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Diário dos Abraços 20 – Abraço da Arte – Nº II

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DIÁRIO DOS ABRAÇOS

_@pe.marcelo.bh

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Abraço da Ar.te, N⁰ 20

Dormi! Despertei! Respirei ar… Arte! A arte contém ar. E ele alimenta a alma.

🔆 Como não respirar arte diante de uma cidade como Ouro Preto? Senti um profundo ar.braço desta cidade nestes dias que aqui estou, a contemplar e descansar sobre o parapeito da história, da arquitetura e da arte.

🤓 Uma ideia, uma intuição fecundou a minha mente, logo pela manhã, quando os primeiros raios de sol atravessavam as densas nuvens que nasciam atrás da Igreja  do Carmo, na colina mais alta.

☝️ Ao retomar a escrita, depois do I Abraço da Arte, nesta manhã entre sol e nuvens, na velha cidade ouro-pretense me veio a riqueza metafórica da luz. E nela eu vi beleza me visitando, me vestindo e me saudando logo cedo.

🔆Uma luz para ser bela, cumprir sua vocação de iluminar, não precisa ser forte. Não precisa ser grande, holofote. Ela não precisa fazer parte dos espetáculos de luzes artificiais, como tantos gostam de assistir na atualidade. Não!

🔆 Uma luz para ser bela, precisa inspirar natureza, o natural de tudo o que há. Marcas que brotam de dentro para fora. Sem cegar, sem ser transparente. Luz demais faz mal para alma, para os olhos dos sentidos. Para quem deseja ver, olhar, reparar no dia a dia, até a morte, um filete de luz de candeeiro, ou de vela, salva-nos do breu da cegueira perpétua.

🔆 Uma luz de candeeiro tem sua beleza sustentada na simplicidade, numa chama amparada por um pavio pequeno, como uma veia de luz que irriga os olhos de quem vê. Nesta pequena haste de algodão, a diminuta luz consegue sustentar sua vocação legitima: aquecer as almas gélidas e indicar o caminho dos cegos. Assim, ela atrai os nossos olhos para sua frágil beleza, que dança ao vento da grande noite com os seus véus e névoas.

Por um momento pensei que uma luz como esta é luz dos pobres.

🧐 Pobre?

Pobre talvez seja aquele que, com o seu olhar, não a alcança!

🧏‍♂️ – Nas palavras da sétima arte, fui alimentado com “A Festa de Babette”.

Uma vez eu vi um filme sobre gastronomia – A Festa de Babette. Na verdade, muito mais do que um filme sobre gastronomia. Era um filme sobre a arte posta à mesa.

Neste lendário filme de arte, a personagem que leva o nome do filme, Babette, diz algo que nunca me esqueci, que até hoje, passados mais de 20 anos do meu encontro com esta fonte inspiradora, ela continua me alimentando. Sempre que me sinto subnutrido na vida, eu a escuto dizendo em meu interior: 😇 “um artista nunca é pobre”. Ele sempre tem de onde tirar algo que os outros não têm para oferta-los.

Babette, no famoso filme onde ela era uma nobre cozinheira de um Palácio, vê-se obrigada a fugir do lugar onde vivia com sua arte de encantar as pessoas pela “espiritualidade da mesa”. Questionada sobre sua falta de bens materiais, no vilarejo em que passou a viver, sua clara e lúcida consciência lhe faz afirmar: onde quer que um artista tenha que recomeçar, de qual for o ponto na sua jornada, “um artista nunca é pobre” porque ele tem a si e sua arte para criar o que toca a alma faminta.

🔆Sua noção de riqueza e pobreza não passa por ter coisas, prestigio, bens materiais ou funções relevantes. Ao contrário, sua riqueza não está dentro, mas fora.

Um artista é uma “mina d’água”! Sempre, quando uma “mina d’água” consagrada pela humanidade em sua obra de arte se abre, onde quer que ela seja, rios, mares humanos se formam em direção a elas, afim de beber de seu tesouro inesgotável.

