Você está em:

11 de outubro, 3ª feira, 28ª semana do Tempo Comum

Baixar áudio
- Hoje é dia 11 de outubro, 3ª feira da 28ª semana do Tempo Comum.

- Deixar que a visão nos guie é algo corriqueiro. Quantas vezes não nos pegamos esfregando o olho para compreender melhor algo que está diante de nossos olhos. Contudo, devemos sempre nos guiar também pelo conceito de que nossa visão é sempre parcial, pois não é capaz de ver todos os elementos internos e externos de uma só vez. Peça ao Senhor a graça de ter um coração sem maldade.

-Escuta o Evangelho segundo Lucas, capítulo 11, versículos de 37 a 41.

Naquele tempo, enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. O Senhor disse ao fariseu: "Vós, fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós".

- No evangelho de hoje, Jesus ensina que nossa visão para com o outro é sempre parcial. Não conseguimos enxergar seu interior, somente o lado de fora. Assim sendo, jamais nosso juízo sobre o irmão deve ser definitivo. Entretanto, nosso olhar é capaz de enxergar plenamente a nós mesmos, pois eu tenho acesso privilegiado ao meu interno. Pense e reflita sobre como a Palavra de Deus te convida a cultivar um olhar para o teu interior, ao invés de procurar detalhes na vida dos outros.

- Como você tem se enxergado? Tem conseguido descobrir dons e limites em você, ou somente tem voltado seu olhar para avaliar os outros?

- “...o vosso interior está cheio de roubos e maldades”, diz Jesus aos fariseus. O olhar para dentro sempre precisa ser feito com as lentes que Deus nos dá por meio da Palavra, a fim de que não caiamos em pré-julgamentos sobre nós mesmos, mas possamos nos amar verdadeiramente e doar às pessoas os dons ímpares que descobrimentos em nós. Como diz Cecília Meirelles, que saibamos nos deixar conduzir pelo vento, pelo Espírito, nesse processo da vida cotidiana:

“Eu sou essa pessoa a quem o vento chama,
a que não se recusa a esse final convite,
em máquinas de adeus, sem tentação de volta.

Todo horizonte é um vasto sopro de incerteza:
Eu sou essa pessoa a quem o vento leva:
já de horizontes libertada, mas sozinha.

Se a Beleza sonhada é maior que a vivente,
dizei-me: não quereis ou não sabeis ser sonho?
Eu sou essa pessoa a quem o vento rasga.

Pelos mundos do vento em meus cílios guardadas
vão as medidas que separam os abraços.
Eu sou essa pessoa a quem o vento ensina:

- Agora és livre, se ainda recordas.”

- Peça ao Senhor que a sua Palavra continue a nos chamar, a nos levar, a nos rasgar e a nos ensinar, para que cada vez mais possamos ser nós mesmos e doar verdadeiramente quem somos.

- Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre. Amém!