato do seu Senhor.

+ Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

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Restaurado pelo Concílio Vaticano II, a Arquidiocese de Belo Horizonte, a partir da II Assembleia do Povo de Deus, optou por ordenar diáconos permanentes, tendo os primeiros sido ordenados por Dom Walmor, em 01 de outubro de 2011.

Os diáconos permanentes vivem a dupla sacramentalidade – Matrimônio e Ordem – e, ainda, exercem uma profissão civil, missão com muitas particularidades.

O Diácono Permanente realiza sua vocação no âmbito familiar, profissional e eclesial. É um consagrado pelo sacramento da Ordem, mas, ao mesmo tempo, não pode perder de vista o seu laicato originário da graça batismal, e permanecer caminhando com o “Povo de Deus” necessitando sempre de uma conversão contínua.

Sou chamado a ser diácono permanente para ser, em primeiro lugar, um bom esposo e pai; um bom trabalhador que cuida de suas tarefas profissionais com o intuito de construir um mundo melhor; um bom cristão que, ciente de sua missão batismal, abraça um  projeto de vida de Deus Criador que quer dar a todos vida em abundância.

A diaconia, primeiramente, se vive familiarmente, com a esposa e os filhos, nunca isoladamente.

Compõem o corpo diaconal: diáconos, esposas, alunos da escola diaconal, vocacionados.