Afinal de contas, concluo este abraço artista, dizendo: quando a arte falta, o artista é calado. Suas mãos, dedos, escrita, voz… tudo se recolhe no cárcere imposto, ou nas gaiolas de ouro, ofertadas pelas portas da frente.

Quem verdadeiramente se empobrece nessa estação, é a humanidade, a cultura, a civilização, e não os artistas, pois a vida sem simbolização, torna-se mar de trovões e relâmpagos, redemoinhos, oceano de ondas agigantadas.

🧏‍♂️ – No abraço da arte, renovei a memória, o coração, o cérebro, a respiração.

Quando me senti profundamente abraçado pela arte, dei-me conta que na sua composição silábica havia ar. Havia ar na arte para eu respirar outros ares, outros rios flutuantes que me levariam para outros lugares, oxigenando-me a vida. Nunca tinha pensado nisto, visto ar na arte. Me peguei surpreso, então pensei: gente! Eureca, descobri algo novo nesta palavra!

É isto: onde tem ar, tem vida… onde tem arte, a vida respira mais livre, leve e solta pelas ruas e trilhas de nossa alma artística.

🤗 A arte é uma forma de expressão do ser humano  que, em contato com nossos sentidos, mananciais de emoções, ela movimenta a vida em estado de marasmo, tornando a calmaria em tempestade e a tempestade em apaziguamento. De um oceano ela faz desertos, e, de areias: fontes refrescantes. É assim a arte: uma fonte de paradoxos, ambivalências e oxímoros que alimentam a linguagem para além do campo denotativo. Até uma pedra, na arte, ganha forma e vida plurissignificante. Expressão vital do ser humano.

🧐 Já vi esculturas que pareciam mais vivas do que seus apreciadores. Também, já vi pessoas quase mortas ressuscitarem ao serem abraçadas por uma expressão da arte: em contato com uma poesia, uma pintura, uma obra de ficção. Como já vi imagens que pareciam sair do papel, da pedra inerte, da tela fria, do bronze em estado bruto, do barro, enfim, do mundo material e andarem soltas pelos templos das artes, galerias sagradas que nos transpõem para além do horizonte estreito e, às vezes, asfixiante.

🥰 Na arte, o que está vivo morre para ressuscitar e o que pode estar morto, passa a viver. O que era, volta a ser. O que é, deixa de ser e pode voltar quando o seu autor desejar. O que nunca foi, será… na arte os tempos humanos não são cronológicos, menos ainda lógicos.

Não há dúvidas, a arte tem o poder de ressuscitar pessoas ou de não deixá-las no limbo do real, da pura dor, do empuxo à morte.

É por isso, que este abraço da arte vem me dizer – e a você também que me lê – que a verdadeira arte nunca é aposta de superfície, de epiderme, de conceito, produção em série e de bolsas de valores.

Ao contrário, a fina arte, aquela que nos abraça e fica igual chiclete em nossa mente e coração, é promessa de vida que brota de nossos grotões e deságua nos grandes centros vitais do laço, dos abraços, renascendo o que estava morto, fazendo como uma parteira, nascer o que estava em estado embrionário.

🌵 Como oásis, a arte é vizinha dos desertos. Sua fronteira beira, faz litoral, com as areias desérticas e as fontes aquáticas. O que deste encontro nasce, chamamos oásis.

Assim, também acontece nos mundos interiores do ser humano.

🌴 – A arte faz nascer fontes onde antes havia apenas desertos.

Quando a vida se encontra em um mar de desassossego, árida, caminhando noite adentro no breu da história, como estamos neste tempo de pandemia pelo mundo afora, 🔆 é a arte que faz cultivar, cavar pequenas fontes onde antes havia apenas desertos inóspitos.

Dali, daquelas cavas artesanais, marejam as águas refrescantes das artes que saciam o ser de alma sedenta.

O pulmão das ideias, volta a respirar descongestionado.

