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Dom Vicente Ferreira preside Missa em memória das vítimas pelo rompimento da barragem em Brumadinho

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte dom Vicente Ferreira celebrou Missa na Igreja Nossa Senhora das Dores, no Córrego do Feijão, nesta segunda-feira, dia 25, em memória das vítimas pelo rompimento da barragem com rejeitos de mineração em Brumadinho. A Missa integra a programação da II Romaria Regional pela Ecologia Integral a Brumadinho. Logo após a celebração, foi oficialmente apresentado o documento Pacto dos Atingidos. Construído de modo colaborativo, a partir da contribuição das comunidades impactadas pelo rompimento da barragem, o Pacto dos Atingidos detalha o sonho daqueles que vivem sob a ameaça da mineração predatória – a conquista da liberdade – e o compromisso de se dedicarem aos princípios da Ecologia Integral – que reconhecem a importância fundamental da vida, acima do lucro.

A Missa reuniu familiares dos que perderam a vida pela tragédia. Cada pessoa foi homenageada com uma foto diante do altar, cuidadosamente preparado em frente à Igreja Nossa Senhora das Dores, no Córrego do Feijão. Durante suas preces, dom Vicente pediu a Deus pelas famílias que ainda não puderam sepultar seus mortos. Lembrou-se também daqueles que adoeceram pelas muitas perdas sofridas.

O Bispo Auxiliar, durante a homilia, em referência à conversão de São Paulo, explicou: “Conversão é defender a vida e a dignidade de todos, inclusive do meio ambiente”. O Bispo Auxiliar advertiu que o atual momento beneficia quem tem poder e dinheiro, e lembrou: “A nossa força não vem do poder e do dinheiro. Vem da nossa união”. Por isso, dom Vicente orientou que todos caminhem juntos. “As soluções nascem da força de nossa união”.

A solenidade de apresentação do Pacto dos Atingidos foi vivida logo após a Missa, sinalizando a união das muitas pessoas impactadas pelo rompimento da barragem com rejeitos de mineração.

O rompimento da barragem

Há dois anos, uma barragem com rejeitos de mineração da Vale se rompeu em Brumadinho, na comunidade Córrego do Feijão. A tragédia matou 272 pessoas e devastou a bacia do Rio Paraopeba. A Igreja Nossa Senhora das Dores, onde hoje são dedicadas homenagens às vítimas, foi um dos principais pontos estratégicos de auxílio ao Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. As comunidades de fé que integram a Região Episcopal Nossa Senhora do Rosário (Renser), desde aquele 25 de janeiro de 2019, passaram a amparar as famílias mais impactadas pelo rompimento da barragem.