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[Dica literária]Livro Teologia da ternura é uma obra que nos convida a vivenciar os ensinamentos de Cristo

“Teologia da ternura – um evangelho a descobrir” é um tocante livro sugerido na Dica Literária desta semana por padre Eribaldo Pereira Santos, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Sabará. O livro nos leva a refletir sobre uma perspectiva, trazida pelo Papa Francisco: deixar-se afetar por Cristo. Ao partilhar esta indicação literária com os sacerdotes da Arquidiocese de BH, padre Eribaldo ressalta que a fé, primeiramente, é uma experiência afetiva; “Os dogmas vêm depois.” Ele recorda que Jesus, primeiro nos acolheu com amor, estando entre nós, depois nos educou: “Este livro me lembra muito a frase do Papa Francisco quando ele disse, que antes a Igreja ser um hospital de campanha do que um tribunal”, comenta padre Eribaldo.

No livro “Teologia da ternura” o autor monsenhor Carlo Rocchetta nos fala concretamente de uma prática da ternura. “O autor nos convida a vivenciar o amor de Deus de forma concreta, nos apresenta uma escola da ternura, onde somos chamados a nos colocar no lugar do outro”, explica padre Eribaldo, sublinhando que a obra é de leitura agradável, e nos mostra como a ternura é curativa: “Assim é o  pontificado do Papa Francisco, que nos chama para o cuidado com o outro, com a terra, com os mais pobres. Não tem como falar de ternura sem estar próximo ao outro.”

Padre Eribaldo é leitor desde sua adolescência, quando se divertia com as revistinhas de faroeste. Hoje, além dos sites de notícias, dos livros de formação e espiritualidade, gosta de história e poesia. É um apreciador da obra de dom Pedro Casaldáliga e de dom Hélder Câmara. Indicar o livro aos sacerdotes fez com que padre Eribaldo reavivasse a memória de sua caminhada vocacional, quando morou por um tempo em uma instituição, cuidando do garotinho Tiago, que com microcefalia havia sido abandonado pela família. Como era inexperiente na função, a princípio, o cuidado foi um grande desafio. “Tiago faleceu algum tempo depois e hoje costumo dizer que é o meu anjo da guarda”, lembra padre Eribaldo, com saudade e ternura.

 

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