O coração dos afetos bate mais forte e ritmado. O tecido dos desejos, consegue sustentar facilmente o que brota do encontro com o inominável e transcendente do simbólico em expressões artísticas.

☝️ As veias da arte levam vida da cabeça aos pés, insuflando nas áreas mais atrofiadas, um novo vicejo. Fazendo-nos recomeçar, levantar, erguer a cabeça, abrir o peito, as mãos, os dedos e pegar na porção dos desejos infindos o máximo de possibilidades para prosseguir com força, coragem e esperança. Brilho no olhar!

💀 Onde cresce a força da pulsão de morte, lançando seu poderio nefasto em todas as direções – física, psíquica, social, espiritual, relacional, emocional, econômica…, como é importante buscar a outra via, 🌱 a da pulsão de vida. Nela o ser humano se sustenta, sustenta o seu desejo, faz crescer os lampejos de satisfação e bem-estar.

Faz brotar, crescer o que é vivo, o que faz viver, o faz ser alguém melhor.

Por fim, faz retomar o brilho no olhar. E, como um farol, ele pode iluminar qualquer breu da noite. Seja em qualquer circunstância do tempo, ou horário do relógio existencial, seja diurno ou noturno.

O que se segue neste abraço das artes, é uma expressão límpida e cristalina do que acabamos de ler.

Assim foi meu encontro com a arte de Vincent van Gogh.

🌻 – Uma expressão de elevação artística que me abraçou: Vincent van Gogh.

Vincent Van Gogh é um tradutor de muitas existências!

Sua intensa vida, mas breve, se perde no mar sem fim de sua obra incomparável. Sua forma de criá-la, na ponta do pincel, com suas cores primárias oferece-nos algo sublime. Uma das expressões estonteantes da arte dos últimos séculos, vem do gigante pós-impressionista, Vicent van Gogh, nascido na Holanda em 1853 e falecido na França no ano de 1890, com apenas 37 anos.

Uma vida breve, se vista cronologicamente, mas longa, se traduzida a partir de sua criação.

Mesmo internado num hospital de uma comuna francesa, depois de um surto que lhe levou a cortar a sua própria orelha, o pintor foi capaz de retomar o que melhor sabia fazer, a arte de pintar. Ao olhar pela janela de seu quarto hospitalar, em direção ao vale da comuna de Saint-Rémy-de-Provenc e, Vincent conseguiu criar uma das telas mais famosas de sua obra,

✨ A Noite Estrelada.

Sua célebre tela, A Noite Estrelada, foi feita da janela do hospital psiquiátrico onde passou os últimos 2 anos de sua vida, como já foi dito. De sua loucura conseguiu abrir uma janela pela via da arte em tela, onde respirava, contemplando as paisagens lá fora, fazendo transcender parte de sua dor de ser como era, para viver dentro de algo suportável, ainda que numa estabilidade móvel, como o equilibrista sobre a corda bamba segurando em suas mãos a sua arte.

🌻 Abraçado pela arte Vincent conseguiu trazer um pouco de paz à sua alma desassossegada.

Hoje uma tela de Van Gogh pode passar de 70 milhões de Euros, como seu autorretrato, leiloado em 15 de novembro de 1998.

Sendo uma das telas mais caras da história da arte europeia.

🌻Então, o que podemos falar ao contemplar a tela A Noite Estrelada, pintada em 1889?

Nesta pintura de Van Gogh, encontramos em cores intensas e atraentes aos olhos, a representação de dois mundos comuns à existência humana: o primeiro, revelador das tempestades da alma, representado pelo céu noturno de redemoinhos agitados entre estrelas brilhantes. Já o segundo mundo noturno, mostra-se sereno e tranquilo, ao olhar para a pacata comuna francesa.

Dalí, de sua janela manicomial, este precursor gigante da pintura moderna projetou a tela A Noite Estrelada, como dissemos acima. Ela é mundialmente conhecida também pelos elementos reais de sua história, como a igrejinha de suas origens, na Holanda.

