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Setor Social organiza a I Semana Social Rensa

O Setor Social da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida (Rensa) vai realizar a I Semana Social dos dias 06 a 10 de setembro, às 20h, no canal da Região no YouTube.

Em comunhão com a 6ª Semana Social Brasileira, os encontros serão conduzidos pelo tema “Mutirão Pela Vida: Por Terra, Teto e Trabalho” e buscam promover o diálogo inter-religioso. Será uma oportunidade para que as comunidades de fé reflitam e busquem ações concretas para acolher aqueles que são excluídos e marginalizados na sociedade, permitindo que todos sejam evangelizados por eles.

Segundo dom Nivaldo Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e referencial da Rensa, os momentos de reflexão serão uma oportunidade de “crescimento e aprofundamento de nossa cidadania eclesial” e um convite para que os fiéis caminhem, rezem e sirvam juntos.

Programação

06 de setembro – Segunda-feira

A polarização e o papel da religião no caminho da união

Dom Nivaldo Ferreira, Pe. Flávio Ramos, Pai Ricardo de Moura

07 de setembro – Terça-feira

Ecologia Integral e conversão ecológica

Dom Vicente Ferreira, Pe. Dário Comboniano, Irmã Antônia, Iyá Adriana de Nanã

08 de setembro – Quarta-feira

O ser cristão em uma perspectiva anticolonial

Benedito Barbosa, Pastor Ricardo Mendes, Magna Oliveira, Padre Antonio Naves, Diácono Amauri Dias 

09 de setembro – Quinta-feira

Os deslocamentos forçados atuais: A fuga para o Egito em escala global

Frei Gilvander, Janaína Santos, Angóhô, Márcio Massano de Mello

10 de setembro – Sexta-feira

 Justiça social e representatividade nos espaços religiosos

Sheik Yunus, Professor Robson Sávio, Padre José Geraldo, Reverendo Sandro Aurélio, Pastora Valéria Vilhena

Palestrantes

Ângohó é cacique da tribo pataxó hã hã hãe. Habitantes da região sul da Bahia, o histórico do contato desses grupos com os não-indígenas se caracterizou por expropriações, deslocamentos forçados, transmissão de doenças e assassinatos. A terra que lhes foi reservada pelo Estado em 1926 foi invadida e em grande parte convertida em fazendas particulares. Apenas a partir da década de 1980 teve início um processo de retomada dessas terras, que ainda não teve desfecho.

Benedito Barbosa, o Dito, é advogado popular do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos há 12 anos e advogado da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo (UMM-SP) há 23 anos. Em ambos, atua especialmente na defesa de comunidades, favelas e ocupações ameaçadas de remoções forçadas ou reintegrações de posse. É coordenador municipal da Central dos Movimentos Populares (CMP) e ganhou o prêmio internacional Aachen da Paz em 2020.

Diácono Amauri Dias de Moura é da Arquidiocese de Belo Horizonte, presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs de Minas Gerais (CONIC-MG) e membro da Comissão de Ecumenismo da CNBB Leste 2 e da Pastoral do Menor.

Dom Nivaldo Ferreira estudou Filosofia e Teologia na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e é mestre em Teologia Fundamental pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. Foi vigário, administrador e pároco em algumas paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte, professor no Seminário Propedêutico e no curso de Teologia da PUC Minas e reitor do Seminário Arquidiocesano Coração Eucarístico de Jesus e do Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu. O Papa Francisco o nomeou bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, onde é bispo referencial da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida.

Dom Vicente Ferreira, natural de Alegre, ES, é bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte. Acompanha a Região Episcopal Nossa Senhora do Rosário, cuja sede está em Brumadinho. É membro da Comissão Episcopal para Ecologia Integral e Mineração e da Comissão de Cultura de Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Também é poeta e escritor e apresenta o programa Versos e Preces da TV Horizonte.

Frei Gilvander Luís Moreira é padre da Ordem dos Carmelitas, doutor em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), licenciado e bacharel em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), bacharel em Teologia pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo, mestre em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico, em Roma, Itália, agente e assessor da Comissão Pastoral da Terra de Minas Gerais, assessor do Centro de Estudos Bíblicos e Ocupações Urbanas e professor de Teologia Bíblica no Serviço de Animação Bíblica (SAB), em Belo Horizonte, MG.

Irmã Maria Antônia é da congregação de São João Batista.  Tem sua primeira formação na zona rural e considera a família e a natureza como suas grandes educadoras nos primeiros tempos de vida. Integrou as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em diversas experiências, participou da Comissão Pastoral da Terra, do Movimento de Pequenos Agricultores e atuou nas romarias da terra, formações e pastorais paroquiais. Foi ativista da comissão das águas e da vida e atua no baixo Vale do Jequitinhonha, em Jordânia, na diocese de Almenara. É formada em psicologia e  apaixonada pela integridade da vida  humana e planetária.

Iyá Adriana de Nanã é sacerdotisa e Iiyalorixá zeladora do Ilê Axé Omó Nanã, em São Paulo. Também é artista plástica, membro da Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz, membro do Conselho Político da Ocupação Cultural Jeholu, palestrante e ativista dos direitos humanos e no enfrentamento ao racismo religioso e apresentadora do canal Paz e Bem.

Janaína Santos é mestra em Comunicação, Estudos da Recepção e Culturas pela Universidad Católica del Uruguay e graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora/MG. É coordenadora nacional da assessoria de comunicação do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados Brasil, organização humanitária que atua em cinco estados na atenção às pessoas migrantes e refugiadas de diversas nacionalidades.