Também conhecida pelos aspectos vivenciais subjetivos de sua própria vida impressas naquela tela nascida de sua luta interior no manicômio francês.

Assim, os mundos exterior e interior de Vincent dão vida à sua inspiração – ao mesmo tempo que lhe tiravam a saúde. Estes mesmos mundos que fundidos em sua arte, nos abraçam fazendo-nos também re-unir nossos próprios mundos de guerra e paz, de saúde e enfermidades.

🎇Após o término de A Noite Estrelada, conclui Vincent: “a noite é muito mais viva e colorida do que o dia”. Isso também dá o que pensar, pois a noite é misto de luz e trevas, lusco-fusco. Ela esconde e ao mesmo tempo revela.

Ela mostra-se e também encobre, assim, como é oferenda e recolhimento. Abre e fecha portas entre seus luzeiros e obscuridades.

A noite contém o dia, mas o dia, prescinde a noite.

🫂 – A função da arte é fazer um abraço simbólico onde só havia antes o real.

Novamente eu volto ao artista, Victor Chaves. Contudo, volto para encerrar este abraço. Preciso cortar e curar o “umbigo deste abraço”, para que ele siga respirando em outros mundos, habitados pelos leitores que possam passar esta estação literária. Seguir livre de minha escrita finalizada.

✍️ Victor Chaves, ao se dedicar nestes últimos tempos de sua vida a um novo projeto, mais livre e descomprometido com o sucesso,  apresenta sua nova versão, mais personalizada: Projeto VC – se lê “vê” de Victor e “cê” de Chaves.

Na minha leitura, a de um admirador do “jeito VC de criar” do artista, digo que ele se mostra mais original e singular do que nunca, como artista. Sua música tem verdades que nos traduzem, como grandes expoentes das artes.

Sua composição, tem sentidos que nos re-significam por dentro, fazendo tecer outras áreas não experimentadas até escutá-lo. Sua pessoa tem uma reserva de humanidade que nos humaniza, de forma a refletir o papel das artes e a relação estabelecida com os artistas. E esta base nos diz que eles não são deuses, são feitos de argila também, do húmus sagrado.

✍️ A arte de Victor Chaves, descompõe-nos de lugares onde, por vezes, preferíamos ser cópias, simulacros. Em uma cultura que nos impõe maneiras de ver, sentir, pensar e agir desvirtuantes, do original que somos desde o nascer, não é simples e fácil. Ser original custa mais do que ser cópia nesta cultura massificante, diz-nos a “Obra de VC”.

Por vezes, vemos na sociedade do espetáculo que muitos, ao nascerem singulares, preferem morrer como imitação barata. Cópias malfeitas de protótipos de sucessos fracassados. Isto é um oxímoro, mas verdadeiro.

Há poucos dias, Chaves disse aos seus interlocutores, em seu Instagram: “Abrir mão de um tempo não é esquecer um tempo. É deixar que ele se vá, para um outro tempo surgir…. Então, definitivamente, para mim, “viver não é chegar em algum lugar, viver é escolher uma direção”.

Ao que tudo indica, na sua fase de produção artesanal de música, ele está escolhendo uma nova direção, que coincidentemente nestes dias de outubro, ele a sacramentaliza com o esperado lançamento do “Projeto VC” de músicas.

✍️ Meu compromisso com a escrita é como a “mina d’água” de Victor Chaves: ela não se compromete em si tornar rio, oceano. Escrevo para quem busca água na mina, não de balde, mas de “xicrinha esmaltada”. Iguais aquelas que pegava na casa do meu avô – vovô Alexandre – no sítio das muitas minas d’água, ao redor da sua casa de assoalho.

Por fim, volto a Van Gogh quando entramos em contato com a sua obra e com seu percurso existencial, de descobertas e perdas, com a seguinte questão: qual é a função da arte, a linguagem da arte, a sua fronteira, a sua definição? Terá ela estas respostas?

Creio que várias!

🌻 Eis a função da arte: nos ajudar a olhar a vida, a nomear os mares que estão nos esperando com sua beleza e o seu assombro, do outro lado das “dunas altas”.