Magna Oliveira é formada em Comunicação Social, especialista em Gestão Institucional e mestranda na linha de pesquisa Educação de Jovens e Adultos na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Fez cursos de contação de histórias na Biblioteca Pública de Minas Gerais e de brinquedos e brincadeiras nas Edições Paulinas. Integra o Coletivo Iabás (narrativas negras) e coordena o projeto de extensão Iranti – Ser África, com a professora Míria Gomes. Está à frente de um espaço agroecológico na Pedreira Prado Lopes chamado ‘Canto do Beto’.

Márcio Massano de Mello é bacharel em direito e pós graduado em gestão empresarial e atua na Pastoral de Rua Santa Madre Tereza de Calcutá, na Paróquia São Marcos, no Rio de Janeiro, e é fundador do projeto de integração solidária, rede entre as pastorais e outras organizações voltadas à assistência aos moradores em situação de rua.

Padre Antonio Naves é referência na Pastoral da Moradia da Arquidiocese de São Paulo e também atua na Comissão Pastoral da Terra.

Padre Dário Bossi é Missionário Comboniano e coordenador provincial dos combonianos no Brasil. Defende as comunidades atingidas pelas violações socioambientais e já coordenou a rede ‘Justiça nos Trilhos’, rede de comunidades atingidas ao longo do Corredor de Carajás. É coordenador da rede ecumênica latino-americana ‘Iglesias y Minería’ e assessor da Rede Eclesial Panamazônica (Repam), particularmente no eixo Direitos Humanos. Também é assessor da equipe de ecologia integral da Conferência de Religiosos(as) de América Latina (CLAR) e da Comissão Especial para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e participou como padre no Sínodo da Amazônia em 2019.

Padre Flávio Ramos é formado em filosofia e teologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). É responsável pelo Setor Social, Ambiental e Político da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida, da Arquidiocese de Belo Horizonte, e pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Betim.

Padre José Geraldo é padre diocesano incardinado na Arquidiocese de São Paulo, coordenador de Pastoral do Setor Vila Prudente, vigário paroquial na Paróquia São José de Vila Zelina – Regiāo Episcopal de Belém e militante de Direitos Humanos.

Pai Ricardo de Moura coordena a Associação de Resistência Cultural Afro-brasileira Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO), que atua desde 1966 no complexo da Pedreira Prado Lopes. É Rei Congo da Guarda de São Jorge de Nossa Senhora do Rosário no bairro Concórdia, trabalha na mediação de conflitos junto à comunidade, atuando com o CRAS da região, e atua na diretoria do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB), visando fortalecer as comunidades tradicionais e combater o racismo e a intolerância religiosa. É presidente do Comitê Gestor Estadual, responsável pela Ação de Distribuição de Alimentos para Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana (ADA) e representante da Umbanda no Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial (COMPIR). Também é mestre professor da Formação Transversal em Saberes Tradicionais na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Pastora Valéria Vilhena é teóloga, fundadora do Movimento EIG – Evangélicas pela Igualdade de Gênero e doutora do Programa Interdisciplinar em Educação, História da Cultura e Artes, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde pesquisou a vida da missionária e fundadora das Assembleias de Deus no Brasil Frida Maria Strandberg, sob o título de “Um olhar de gênero sobre a trajetória de vida de Frida Maria Strandberg (1891-1940)”. Publicou livros como “Uma Igreja sem Voz” (2011), “Evangélicas por sua Voz e Participação – Gênero em Discussão” (2015) e “Violências de Gênero, Evangélicos (a) políticos e os Direitos Humanos” (2015).

Pastor Ricardo Mendes é membro da Travessia Comunidade Espiritual da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), onde constrói espaço teológico de pontes ao direito da fé expressado por diversidade de caminhos, credos e ritos.

Professor Robson Sávio Reis Souza é doutor em Ciências Sociais com pós-doutorado em Direitos Humanos. É professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), onde coordena o Núcleo de Estudos Sociopolíticos. É presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais e membro da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz e do grupo de análise de conjuntura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Reverendo Sandro Aurélio Silva Brasileiro é reverendo das Igrejas da Comunidade Metropolitana (ICM), Especialista em Teologia Contemporânea e coordenador da Travessia Comunidade Espiritual da ICM.

Sheikh Yunus Mustafa Al Sheikh é pesquisador da Universidade Nove de Julho, da Faculdade Marechal Rondon e da CIMS – Sociedade Transmissora da Mensagem Islâmica e responsável pelo departamento de língua portuguesa na mesma instituição em Alexandria, no Egito. Foi juiz religioso em Alexandria e no Cairo, é professor emérito de Madrassa Darul Salam, em Maniça, Moçambique, membro do Comitê de Estudiosos de Ciências Islâmicas do Brasil e presidente da Associação Cultural Islâmica Sunita de Botucatu (ACISB).

6ª  Semana Social Brasileira

A Semana Social Brasileira (SSB) acontece no Brasil desde 1991 e é idealizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Realizada de forma coletiva com as pastorais sociais, igrejas cristãs, inter-religiões, movimentos populares, associações, sindicatos e entidades de ensino, busca articular forças populares e intelectuais para o debate de questões sociopolíticas do país e para uma ação sociotransformadora.

É um movimento que envolve práticas de mobilização popular e transformação social a partir de mutirões que impulsionam a construção de um projeto popular para o país. Também constrói espaços de fortalecimento da democracia participativa e direta, ao fomentar o envolvimento dos setores em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica à participação cidadã e à autoridade política, na garantia da igualdade de direitos das pessoas e da natureza.

Inspirada pelo Papa Francisco, o objetivo imediato da 6ª SSB é trabalhar os três “T’s”: Terra, Teto e Trabalho para refletir sobre os desafios sociais. A partir disso, busca sensibilizar a sociedade, mobilizar e articular forças sociais e fortalecer e multiplicar as lutas por direitos para desencadear novos processos de organização popular em torno do desafio “nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que provém do trabalho”, como disse o Santo Padre.

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