Por vezes, a arte, o belo, a beleza nos emudece. Tira o teu fôlego, o teu respiro, o ar…te deixando como criança novamente pelo seu poder regenerador.

Então, quando isso acontece – “a falta de ar” – pedimos o auxílio da arte para nos “ajudar a olhar” este mundo, de frente, livre, de olhos bem abertos e de mãos sempre dadas com o seu olhar.

Pois quem olha com os olhos da arte a vida, está sempre nascendo de novo. A cada dia, a cada experiência de descobrimento e velamento. A cada experiência de entre véus.

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A arte, o belo e a beleza

🌻Nada mais lamentável ao belo do que a transparência absoluta na arte

O excesso de exposição cega e vulgariza a arte, deixando-a sem véus

Por isso, prefiro o velado-revelado, o lusco-fusco no mundo das artes

🌻Em si tratando do belo, o oxímoro é fundamental

Pois ele guarda o que se opõe e o esconde no tecido das artes

para dar-se aos poucos a quem se aproxima dele com fome e sede.

🌻A arte, deixa nos olhos de quem a contempla, um pouco de cegueira e dúvida.

Por isso, prefiro o tipo de arte que se alimenta das trilhas do contraditório,

Do paradoxal e do ambivalente, como é próprio do ser humano.

🌻Se tem uma natureza que congrega o belo, é a do mundo entre véus.

Assim, prefiro o não retilíneo, o não reluzente, o inexato, o que é ser e ente.

🔆A arte não é explicação!

A arte não é matemática!

Nem tão pouco dogma!

A arte não é mundo das exatas…

Nem tão pouco, esgotamento de sentidos.

🔆Se tem uma coisa que ela produz é a perda de certezas, quase sempre.

Por isso, prefiro os que não temem nascer de novo, de dentro para dentro.

🤓A arte está em todo lugar…

Mas, em alguns ela se concentra generosamente.

⛪Um destes lugares é Ouro Preto!

Cidade da história, da arte, da fé, de “mil belezas”.

Dos casarões antigos, pensões e pousadas, igrejas e escadas de pedra sabão.

Hoje, nesta cidade, o ouro não é amarelo, ele feito de arte

Por isso, está em toda parte, esquina, rua e praça, contornos da vila.

Sua cor é a do povo, das raças que sobreviveram aos tempos da escravidão.

🧏‍♂️No umbral do Grande Hotel de Niemayer, de poetas, de cantores e de atores,

por lá, se deixaram um pouco em seus quartos, salas, sacadas.

No quarto nº 01, Juscelino, abre as galerias da história,

Na varanda do restaurante, marca o poema de Clarice Lyspector

Escrito sob medida para o visionário Guignard.

🏬Da janela para a cidade, aponta Guignard as belas paisagens inspiradoras

de seus lápis, a tracejar o horizonte, ou pinceis a colorir suas telas com um olhar…

Um lugar onde a riqueza de um povo chegou com o ouro e suas minas.

Mas, hoje novas minas nasceram cheias de um ouro infindo e sem morte:

Seu nome é arte, belo, beleza que orna todos os que passam por esta grande cidade,

de encantos tantos:

Berço da arte pluriforme!

☝Da janela, no meu quarto, de número 17,

Contemplo o belo transbordando de beleza pelas ruas, ruelas, montes e capelas.

Templos barrocos de rara beleza, erguidos sobre cada monte, às vezes com um passado de dor e morte, por onde dirijo o olhar… e para além!

🏳️Num lugar onde o belo resiste ao tempo,

aos olhares dos que passam distraídos, e também dos atentos.

🤗VIVA A ARTE,

🤗VIVA O BELO,

🤗VIVA A BELEZA OURO-PRETENSE!

🫂 Com gratidão,

Desejo que este abraço da Arte II PARTE, lhe traga estímulos e novas criações.

Até o próximo abraço!

@pe.marcelo.bh